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Proteção de rios: SP investe em mais tecnologias para ampliar resiliência climática

A ampliação da resiliência climática no estado de São Paulo vai envolver novas tecnologias de monitoramento e alerta de eventos extremos, atuação técnica especializada em políticas públicas para mudanças do clima e investimentos de mais de R$ 330 milhões em proteção de rios e ações sustentáveis. O novo pacote foi anunciado pelo governador Tarcísio de Freitas nesta quarta-feira (5), em cerimônia oficial de celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente.

Governo de SP anunciou, no Dia Mundial do Meio Ambiente, medidas para ampliar resiliência climática

“O Governo de São Paulo está trabalhando para criar e deixar legado. A cerimônia de hoje tem a ver com duas palavras: legado e compromisso. É o compromisso com quem está hoje aqui e com as próximas gerações a partir do entendimento que vivemos imersos em uma situação de mudanças climáticas. A gente precisa fazer a nossa parte e recuperar o meio ambiente, diminuir emissões e ter boas ideias de transição energética, gestão de resíduos, economia verde e cidades resilientes”, afirmou Tarcísio na solenidade no Parque Villa-Lobos, na capital.

“É um dia para a gente entender a necessidade de trabalhar pelo meio ambiente e pelo futuro. Trabalhar para mitigar os efeitos das mudanças climáticas e proteger os cidadãos com trabalho preventivo usando telemetria, oferecendo cartas de risco, fazendo intervenções como desassoreamento de rios, obras de piscinões, contenção de cheias e proteção de encostas”, acrescentou o governador.

O pacote reúne ações integradas de diversos órgãos da gestão paulista, sob coordenação da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística e da Defesa Civil do Estado. A ampliação do uso de tecnologia prevê a interligação do monitoramento de cheias por sistemas de radar às sirenes de alerta de risco de grandes inundações e deslizamentos.

Com a inovação, o Sistema de Sirenes de Alerta de Risco (Sisar) passa a contar com duas metodologias para conectar o alerta à telemetria que monitora as cotas de inundações dos rios.

Novos equipamentos serão instalados em áreas inundáveis, e a telemetria fará o acionamento automático das sirenes que orientam a população a buscar abrigo em locais seguros. São Luiz do Paraitinga, no Vale do Paraíba, será o primeiro município a receber o sistema.

“Quando instalamos as sirenes, vem agregado o treinamento local para a comunidade com mapa de risco comunitário e criação de núcleos locais de Defesa Civil. Assim, quando a sirene toca, as pessoas sabem para onde ir e conhecem as rotas de fuga. Com as sirenes, a gente também agrega treinamento para tornar a população mais resiliente”, afirmou o secretário-chefe da Casa Militar e coordenador da Defesa Civil do Estado, coronel PM Henguel Ricardo Pereira.

O Governo de São Paulo também vai implementar o Centro Paulista de Radares Meteorológicos para monitorar todas as regiões do estado e emitir avisos e alertas de deslizamentos, enchentes e inundações.

O serviço vai ajudar a tomada de ações preventivas a eventos extremos com a ampliação da rede estadual de radares, pluviômetros e outros mecanismos de medição meteorológica.

Recuperação e proteção de rios

Na cidade de São Paulo, o programa IntegraTietê vai iniciar uma nova fase de revitalização do rio Pinheiros, com retirada de 700 mil m³ de sedimentos. O volume é equivalente a 50 mil caminhões basculantes que, enfileirados, ocupariam distância de 500 km – suficiente para uma viagem de ida e volta entre a capital e o município de São Carlos, na região central do estado.

Os trabalhos serão feitos em uma extensão de 25 km do Pinheiros, com investimento previsto de R$ 79,5 milhões e prazo de execução de 12 meses. O processo licitatório está em fase de homologação, com início do serviço programado para o segundo semestre.

Outra novidade é o lançamento do ciclo 2024-2025 do Programa Rios Vivos, que trabalha com a revitalização de cursos d’água tanto na capital e Grande São Paulo quanto no interior e litoral.

A nova fase prevê um investimento de R$ 250 milhões nos próximos 12 meses, com potencial de atender até 250 rios, córregos e ribeirões em 150 municípios. Para aderir, as prefeituras precisam atender a critérios de elegibilidades disponíveis no site daee.sp.gov.br/site/riosvivos/.

Governança dedicada

O planejamento público de curto, médio e longo prazo para prevenir e combater impactos de eventos extremos ganha novo reforço em São Paulo com a instauração do comitê gestor da política estadual de mudanças climáticas.

A administração paulista também iniciou a formação de um conselho estadual dedicado exclusivamente a temas como resiliência urbana, rural e natural, redução dos gases de efeito estufa na atmosfera e contabilização e sequestro de carbono.

Integra Resíduos

As políticas públicas de sustentabilidade ganham reforço em São Paulo com o decreto de instauração do Integra Resíduos. O programa vai melhorar a gestão do lixo por meio de parcerias público-privadas e consórcios intermunicipais para questões críticas como aterros em fim de vida útil e a destinação inadequada de resíduos.

“O objetivo do Integra Resíduos é focar na destinação e valorização dos resíduos, auxiliando os municípios, especialmente os menores, no desenvolvimento de estudos de viabilidade técnica, econômico-financeira e ambiental, arcabouço jurídico, estrutura de governança e até mesmo mapeamento de potenciais investidores para a formação de parcerias público-privadas”, explicou a secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.

Finaclima SP

O Governo de São Paulo também pretende expandir o acesso a capital público e privado para prevenção, combate e mitigação às mudanças climáticas. Com a criação do Finaclima SP, a gestão estadual fica autorizada a receber recursos privados para desenvolvimento de planos de adaptação e resiliência.

O fundo poderá captar doações e investimentos de pessoas físicas e jurídicas, incluindo organizações e entidades internacionais e governos estrangeiros, além de bens e serviços destinados a projetos de pesquisa e sustentabilidade ambiental.

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