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Opinião: PL inventa problemas nas urnas do segundo turno para aquecer golpismo


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O partido do presidente Bolsonaro, PL, resolveu tentar dar um tom oficial, de contestatação legal, ao golpismo que os bolsonaristas imprimem nos movimentos antidemocráticos em frente aos quartéis ou prédio das Forças Armadas.

Ontem (22), disse que na auditoria particular foi identificado problemas em quase 280 mil urnas. Pediu a anulação dos votos nesses equipamentos. Pura piada. Aliás, má fé e irresponsabilidade.

Valdemar da Costa Neto, presidente da legenda, quer, apenas, colocar combustível nas brasas das folgueiras golpistas. No fundo, gostaria mesmo, como todos as autoridades bolsonaristas, inclusive Bolsonaro, era ver a “intervanção militar”.

Como declarou de maneira clara o minsitro do TCU, Augusto Nardis, quando em áudio enviado para “amigos” afirmou que um golpe está sendo gestado nas “casernas”.

Não teve coragem de enfrentar os colegas com o golpismo apaixonado. Pediu licença para cuidar da saúde, depois de uma nota nonsense. Mas, como autoridade de um instituição democrática, tem que responder pela fala criminosa. E não venham como essa de liberdade de expressão.

Já virou clichê dizer que pedir intervenção, incitar o golpe contra a democracia não liberdade de expressão. É crime.

Essa liberdade, com limites e regras, não absoluta, só existe, justamente, quando não tem intervenção pela força, quando não se muda a regra do jogo por insatisfação pessoal.

As instituições 

Se há excessos do judiciário ou de um juiz, que se busque a própria Justiça, suas instâncias e as instituições do regime democrático para solucionar o problema. Só não dá para apelar para a força.

E, ao recorrer as instâncias, que se faça com o mínimo de decência, honestidade e racionalidade. Essa do PL de “condenar” as urnas que Bolsonaro perdeu no 2º turno é brincadeira com um país que tem diante de si problemas básicos para resolver.

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Problemas que, infelizmente, o presidente Bolsonaro não conseguiu solucionar. Aliás, não recebeu o aval da população para continuar com a fórmula de governar, mesmo apelando para todas as medidas eleitoreiras possíveis.

Vamos ser claros 

Longe das convicções lunátivas e fanáticas, é preciso cair na real: não há provas de fraudes, institituições internacionais atestaram, bem como órgãos de controle; Os responsáveis pela manifestações precisam ser punidos; a liberdade de protestar é garantida quando a motivação não produz um crime; o STF e o TSE não são cortes formadas por comunistas (Meu Deus, quanta loucura).

Aliás, o Brasil nunca foi e não será comunista (e mesmo nos governos de esquerda foi capitalista até o pescoço); ninguém vai perder a liberdade, as igrejas não serão fechadas; não terá aborto em cada esquina e as drogas não serão vendidas nos shoppings.

Desabafo nas redes sociais

Para concluir, vamos reproduzir abaixo um desabafo feito pelo ex-prefeito de Campina Grande, Ronaldo Cunha Lima, que faz todo o sentido.

Não é minimamente aceitável que a essa altura do campeonato o presidente Bolsonaro, por intermédio do seu partido, o PL , venha questionar o resultado das eleições. É um tremendo desserviço à nação. Os argumentos apresentados são frágeis e intempestivos e resultarão tão somente numa indesejável instabilidade política. O mais grave, penso eu, é que esse desatino vai servir de combustível para os desmiolados que ficam em frente aos quartéis pedindo em última análise seja instalada uma ditadura militar no país. É inacreditável!!! Tenha vc votado no atual presidente ou em Lula, não importa, o repúdio a esse inusitado comportamento se faz obrigatório. O Brasil é maior!”, afirmou.

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Laerte Cerqueira

Doutor em Comunicação (UFPE), professor do Mestrado em Jornalismo da UFPB. Autor do livro A Função Pedagógica do Telejornalismo (Insular, 2018). É repórter, editor e comentarista político das TVs Cabo Branco e Paraíba e CBN/PB.

Angélica Nunes

Jornalista formada pela UFPB, com bacharelado em Direito (Unipê). Atua na cobertura política no Jornal da Paraíba, na CBN e nas TVs Cabo Branco e Paraíba.

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