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	<title>Delubio Soares &#187; Planejamento Urbano</title>
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		<title>Inclusão das cidades</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 11:17:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Nádia Pires]]></category>
		<category><![CDATA[Goiás]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Urbano]]></category>

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		<description><![CDATA[* Nádia Pires Observa-se que a intersetorialidade é geradora de uma nova estratégia voltada para uma estrutura social mais adaptável, proporcionando um novo conceito de planejamento urbano que redimensiona a noção de percepção de tempo e espaço, estado, nação, território, proporcionando uma atenção aos princípios de solidariedade, respeito à diversidade cultural, étnica, lingüística, religiosa, de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong> * Nádia Pires</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Observa-se que a intersetorialidade é geradora de uma nova estratégia voltada para uma estrutura social mais adaptável, proporcionando um novo conceito de planejamento urbano que redimensiona a noção de percepção de tempo e espaço, estado, nação, território, proporcionando uma atenção aos princípios de solidariedade, respeito à diversidade cultural, étnica, lingüística, religiosa, de orientação sexual, de classe social, da autonomia.</p>
<p style="text-align: justify;">A intersetorialidade normalmente é dinamizada em gestões que focam a descentralização garantindo e facilitando a ação intergovernamental e intersetorial com vistas a agilizar o atendimento à comunidade oportunizando melhoria na qualidade de vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Junqueira (1998), conceitua a intersetorialidade assim: “a intersetorialidade é uma lógica para a gestão da cidade, buscando superar a fragmentação das políticas e considerar o cidadão na sua totalidade, nas suas necessidades individuais e coletivas”.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos tempos modernos, essencialmente nos países de terceiro mundo aos quais o Brasil se insere, Milton Santos em seu livro A Urbanização Brasileira (1993), explica uma nova realidade dissertando sobre a evolução do território e adjetivando a urbanização do país  como corporativa, incidindo na desigual distribuição do meio técnico científico informacional que dá sustentação a uma sociedade dualista e de um espaço seletivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta reflexão instigante nos traz o sentimento da fragilidade social, advinda da fragmentação territorial sob os efeitos da globalização, o que reflete na Educação, Esporte , Cultura  Saúde e Planejamento nas cidades.</p>
<p style="text-align: justify;">Este sentido de singularidade talvez seja um dos motivos que despertem, para urgência da Intersetorialidade que também impulsiona o movimento da sociedade em Rede, defendido por Castells (1994).</p>
<p style="text-align: justify;">Acrescentando, reporta-se aqui ao pensamento de Gramsci (1968) que enfatiza:</p>
<p style="text-align: justify;">[...] <em>O ser humano necessita de educação para ser livre, essa libertação (intelectual, moral e social) [...] se efetiva a partir do acesso aos conhecimentos historicamente produzidos e acumulados e da formação do indivíduo como sujeito do seu próprio destino histórico [...]</em></p>
<p style="text-align: justify;">Dentre os aspectos conceituais, a Intersetorialidade é encarada como uma nova forma de trabalhar, governar e de construir políticas através da articulação entre sujeitos de setores sociais diferentes, de saberes, poderes e desejos variados, para enfrentar a complexidade dos problemas, desencadeados inclusive por insatisfações advindas do campo filosófico e no campo da prática, onde o sujeito busca ser solidário e assegurar sua participação de maneira mais efetiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Baseia-se aí a estratégia por parte das Prefeituras Municipais na articulação entre intersetorialidade e descentralização, considerando-se esta como um instrumento de democratização que dinamiza e possibilita reflexão, ação, reorganização da política, processo de tomada de decisões com envolvimento do cidadão e o desenvolvimento dos trabalhos, ou seja, dos serviços.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isso, possibilita reparos, reelaboração de projetos que podem ser favorecidos com recursos do Governo Federal  oportunizando maior inclusão das cidades.</p>
<p style="text-align: justify;">Delúbio Soares abraça mais esta causa, por perceber a necessidade de compartilhar e dialogar na jornada, bem como, a urgência em romper obstáculos e vencer os desafios em tempo hábil.</p>
<p style="text-align: justify;">Com isso, vem prestando uma orientação significativa às prefeituras de Goiás e outros estados, no sentido destas tornarem-se esclarecidas e capacitadas em garantir via planejamento soluções viáveis para atender as demandas básicas de uma cidade revestidas pelos anseios dos cidadãos. Assim, qualquer cidade e seu tecido social humano podem valer- se da inclusão de forma eficaz .</p>
<p>Nádia Pires é professora e escritora</p>
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