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	<title>Delubio Soares &#187; Meio Ambiente</title>
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		<title>Meio ambiente:  já é tarde, mas ainda é tempo</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2010 21:20:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo Semanal]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[Respeito]]></category>

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		<description><![CDATA[Tratemos a natureza com o respeito que ela merece. Ela nos deu tudo e nada pediu. Já é tarde, mas ainda é tempo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong><em>Delúbio Soares (*)</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Dois  serão os problemas que afligirão a humanidade nas próximas décadas. Não  são insolúveis, certamente. Mas exigem redobrada atenção, imenso  desapego material, decisão política e vontade e visão de futuro dos  povos e de seus governantes: a manutenção da paz mundial e o  meio-ambiente.</p>
<p style="text-align: justify;">A  paz entre as Nações é assunto recorrente e cotidiano, debatido nos mais  distintos fóruns internacionais, na imprensa mundial, em todos os  idiomas, por todas as pessoas, suscitando paixões e controvérsias,  mobilizando multidões e amplificando idéias. Os grandes conflitos  mundiais e o trágico saldo de cada um deles, notadamente as duas guerras  mundiais e os adventos de Hiroshima e Nagasaki, no século XX, além do  Iraque, Afeganistão, Bósnia-Herzegovina, genocídios na África e golpes  de estado sangrentos aqui e acolá, tiveram o condão de desenvolver uma  visão tão clara quanto uma postura de condenação enérgica dos povos a  qualquer violação dos direitos humanos e de desrespeito à democracia.  Sabemos, por experiência própria e pelo inexorável processo histórico,  que a liberdade sempre vencerá.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas  na questão ambiental, mais sutil, mais delicada, menos debatida até bem  poucos anos atrás e ainda hoje pouco conhecida da grande massa  populacional do planeta, estamos perdendo tempo, estamos perdendo  pontos, estamos perdendo terreno. Poderia resumir: estamos perdendo  terra, ar, água, vida e deixando de legar às gerações do amanhã um  planeta saudável e melhor do que aquele que herdamos de nossos  antepassados.</p>
<p style="text-align: justify;">Felizmente,  desde fins dos anos 80, culminando com a realização da ECO 92, no Rio  de Janeiro, o homem parece ter acordado de um sono de pedra para o drama  de sua própria sobrevivência no planeta Terra. E já não era sem tempo.  Passamos séculos maltratando nossa casa, devastando suas florestas,  poluindo seus rios, envenenando terra, ar e água, fazendo testes  nucleares nos oceanos, transformando metrópoles em ante-salas do  apocalipse. E, com ingenuidade ou maldade, com ambas as coisas,  parecíamos acreditar que a Mãe Natureza a tudo suportaria sem qualquer  reação, reciclando-se e só nos ofertando, só nos dando, só nos provendo,  suportando a degradação e o mau uso das riquezas que nos ofertou faz  milênios. Não foi bem assim.</p>
<p style="text-align: justify;">O  clima do planeta tem mudado paulatinamente. A cada ano as calotas  polares degelam quantidades assustadoras. Isso não parece fazer  diferença para nós. Mas nossos netos sofrerão e nos terão na conta de  grandes irresponsáveis se não tomarmos as medidas necessárias para  evitar essa marcha batida rumo a um trágico final. Os tsunamis  avassaladores, as inundações em todos os continentes, as tempestades  devastadoras jamais vistas, invernos mais rigorosos, verões mais  tórridos, chuvas que em minutos detonam cidades. Sabem o que é isso?  Isso, meus leitores, somos nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Em  sua silenciosa majestade, a natureza tem sinalizado que precisamos  tratá-la com mais respeito e carinho. O que, no fundo, é uma exigência  de políticas sustentáveis, de manejos ambientais corretos, do fim de  qualquer tolerância com a poluição do ar, com a poluição sonora, com a  poluição visual, com as devastações de nossas florestas, as queimadas e  as condenações à morte de rios que se transformaram em autênticos  esgotos para indústrias sem consciência ecológica ou responsabilidade  social. Agora mesmo, um vulcão com nome impronunciável, na longínqua,  gélida e bela Islândia, resolveu expelir suas cinzas e, apenas,  paralisou o tráfego aéreo europeu por vários dias. Em Alagoas, na Serra  da Barriga &#8211; onde Zumbi, herói da libertação do povo negro edificou o  seu quilombo dos Palmares &#8211; de repente, não mais que de repente,  ergueu-se uma onda num rio e, furiosa, destruiu cidades, fez milhares de  desabrigados, carregou uma carreta de dezenas de toneladas por mais de  vinte quilômetros! Em Goiás, minha terra amada e querida, arde em chamas  a Serra das Emas, um dos recantos mais lindos do país. E o mesmo fogo  queima territórios na Rússia, em queimadas semelhantes, com o mesmo e  nefasto resultado.</p>
<p style="text-align: justify;">A  ganância e a ambição do capitalismo selvagem provocam desastres brutais  como o do Golfo do México, onde a British Petroleum, não conseguiu  debelar um vazamento em águas profundas e inundou uma das áreas mais  formosas do planeta com milhões de toneladas de óleo cru, comprometendo  por décadas (séculos, quem sabe?) a fauna e a flora marinhas, num  desastre ecológico que provoca lágrimas, pasmo, revolta e,  principalmente, exige profunda discussão sobre o tema.</p>
<p style="text-align: justify;">No  Brasil, felizmente, já existe uma consciência ambiental que cresce a  cada dia. Quem defende como eu o meio-ambiente e se preocupa com os  mínimos detalhes na luta por sua preservação, já não é mais um  “eco-chato”. A fase da ridicularização e do folclore parece já ter  passado. Mas isso é pouco. Não podemos acreditar que substituir os sacos  plásticos nas compras do supermercado pela velha, boa e singela sacola  de pano é uma “bobagem”. Não é. Nem acreditar que uma boa caminhada  substituindo o automóvel, que ficará na garagem, é “frescura”. Também  não é. Separar o lixo orgânico, os metais, os vidros, tudo isso é  fundamental e a natureza agradece penhorada. As pequenas atitudes são  fundamentais para a vitória da existência do planeta. E o conjunto de  todas elas, se tornará uma força imensa na luta por uma terra que  continue a se desenvolver com sustentabilidade e paz.</p>
<p style="text-align: justify;">Os  brasileiros assumem seu papel de vanguarda na questão ambiental. Entre  todas as nossas várias e imensas riquezas naturais, temos a Amazônia,  jóia da humanidade e pulmão do planeta, que temos preservado com  competência e firme decisão política nos anos do governo Lula, com o  desenvolvimento de políticas de integração social, de preservação  ambiental, de defesa de nossas fronteiras contra o narcotráfico e o  contrabando e de resgate da cidadania de nossos irmãos que tem a suprema  alegria de viver naquela região abençoada, a qual o poeta Thiago de  Mello batizou de “Pátria d’água”.</p>
<p style="text-align: justify;">Tratemos a natureza com o respeito que ela merece. Ela nos deu tudo e nada pediu. Já é tarde, mas ainda é tempo.</p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>(*) Delúbio Soares é professor</em></strong></p>
<p><a href="http://www.delubio.com.br/"  target="_blank">www.delubio.com.br</a></p>
<p><a href="http://www.twitter.com/delubiosoares"  target="_blank">www.twitter.com/delubiosoares</a></p>
<p><a href="mailto:companheirodelubio@gmail.com" target="_blank">companheirodelubio@gmail.com</a></p>
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		<title>Aleluia! Um rio vai renascer em Goiás!</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Apr 2010 12:48:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo Semanal]]></category>
		<category><![CDATA[Expedição ao Rio Meia Ponte]]></category>
		<category><![CDATA[Goiás]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Meia Ponte]]></category>

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		<description><![CDATA[(*) Delúbio Soares “O Tejo não é mais bonito que o rio que passa na minha aldeia” Fernando Pessoa Trecho do Rio Meia Ponte em Goiatuba Há um rio a ser salvo em Goiás. Sua história não difere muito de outras que escandalizaram países e revoltaram populações. Sua degradação tem sido um “competente” trabalho de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>(*) Delúbio Soares</em></strong></p>
<p>“<em>O Tejo não é mais bonito</em></p>
<p><em>que o rio que passa na minha aldeia”</em></p>
<p><em>Fernando Pessoa</em></p>
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/riomeiaponte.JPG" ><img class="aligncenter size-medium wp-image-1925" title="riomeiaponte" src="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/riomeiaponte-300x225.jpg" alt="riomeiaponte" width="300" height="225" /></a>Trecho do Rio Meia Ponte em Goiatuba<br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;">Há um rio a ser salvo em Goiás. Sua história não difere muito de outras que escandalizaram países e revoltaram populações. Sua degradação tem sido um “competente” trabalho de anos e anos, num misto de omissão de todos nós e de criminosa irresponsabilidade dos que o assassinam silenciosamente a cada detrito atirado, a cada litro de substância tóxica vertida em seu leito, a cada tonelada de lixo despejado em suas águas, a cada nova canalização clandestina de esgoto ao longo de seu curso.</p>
<p style="text-align: justify;">O rio Meia Ponte é dos mais importantes de Goiás, nascendo em Ituaçu, na Serra dos Brandões, e em Taquaral há outra nascente, descoberta em 2006. Suas águas percorrem 415  km pelas barrancas de 37 Municípios goianos, até Cachoeira Dourada, divisa com Minas Gerais, desaguando no caudaloso e majestoso Rio Paranaíba. O Meia Ponte tem, ainda, seis ribeirões afluentes: Anicuns, Dourados, Caldas, João Leite, Santo Antônio e São Domingos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Não é pouca coisa. Muito pelo contrário, é uma das maiores riquezas de nossa terra, um de seus valores intangíveis, um presente da natureza e um legado para o futuro se fizermos o que tem que ser feito e assumirmos os compromissos para com sua preservação e sustentabilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Na área de influência de sua bacia hidrográfica vive mais da metade de toda a população goiana e suas águas são utilizadas para as mais diversas finalidades: abastecimento potável, irrigação de lavouras, dessedentação de animais, lazer e despejo de esgotos domésticos e industriais, segundo interessante estudo de Dra. Francis Lee Ribeiro, da Economia Rural da Universidade Federal Viçosa, uma das mais respeitadas do Brasil. E Goiânia, fruto da ousadia visionária de Pedro Ludovico, teve na abundância das águas do Meia Ponte um dos fatores fundamentais na escolha de sua localização geográfica, possibilitando a construção da histórica usina hidrelétrica do Jaó. Esse rio foi decisivo para o nascimento de Goiânia. Goiânia não pode continuar a ser decisiva para a sua morte.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Hoje o rio continua tendo a mesma importância, mas está muitíssimo longe de possuir a mesma vitalidade. Dos mais de 80 mananciais mais de 90% deles possuem algum tipo de degradação – segundo o competente estudo de Francis Lee – que vão desde a ocupação irregular de suas margens até a erosão, assoreamento, lançamento de esgotos, etc&#8230; Sendo que este último acinzenta as suas águas na época da estiagem no planalto central, dando-lhe o duro e tristonho tom de seu anunciado fim. E numa ciranda dramática, o homem polui e degrada o Meia Ponte, mas tira dele a água com a qual irriga suas plantações. O produto contaminado vai para a mesa dos consumidores e acarreta problemas de saúde. O homem destrói o rio, a natureza dá o troco.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A sociedade goiana dá os primeiros passos rumo à preservação do rio que clama por sua vida. E são passos seguros, estudados, confiantes. Ambientalistas, empresários, lideres comunitários, cidadãs e cidadãos, artistas e intelectuais, políticos de vários partidos, prefeitos e vereadores, ONG&#8217;s, sindicalistas, representantes dos governos Federal, Estadual e Municipal se reuniram no auditório do Sinduscom, em Goiânia, no dia de ontem, para deixar clara uma posição quanto ao gravíssimo problema de um dos nossos rios mais importantes. Foi lançada a vitoriosa “Expedição Rio Meia Ponte 2010”.</p>
<p style="text-align: justify;">Inicia-se um debate, uma busca de soluções e, essencialmente, um conjunto de ações efetivas vindas da sociedade civil, do empresariado, do poder público, dos ambientalistas, da imprensa, de cada cidadão, enfim, para que todos juntos possam reverter um quadro dramático, logo ali, na nossa frente, pouco adiante, saindo pelas torneiras de nossas casas e penetrando em nossos corpos e consciências. Acabou-se a indiferença!</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A questão ambiental é a grande causa do século XXI. Em Montreal ou em  Goiânia. Na Nigéria ou no Brasil. Nossos filhos e netos serão as vítimas de nosso comodismo e indiferença ou agradecerão os nossos esforços e conscientização nos dias de hoje. Tudo depende de nós. Não há tempo a ser perdido, só trabalho a ser feito.</p>
<p style="text-align: justify;">Os ingleses viram o rio Tâmisa absolutamente apodrecido, sinônimo de poluição e irresponsabilidade ambiental. Fizeram dele, em muito poucos anos, um dos mais saudáveis do planeta, cheio de vida, autêntico cartão postal da Inglaterra após tantos anos de degradação e vergonha. Não seremos capazes de salvar o Meia Ponte, tão importante para o nosso presente e para o nosso futuro, como foi de indiscutível importância histórica quando Goiás se modernizou e buscou em suas águas a geração de energia para o surgimento de sua nova capital? Sim, seremos!</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A história de Goiás é feita por homens e rios. Muito antes da expedição do Bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, o legendário Anhanguera, chegar às terras de Goiás, os historiadores atestam que a rica província era notícia na sede do Império tanto pelo ouro quanto pelos rios que banhavam as terras férteis e as matas habitadas pelos índios Goyá. Agora seremos notícia pela salvação de um desses rios, o Meia Ponte.</p>
<p style="text-align: justify;">A economia que mais cresce no país, o Estado que exporta para o mundo e que surpreende pelo talento de seus empresários e a garra de seu povo, não permitirá que a sentença de morte contra o Meia Ponte seja cumprida</p>
<p style="margin: 0px 0px 1.5em; padding: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 12px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; line-height: 1.75em;"><a target="_blank" href="http://twitter.com/comdelubio" style="margin: 0px; padding: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 12px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; color: #bc3f3f; text-decoration: underline;" ><strong><em> </em></strong></a><strong><em>(*) Delúbio Soares é professor</em></strong></p>
<p style="margin: 0px 0px 1.5em; padding: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 12px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; line-height: 1.75em;"><strong><em><a target="_blank" href="http://twitter.com/comdelubio" >Siga o companheiro Delúbio no Twitter</a><br />
</em></strong></p>
<p style="margin: 0px 0px 1.5em; padding: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 12px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; line-height: 1.75em;"><strong><em><a href="http://dm.com.br/" style="margin: 0px; padding: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 12px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; color: #bc3f3f; text-decoration: underline;" >Diário da Manhã</a><br />
</em></strong></p>
<p style="margin: 0px 0px 1.5em; padding: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 12px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; line-height: 1.75em;"><a href="http://180graus.brasilportais.com.br/" style="margin: 0px; padding: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 12px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; color: #bc3f3f; text-decoration: underline;" ><strong><em>Portal 18o graus</em></strong></a></p>
<p style="margin: 0px 0px 1.5em; padding: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 12px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; line-height: 1.75em;"><strong><em><a href="http://www.jornalpaginaaberta.com.br/" style="margin: 0px; padding: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 12px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; color: #bc3f3f; text-decoration: underline;" >Jornal Página Aberta</a></em></strong></p>
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		<title>Dragas</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Mar 2010 21:23:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Nádia Pires]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Araguaia]]></category>

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		<description><![CDATA[*Nádia Pires A defesa do meio ambiente tornou-se um desafio planetário embora muitos ainda estejam ignorando o fato. Com relação as dragas, esta exploração inconsciente do rio Araguaia, as ONGs ,a sociedade civil, os ambientalistas ficam estupefatos a questionar: - De quem são estes olhos tão grandes? Certamente não são da coruja, nem do candiru, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>*Nádia Pires</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A defesa do meio ambiente tornou-se um desafio planetário embora muitos ainda estejam ignorando o fato.<br />
Com relação as dragas, esta exploração inconsciente do rio Araguaia, as ONGs ,a sociedade civil, os ambientalistas ficam estupefatos a questionar:<br />
- De quem são estes olhos tão grandes?<br />
Certamente não são da coruja, nem do candiru, nem do sapo.<br />
- E estas unhas tão longas e afiadas?<br />
Certamente não são do lobo, nem do tamanduá, muito menos das tartarugas.<br />
E essa gargantona focada nas dragas do Rio Araguaia.<br />
Certamente não são do Boto, nem da Ema, mas sim, de alguma enorme fera: a fera humana – o degradador, disfarçado de vovozinha boazinha que dá comida aos ribeirinhos em troca do serviço informal, sem conduta apropriada para o exercício da atividade, sem conscientização.<br />
Sabe-se que a mobilização contra as dragas que comprometem o maior manancial de água doce do centro-oeste deve ser permanente.<br />
Quem e ama o RIO ARAGUAIA,  agradece a Mãe Natureza pela sua existência e sabe que muitas medidas educativas precisam ser elaboradas e difundidas para a preservação desse patrimônio natural, o maior manancial de água doce do Centro-Oeste.<br />
Pode-se dizer que é um despropósito propor hidrovias, hidrelétricas, dragas, em defesa de desenvolvimento econômico pouco esclarecido de interesses que estão na contramão dos Programas do Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) que objetiva conservação e o uso sustentável da água. A legalidade, a contundência, o ideário de preservação do Rio Araguaia há de prevalecer sobre a permissividade, pois a água é um recurso finito e sua defesa e proteção deve ser gerenciada com clareza, visibilidade, seriedade, ética, compromisso, assim como as matrizes elétricas e as emissões de gases.<br />
Esta é a evolução  imposta pelo século XXI, correr contra o tempo e ajustar os erros evitando cometê-los novamente.<br />
Acrescentando, contra as Dragas, presta-se aqui uma homenagem ao Sr. Antônio Firmino de Lima (in memórian), um líder ambientalista de Aruanã-GO, sensível e coerente.<br />
Um exemplo de Vida<br />
Como diz o velho e sábio dito popular;<br />
“Quem com o ferro fere, com o ferro será ferido” e o “Sô Donca” tinha essa convicção.<br />
Ao trabalhar a terra com as mãos, sentia forte no peito, que a mãe natureza há muito, já se fazia carente de atenção.<br />
Com sua fala manso, mas de opinião, convincente fez seu feito criando a caminhada Ecológica pelo Meio Ambiente.<br />
O pioneiro valente declarou seu afeto temente ao presenciar a precoce morte de animais inocentes por atos delinquentes e queimadas inconsequentes. Ouviu o lamento do rio mercurizado e a saudade de Arumá – o índio carajá pela volumosa corrente do rio Caiapó, Araguaia hoje.<br />
Os grãos plantados por ele, com determinação hão de avançar e crescer atraindo adeptos caminheiros das estradas, corredeiras, do chão, caminheiros do ar, pinguelas e trilhas onde se anda, corre, trota-se com disposição. Caminhoneiros, carreiros, motoqueiros, carroceiros, ciclistas, canoeiros, trilheiros hão de acenar convictos como parceiros do Rio Araguaia, contra sua degradação. Crianças, adolescentes, adultos, idosos ,do campo, roça, cidade, metrópole acenam expressando boas vindas à Caminhada .<br />
A estrela, a jornada, a caminhada, o passo, segue seu rumo nesta luta pelo rio, pela paz, tentando impedir mazelas, resguardando vidas.<br />
As lágrimas brotam coletivas, com emoção e razão, a favor deste ato histórico, desta atitude, desta lida, constituído por um cidadão educado, elegante, um exemplo de vida consciente: Sr. Antônio Firmino de Lima.<br />
No mês das águas e das mulheres, um brinde à vida, com água e com o toque da mulher consciente, dedicada ao conhecimento, como a mãe do “Sô Dança” que o orientou com sabedoria.</p>
<p style="text-align: justify;">Nádia Pires é professora, escritora, mestranda em Desenvolvimento e Planejamento Territorial &#8211; UCG.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O futuro às margens de um rio</title>
		<link>http://delubio.com.br/blog/2010/01/o-futuro-as-margens-de-um-rio/</link>
		<comments>http://delubio.com.br/blog/2010/01/o-futuro-as-margens-de-um-rio/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 11:52:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo Semanal]]></category>
		<category><![CDATA[Goiás]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Piracanjuba]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo Publicado no Diário da Manhã &#8211; GO &#8211; 28 de janeiro de 2010 (*) Delúbio Soares A questão ambiental parece estar na moda. E eu fico feliz com isso: antes tarde do que nunca. E nós já estamos trabalhando para que a mais importante questão do século XXI não seja tomada por “modismo”, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right">
<p align="right"><strong><em><a href="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/RioPiracanjuba15.jpg" ><img class="aligncenter size-medium wp-image-1698" title="RioPiracanjuba15" src="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/RioPiracanjuba15-300x225.jpg" alt="RioPiracanjuba15" width="300" height="225" /></a></em></strong></p>
<p align="right"><strong>Artigo Publicado no Diário da Manhã &#8211; GO &#8211; 28 de janeiro de 2010</strong></p>
<p align="right"><strong><em>(*) Delúbio Soares</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A questão ambiental parece estar na moda. E eu fico feliz com isso: antes tarde do que nunca. E nós já estamos trabalhando para que a mais importante questão do século XXI não seja tomada por “modismo”, mas seja encarada como a grande, definitiva e última oportunidade que temos de salvar o planeta Terra, consertar os brutais erros cometidos ao longo das últimas décadas do século passado e, mais que tudo isso, legar um mundo melhor para as gerações do futuro. É a chance de não deixar a Terra morrer, em última, cruel e verdadeira análise.</p>
<p style="text-align: justify;">O que hoje precisa ser protegido e merece a atenção de todos – os rios piscosos, as lagoas plácidas, as matas verdejantes, os animais silvestres, a terra fértil, a fauna e a flora nativas – foi o cenário fabuloso da minha infância humilde e feliz no interior de Goiás. Lá pelos idos dos anos 60, sem nem saber bem o que era isso, sem nunca ter ouvido falar em consciência ecológica, sem ter conhecimento do comportamento monstruoso da humanidade contra sua própria vivenda, eu já era um ambientalista. E lamento profundamente pelos que, tendo hoje a idade que eu tinha, não conhecem um rio despoluído, um córrego de águas cristalinas, matas virgens prenhes de pássaros cantando a chegada do dia ou em revoada com o anoitecer lilás, melancólico e belíssimo do centro-oeste brasileiro. Os que hoje têm a minha idade foram afortunados pela oportunidade de conhecerem um mundo que ainda respirava. E agora?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/RioPiracanjuba18.jpg" ><img class="aligncenter size-medium wp-image-1699" title="RioPiracanjuba18" src="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/RioPiracanjuba18-300x225.jpg" alt="RioPiracanjuba18" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Pagamos um preço altíssimo pelo progresso. Mas poderia ter sido diferente? Poderia, mas não foi e é tarde para reclamar. As grandes potências poluíram e ainda poluem esse mundo de meu Deus de forma criminosa e diuturna. A China, grande país e grande povo, que visitei e pelos quais tenho imenso afeto e respeito, já procura fontes alternativas de energia, mas tira do carvão vegetal, do carvão mineral e do óleo diesel, a quase totalidade de sua força energética. É como se fosse uma chaminé de proporções imensuráveis tornando quase irrespirável boa parte do ar que o oriente “respira”. Nos invernos do hemisfério norte os norte-americanos e os europeus, tão civilizados, não deixam por menos e buscam aquecer-se com energia antiquada, poluente, vinda da derrubada de florestas inteiras e colaborando a cada estação com a barafunda ambiental em que nos metemos desde a revolução industrial.</p>
<p style="text-align: justify;">O gênero humano, com todas as suas mazelas, tem momentos iluminados. Em 1992, no Rio de Janeiro, mais de uma centena de países se reuniram convidados pelo Brasil e discutiram, de forma pioneira, competente e honesta, a questão do meio-ambiente. Houve um inegável avanço: deu-se início ao debate e se chamou a atenção do mundo para a marcha batida rumo ao caos climático, ao degelo progressivo dos pólos, ao estupro da camada de ozônio, às intromissões criminosas do homem nos ecossistemas e nas respostas dramáticas ou vinganças brutais da Mãe Natureza de quando em quando. Acendeu-se a luz amarela.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/RioPiracanjuba20.jpg" ><img class="aligncenter size-medium wp-image-1702" title="RioPiracanjuba20" src="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/RioPiracanjuba20-300x225.jpg" alt="RioPiracanjuba20" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Depois foi em Kyoto, em fins de 1997&#8230; A alma sem luz de George W. Bush, seu pensamento medieval e seu descompromisso com o futuro da humanidade, além – é claro – de sua vinculação aos piores interesses do mais atrasado capitalismo texano, petroleiro e armamentista, impediram que a potência que mais polui, que mais estragos nos causa ao planeta, vetasse os avanços necessários e boicotasse o “Protocolo de Kyoto”, uma continuidade da “Rio 92”. Perdemos muitos anos, muitas vidas. Essencialmente, perdemos muito futuro. A luz vermelha é que se acendeu, infelizmente.</p>
<p style="text-align: justify;">O mundo se reencontrou na Dinamarca, na histórica reunião de Copenhagen. O Brasil deu um show, sem modéstia e sem arrogância. Diplomatas preparadíssimos, debatedores afiados, ministros batendo um bolão e o presidente Lula fazendo o possível e o impossível para que de lá saísse algo consistente e exeqüível. Não conseguimos tudo. Em verdade, conseguimos bem menos do que o planeta e o futuro nos exigem. Mas a imprensa internacional, os ambientalistas de todo o mundo, os participantes e os organizadores do encontro foram unânimes em dizer que não foram os Estados Unidos, França ou Alemanha, nem Barack Obama, Sarkozy ou Angela Merkel que deram o tom e tentaram extrair o melhor: foi o Brasil, foi o presidente Lula devidamente assessorado pelos seus ministros, como Dilma Roussef e Carlos Minc Carlos Minc, um brasileiro que sabe das coisas naquela área tão importante. O presidente Lula mostrou ao mundo que nós, brasileiros, sabemos que não se pode errar em política, em economia, em política externa. Mas para tudo isso há conserto, há retorno, há remédio. Para o meio-ambiente, não! Qualquer dano ao meio-ambiente se reveste das características de tenebroso e imperdoável crime de lesa-futuro.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/RioPiracanjuba16.jpg" ><img class="aligncenter size-medium wp-image-1700" title="RioPiracanjuba16" src="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/RioPiracanjuba16-300x225.jpg" alt="RioPiracanjuba16" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Domingo estive às margens do Rio Piracanjuba, na minha querida cidade de Morrinhos. É minha região, é vizinha à Buriti Alegre, é chão que piso e em cada esquina encontro um amigo de muitos anos. Fomos lançar mais de 350 mil peixes no leito daquele rio tão importante para Goiás e tão maltratado, em pontos estratégicos dos Municípios que são banhados por ele, como Caldas Novas, Marzagão e Água Limpa. É uma região importantíssima, onde se encontra, além do Piracanjuba, o Rio Meia Ponte e os ribeirões Formiga, Monjolinho, da Divisa, Mimoso e alguns outros de menor porte, mas igualmente merecedores de nossa atenção e cuidados.  Repleta de angicos, amarelinhos, sibipirunas, cedros, jacarandás, ipês, aroeiras&#8230; E dezenas de espécies de árvores frutíferas, num exagero de beleza e numa benção em biodiversidade. Não é a toa que Morrinhos é conhecida como a “Cidade dos Pomares”.</p>
<p style="text-align: justify;">Em inícios de 2008 participei da Primeira Expedição Rio Paranaíba, onde centenas de pessoas, em dezenas de barcos, lanchas, canoas e até caiaques, com secretários de Estados, prefeitos, ambientalistas e cidadãos goianos, navegaram pelo belo e poderoso rio visitando as cidades goianas, mineiras, sul-mato-grossenses e paulistas com uma mensagem ambientalista pioneira.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/RioPiracanjuba45.jpg" ><img class="aligncenter size-medium wp-image-1707" title="RioPiracanjuba45" src="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/RioPiracanjuba45-300x225.jpg" alt="RioPiracanjuba45" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Às margens de um rio que não quer morrer e nem nós iremos deixar, estavam lado a lado os prefeitos de Morrinhos, Piracanjuba, Rio Quente e Aurilândia, os vice-prefeitos de Buriti Alegre e Goiatuba, além do deputado Evandro Magal, líder do governador Alcides Rodrigues na Assembléia Legislativa, dos secretários Ernesto Roller (Segurança Pública), Sérgio Caiado (Infraestrutura) e Marcus Vinicius (Comunicação) e do comandante da PM, Antônio Elias.</p>
<p style="text-align: justify;">Não estávamos pedindo votos, nem fazendo política partidária. Ninguém defendia interesse pessoal ou político.  Olhei para os lados e vi centenas de pessoas, companheiros de diversos partidos, todos lá, preocupados com o meio-ambiente, a sustentabilidade, a revitalização dos rios, o futuro de suas cidades, de Goiás, do Brasil e das gerações vindouras. Senti a mudança dos tempos e da consciência da humanidade em pleno interior goiano ao ver o ex-governador Helenês Cândido, na lúcida plenitude de seus 75 anos ao lado de centenas de crianças. Era difícil saber quem estava mais entusiasmado, mais decidido, mais devotado à causa. Lá, às margens do Piracanjuba, vi o passado e o presente lutando por um futuro melhor. Venceremos.</p>
<p><strong><em>(*) Delúbio Soares é professor</em></strong></p>
<p><a target="_blank" href="http://twitter.com/comdelubio" ><strong><em>Siga o Companheiro Delúbio do Twitter</em></strong></a></p>
<p><strong><em><a href="http://dm.com.br/" >Diário da Manhã</a><br />
</em></strong></p>
<p><a href="http://180graus.brasilportais.com.br/" ><strong><em>Portal 18o graus</em></strong></a></p>
<p><strong><em><a href="http://www.jornalpaginaaberta.com.br/" >Jornal Página Aberta</a></em></strong></p>
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		<title>Precisamos salvar as florestas tropicais e o clima</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 12:38:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Jens Stoltenberg]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Susilo Yudhoyono]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo assinado pelo presidente Lula, por Susilo Yudhoyono, presidente da Indonésia, e pelo primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg, e publicado no dia 17 de dezembro pelo jornal Valor Econômico. Consideramos seu conteúdo de extrema clareza e de capital importância para o momento internacional, ainda mais quando na Dinamarca se reúnem os principais líderes mundiais para discutirem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo assinado pelo presidente Lula, por Susilo Yudhoyono, presidente da Indonésia, e pelo primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg, e publicado no dia 17 de dezembro pelo jornal Valor Econômico.<br />
Consideramos seu conteúdo de extrema clareza e de capital importância para o momento internacional, ainda mais quando na Dinamarca se reúnem os principais líderes mundiais para discutirem o futuro do clima no planeta e as providências que precisam ser tomadas em defesa do planeta.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></p>
<p>Luiz Inácio Lula da Silva,<br />
Susilo B. Yudhoyono e<br />
Jens Stoltenberg</p>
<p style="text-align: justify;">Brasil, Indonésia e Noruega vêm assumindo responsabilidades crescentes para limitar o aquecimento global.</p>
<p style="text-align: justify;">A mudança do clima é o desafio maior de nossos tempos. Guiados por evidências científicas, os líderes mundiais comprometeram-se a limitar o aquecimento global em dois graus centígrados. Em Copenhague, precisamos começar a cumprir essa promessa. Para evitar uma mudança catastrófica do clima, todos os países devem contribuir, segundo suas responsabilidades comuns, porém diferenciadas, e suas respectivas capacidades. Os países desenvolvidos devem liderar esses esforços mediante redução significativa de suas emissões nacionais. Os países em desenvolvimento precisam empenhar-se para que seu crescimento econômico emita cada vez menos carbono. Isto não será possível, no entanto, sem apoio financeiro significativo dos países desenvolvidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os países em desenvolvimento têm o desafio prioritário de reduzir o desmatamento de suas florestas tropicais. Esta seria uma contribuição decisiva para combater a mudança do clima. Fortalecer ações nessa área, por meio de maciço aumento de financiamento, deveria ser parte do acordo em Copenhague.</p>
<p style="text-align: justify;">Nós representamos três países que vêm assumindo responsabilidades crescentes. O Brasil anunciou ações para cortar, até 2020, suas emissões entre 36,1% e 38,9% com respeito à projetada taxa de crescimento. Como parte desse esforço, já reduziu em 60% o ritmo de desmatamento na Amazônia. O Brasil espera receber apoio internacional compatível com essas iniciativas. A Indonésia comprometeu-se a diminuir suas emissões em 26% por meios próprios, podendo alcançar corte de 41% se houver auxílio internacional adequado. Reduzir o desmatamento e evitar a destruição das turfeiras será a chave para alcançar esses objetivos. A Noruega por sua vez comprometeu-se a reduzir, até 2020, 30% de suas emissões relativas aos níveis de 1990. Poderá chegar a 40% se for aprovado um regime internacional de mudança do clima mais ambicioso, que inclua compromissos de redução de emissões específicos por parte dos maiores emissores. A Noruega assumiu também o compromisso político de atingir a neutralidade em carbono, esforçando-se para compensar 100% de suas emissões por meio da redução global de gases de efeito estufa até, no máximo, 2050.</p>
<p style="text-align: justify;">Se o mundo chegar a um acordo global e ambicioso para a mudança do clima, que inclua obrigações significativas da parte dos países desenvolvidos, a Noruega antecipará para 2030 a meta nacional de neutralidade em carbono. Adicionalmente, a Noruega investe cerca de € 350 milhões por ano para ajudar a reduzir o desmatamento em regiões tropicais.</p>
<p style="text-align: justify;">O desmatamento de florestas tropicais pode ser reduzido a um custo aceitável, especialmente se considerados os ganhos em termos de adaptação à mudança do clima, segurança alimentar, garantia de sustento para algumas das populações mais vulneráveis do mundo, conservação de biodiversidade, manutenção de padrões pluviométricos e qualidade do solo.</p>
<p style="text-align: justify;">Estamos unindo esforços com outros países para estabelecer uma parceria Norte-Sul em defesa das florestas tropicais. Trabalhamos com cerca de 40 países &#8211; desenvolvidos e em desenvolvimento &#8211; para ampliar em bases provisórias o financiamento às florestas tropicais. O relatório final desse estudo concluiu ser possível reduzir até 2015 o desmatamento e a destruição de turfeiras em países em desenvolvimento em 25%. Seriam necessários entre € 15 bilhões e € 25 bilhões, no período 2010-2015, para consolidar uma estrutura global de incentivos. Pode parecer muito dinheiro, mas a contenção do desmatamento e da destruição de turfeiras é, sem dúvida, uma das formas com melhor relação custo-benefício para enfrentar a mudança do clima. Com um centavo por dia para cada cidadão dos países ricos, poderíamos evitar a emissão de 7 bilhões de toneladas de dióxido de carbono em seis anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Como devemos proceder?</p>
<p style="text-align: justify;">Em primeiro lugar, devemos conferir valor econômico às florestas tropicais. Elas vêm sendo destruídas por serem rentáveis para empresas e indivíduos. É claro que não podemos negar aos mais pobres o direito a seu sustento e ao desenvolvimento econômico. Os países ricos seguiram o caminho do desmatamento para se desenvolver. Para que procedam de forma diferente, os países em desenvolvimento precisarão de ajuda para oferecer alternativas de sustento mais racionais e melhores perspectivas econômicas para as populações locais. Devemos dar incentivos e implementar as medidas necessárias para reverter as atuais práticas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em segundo lugar, precisamos de uma parceria focada em resultados. Os países detentores de florestas tropicais criarão e implementarão suas próprias estratégias nacionais. Os países desenvolvidos financiarão a redução de emissões verificada. Isto não é caridade. É do interesse de todos nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Em terceiro lugar, é preciso garantir financiamento para capacitar as instituições nacionais que lidam com os vetores do desmatamento e para estabelecer um sistema robusto de monitoramento de emissões. Num primeiro momento, teremos que nos satisfazer com abordagens pragmáticas e apenas &#8220;satisfatórias&#8221;, e oferecer incentivos financeiros aos países para que melhorem progressivamente sua capacidade de monitoramento. Avanços tecnológicos na área de satélites permitem ao governo brasileiro estimar o desmatamento com alto grau de precisão. Combinado com uma estimativa conservadora do preço de carbono para fins de cálculo da redução de emissões, isso assegura aos investidores garantias suficientes de que terão lucro. À medida que os sistemas de monitoramento evoluam e reduzam incertezas, devem subir proporcionalmente os níveis relativos de remuneração por resultados específicos.</p>
<p style="text-align: justify;">O maior e o mais rápido potencial de mitigação do mundo está ao nosso alcance. É preciso agir com urgência. As nações em desenvolvimento com grandes florestas estão empenhadas em começar a reorientar suas economias. Os países desenvolvidos precisam apoiá-las com recursos suficientes, sustentáveis e previsíveis, a serem desembolsados com base em resultados concretos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Copenhague, estaremos na vanguarda, encorajando os demais líderes mundiais a apoiar nosso trabalho. Para salvar as florestas tropicais do mundo, precisamos tanto de ações emergenciais quanto de um compromisso de longo prazo. Um acordo sobre desmatamento pode contribuir de forma decisiva para o êxito em Copenhague. Sabemos o que é preciso fazer. Sabemos como fazê-lo. É chegada a hora de agir.</p>
<p style="text-align: justify;">Luiz Inácio Lula da Silva é presidente do Brasil</p>
<p style="text-align: justify;">Susilo B. Yudhoyono é presidente da Indonésia e</p>
<p style="text-align: justify;">Jens Stoltenberg é primeiro-ministro da Noruega.</p>
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		<title>Pauta ambiental engatinha nos sindicatos</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 05:27:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Companheiro Delbio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Sindicalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Reportagem  de João Villaverde,  publicada no jornal Valor Econômico em 19-11-2009. Arthur Henrique, presidente da CUT A luta contra o aquecimento global e por maior preservação ambiental já não é mais tabu entre as centrais sindicais. Aos poucos, a percepção de que o país terá de diminuir a emissão de gases poluentes a partir da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>R</strong><strong>eportagem  de João Villaverde,  publicada no jornal Valor Econômico em 19-11-2009.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/Artur_Henrique2_Foto_DinoSantos_9.JPG" ><img class="aligncenter size-medium wp-image-1112" title="Artur_Henrique2_Foto_DinoSantos_(9)" src="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/Artur_Henrique2_Foto_DinoSantos_9-200x300.jpg" alt="Artur_Henrique2_Foto_DinoSantos_(9)" width="200" height="300" /></a></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Arthur Henrique, presidente da CUT<br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A luta contra o aquecimento global e por maior preservação ambiental já não é mais tabu entre as centrais sindicais. Aos poucos, a percepção de que o país terá de diminuir a emissão de gases poluentes a partir da próxima década atinge os líderes sindicais, que passaram a promover seminários e encontros sobre o tema. O problema, no entanto, está em transmitir aos trabalhadores a nova prioridade.</p>
<p style="text-align: justify;">A categoria de vanguarda no mundo do trabalho, os metalúrgicos, ainda acha, em sua maior parte, que o que vale é a quantidade de carros produzidos para assim ampliar o reajuste salarial concedido pelas montadoras. Ao mesmo tempo, líderes da categoria querem que se mude a lógica atual e se passe a produzir mais veículos de transporte coletivo. O consenso entre os dirigentes sindicais, ambientalistas e cientistas ouvidos é que o caminho para a conscientização passa por incutir no operariado a importância do tema. O processo, porém, não é rápido.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Ambiente significa vida e, apenas por isso, já entendemos a importância de lutarmos pela preservação ambiental. Mas nós trabalhadores temos um interesse nisso: como ficará o emprego num mundo que reduz emissões de carbono?&#8221; A pergunta é de Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), e foi feita durante seminário, promovido pela UGT em São Paulo, para debater a &#8220;nova economia&#8221; que surgirá num mundo que passa a orientar o desenvolvimento para a redução nas emissões de CO2. &#8220;O tema de preservação ambiental ainda não motiva sindicatos e trabalhadores&#8221;, afirmou.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo o físico Luiz Gilvan Meira, pesquisador pela USP e ex-secretário do Ministério de Ciência e Tecnologia, os sindicatos devem se antecipar a uma demanda cada vez mais próxima no horizonte. &#8220;Se os trabalhadores não estiverem preparados desde já, no momento das mudanças, as empresas podem optar por alojar novos projetos em diferentes territórios ou mesmo países. Aí sim a questão do emprego será dramática&#8221;, afirma.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o ambientalista Fábio Feldmann, que foi secretário do Meio Ambiente no governo de Mário Covas (PSDB) em São Paulo, os sindicalistas começam a dar atenção ao tema de preservação ambiental &#8220;justamente no momento em que o país apresenta e se compromete a perseguir metas de redução de gases que causam o aquecimento global na economia&#8221;. Segundo ele, nos últimos anos o debate estava travado na questão da &#8220;responsabilidade histórica&#8221;, quer dizer, na pressão para que os países ricos, maiores emissores, cumprissem acordos internacionais de diminuição de CO2.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora, na reunião que acontecerá em Copenhague (Dinamarca) no mês que vem, o acordo internacional tem como base estrutural o comprometimento de países emergentes, como Brasil, Índia e China. &#8220;Em Kyoto, estávamos assistindo e pressionando os Estados Unidos a assinarem. Hoje, quem está pressionado para apresentar algo somos nós. Além de mostrarmos planos e projetos, temos de começar a cumprir&#8221;, afirma.</p>
<p style="text-align: justify;">É a necessidade, segundo Feldmann, que impõe o debate no mundo do trabalho, da mesma forma como ocorreu no mundo corporativo a partir da década de 90, quando as empresas passaram a adotar práticas mais responsáveis com o ambiente, seguindo uma demanda dos consumidores. Para o ambientalista, torna-se urgente, no âmbito sindical, discutir os rumos do modelo que prevê produção e consumo em larga escala de automóveis. &#8220;No bojo das mudanças pelas quais teremos de passar nos próximos anos, priorizar o transporte público é inevitável. É preciso parar, desde já, de incentivar o transporte individual&#8221;, avalia.</p>
<p style="text-align: justify;">Para combater a crise mundial o governo brasileiro reduziu a zero o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para montadoras, alavancando vendas recordes e possibilitando reajustes elevados aos sindicatos de metalúrgicos. O ano de 2009 deve fechar com mais automóveis vendidos que o ano passado, estabelecendo mais um recorde no setor. Apenas em outubro, o primeiro mês depois da restituição parcial do IPI, foram comercializados 294 mil veículos &#8211; considerando automóveis, ônibus e caminhões -, número 23,3% maior que no mesmo mês do ano passado e, ainda assim, 2,6% menor que em setembro, quando a indústria bateu recorde de vendas.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante do aquecimento global, intensificado pelo alto teor de carbono que é emitido pelos carros, o desenvolvimento tecnológico e as novas práticas indicam para combustíveis mais eficazes e carros mais compactos. Na sexta-feira, o governo brasileiro anunciou compromisso de reduzir entre 36,1% e 38,9% suas emissões de gases que causam aquecimento global até 2020. Isso equivale a um desvio de até 1,052 bilhão de toneladas de CO2 em dez anos. Não se sabe quanto exatamente os veículos emitem, mas, a julgar pelas necessidades ecológicas para um desenvolvimento sustentável &#8211; e para cumprir as mestas propostas pelo governo até 2020 &#8211; , não é coerente manter a política de recordes anuais de produção e consumo. &#8220;Não adianta simplesmente pensar uma política industrial desvinculada de uma rediscussão de nossa matriz de transporte. Se continuarmos nesse ritmo de produção e consumo, em 2013 alcançaríamos um nível de congestionamento tal que seria impossível se mover nos centros urbanos, além de todo o dano ambiental decorrente&#8221;, afirma Valter Sanches, secretário-geral da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM-CUT).</p>
<p style="text-align: justify;">Para Sanches, a discussão que se coloca aos líderes sindicais é a mesma que se coloca para o conjunto da sociedade. &#8220;É preciso modelar um novo padrão de desenvolvimento.&#8221; Para ele, o movimento de compreensão das novas práticas de produção e consumo ocorre em &#8220;ondas&#8221;, quer dizer, passa primeiro pela conscientização dos líderes sindicais para, em seguida, alcançar os trabalhadores. A conscientização das lideranças está em curso.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Cabe a nós, dirigentes sindicais, procurar levar a questão ambiental no mesmo nível da questão salarial. Mas numa plenária, numa assembleia de trabalhadores isso fica retido em segundo plano. Você pode até começar a falar algo, mas logo levanta uma voz demandando aumento de salário e tudo muda. O trabalhador não quer saber, tudo o que ele quer é mais dinheiro para aumentar o consumo. E é compreensível isso&#8221;, afirma Francisco Salles, vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, ligada à Força Sindical.</p>
<p style="text-align: justify;">A preocupação com a degradação ambiental, diz Salles, é recente. &#8220;Os metalúrgicos, a categoria de vanguarda no mundo do trabalho, está muito atrasada. Esbarramos na questão cultural, quer dizer, a luta se restringe à questão salarial apenas. Não é fácil ou rápido mudar uma atitude que está tão enraizada&#8221;, avalia. Para ele, uma análise dos jornais e boletins produzidos pelos sindicatos serve de exemplo. Segundo o sindicalista, enquanto aumento de salários e bonificações consomem páginas inteiras, um debate sobre ambiente ocupa uma pequena nota. &#8220;O metalúrgico, compreensivelmente, quer salário maior, quer comprar carro, geladeira&#8221;, diz Salles, &#8220;portanto, nossa missão é aumentar o salário e, aos poucos, ir incutindo uma nova visão sobre o mundo&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Artur Henrique, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), é preciso romper a lógica que move a categoria, isto é, de que quanto maior a comercialização de veículos, maior é a produção e, por consequência, maior será a demanda por metalúrgicos, movendo toda a cadeia produtiva. &#8220;Do ponto de vista da questão ambiental é necessário investir pesadamente na melhoria do transporte público, como metrô e ônibus. E nosso papel é conscientizar os trabalhadores da importância dessa mudança e, ao mesmo tempo, mostrar que não há uma alteração grave nisso. Afinal, os metalúrgicos que produzem carros também podem produzir ônibus e trens. Há melhora ambiental e mais empregos&#8221;, afirma Henrique, para quem esta conscientização ainda não alcançou a categoria.</p>
<p>Segundo o presidente da CUT, o debate, em 2009, está centrado nas condições macro &#8211; como o cumprimento da meta geral brasileira, que será defendida nas reuniões de Copenhague -, o que, afirma, &#8220;já é muitas vezes melhor do que até pouco tempo atrás, quando nem isso era discutido&#8221;. A CUT, ao lado da Força Sindical e da UGT, levará uma comissão à Dinamarca para acompanhar os debates.</p>
<p style="text-align: justify;">Juntas, as centrais elaboraram documento no mês passado &#8211; que também é assinado por CTB, NCST e CGTB &#8211; apresentando as ideias que serão defendidas pelos trabalhadores. No texto, as centrais afirmam que o &#8220;movimento sindical tem que atuar de forma propositiva com ações e políticas para comprometerem governos e organizações internacionais&#8221; a implementarem programas de redução de gases de efeito estufa. Em seguida, os movimentos se comprometem em participar do &#8220;monitoramento e verificação&#8221; do que for acordado na Dinamarca.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;As centrais sindicais estão demonstrando preocupação e interesse em debater o tema. Outra história, no entanto, é saber se isso alcança o trabalhador&#8221;, afirma Luiz Pinguelli Rosa, secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima, comissão que protocolou a meta de 38,9% que o governo brasileiro levará a Copenhague. &#8220;Os sindicatos têm uma participação importantíssima nesse processo de mudança&#8221;, afirma Jirky Raina, presidente da Federação Internacional dos Metalúrgicos (Fitim, ou IMF, na sigla em inglês). Para Raina, os sindicatos devem compreender que o modo de produção mudará, porém a demanda por trabalho permanecerá. &#8220;Se não reagirmos pelas mudanças e demanda por menor poluição aí sim perderemos empregos. Temos de ser proativos. Isso requer ação, não apenas palavras. A demanda vem das gerações futuras.&#8221;</p>
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		<title>Negociações sobre o clima avançam em Bangcoc</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 12:53:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Companheiro Delbio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Bancoc (Tailândia) As negociações sobre o clima registraram progressos animadores no caminho de Copenhague, onde todos os países se reunirão em dezembro para discutir medidas para tentar conter o aquecimento global. &#8220;Existe uma dinâmica positiva. A Cúpula da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York do dia 22 de setembro insuflou um sentido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.wwf.org.br/informacoes/especiais/vote_pelo_planeta/"  target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-679" title="Vote pelo planeta" src="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/Vote-pelo-planeta1.jpg" alt="Vote pelo planeta" width="220" height="65" /></a></p>
<p><span style="color: #888888;">Em Bancoc (Tailândia) </span></p>
<p>As negociações sobre o clima registraram progressos animadores no caminho de Copenhague, onde todos os países se reunirão em dezembro para discutir medidas para tentar conter o aquecimento global.<br />
&#8220;Existe uma dinâmica positiva. A Cúpula da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York do dia 22 de setembro insuflou um sentido de emergência&#8221;, declarou nesta segunda-feira Paul Watkinson, chefe da equipe de negociação francesa sobre o clima, destacando que mesmo que o caminho a percorrer permaneça muito difícil, &#8220;há uma real vontade de avançar, de estruturar o texto&#8221;.<br />
A dois meses da conferência de Copenhague, que acontece de 7 a 18 de dezembro, o objetivo da reunião de Bangcoc, que será encerrada nesta sexta-feira, depois de duas semanas de discussões, é elaborar um documento de trabalho curto e denso, mais fácil de ler que as indigestas 200 páginas que os delegados tinham nas mãos há uma semana.<br />
&#8220;Houve avanços nas questões técnicas&#8221;, afirmou Kim Carstensen, da organização WWF.<br />
&#8220;Registramos progressos sobre a floresta, as transferências tecnológicas e a adaptação&#8221;, enumerou o especialista francês Pierre Radanne.<br />
Porém, para os grandes números, como metas de redução de emissões de gases de efeito estufa e financiamento, &#8220;será preciso esperar a última noite em Copenhague&#8221;, antecipou Carstensen.<br />
O formato do futuro acordo continua provocando tensões entre países emergentes e industrializados.<br />
Na tarde desta segunda-feira, a China acusou os países ricos de &#8220;modificar as regras do jogo&#8221; na última hora ao tentar suprimir &#8220;o protocolo de Kyoto e tudo o que ele representa&#8221;.<br />
&#8220;É como se nos cinco últimos minutos de uma partida, um jogador apresentar um conjunto de novas regras e pedir ao adversário que as aceite como uma pré-condição para qualquer progresso&#8221;, comparou Yu Qingtai, encarregado chinês das negociações sobre o clima, durante uma entrevista coletiva.<br />
A prioridade de Copenhague é reforçar os compromissos obrigatórios de redução das emissões poluentes dos países ricos, assinados em Kyoto para o período 2008-2012.<br />
Vários países, entre eles o Japão, a Austrália e o Canadá, já expressaram o desejo de virar a página de Kyoto. Já os emergentes querem manter um Protocolo de Kyoto emendado que garanta que os países do norte &#8211; considerados os responsáveis históricos pela poluição da atmosfera &#8211; continuam com os esforços para conter o aquecimento global.<br />
Na tarde desta segunda-feira, 1.000 pessoas se reuniram diante do centro de conferências da ONU em Bangcoc para pedir uma verdadeira &#8220;justiça climática&#8221;.</p>
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