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	<title>Delubio Soares &#187; Eleição Presidencial</title>
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		<title>Meira, do Vox Populi: 56% dos eleitores brasileiros se dizem &#8220;de esquerda&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 18:25:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[Eleição Presidencial]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
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		<description><![CDATA[‘Não é impossível imaginar que a Dilma ganhe no 1º turno’, diz diretor do Vox Populi Diretores dos quatro principais institutos de pesquisa do País veem cenário favorável à Dilma Jair Stangler, do estadão.com.br SÃO PAULO – O crescimento nas pesquisas eleitorais da pré-candidata do PT à Presidência, ministra Dilma Rousseff, ante a estagnação de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/FRANCISCO-MEIRA21.jpg" ><img class="aligncenter size-medium wp-image-2110" title="Francisco Meira, diretor do Instituto Vox Populi" src="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/FRANCISCO-MEIRA21-300x181.jpg" alt="Francisco Meira, diretor do Instituto Vox Populi" width="300" height="181" /></a></p>
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<h3><a href="http://saraiva13.blogspot.com/2010/03/meira-do-vox-populi-56-dos-eleitores.html"><br />
</a></h3>
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<p style="text-align: justify;"><strong>‘Não é impossível imaginar que a Dilma ganhe no 1º turno’, diz diretor do Vox  Populi</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Diretores dos quatro principais institutos de pesquisa do País veem cenário  favorável à Dilma</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Jair Stangler, do estadão.com.br</strong></p>
<p style="text-align: justify;">SÃO PAULO – O crescimento nas pesquisas eleitorais da pré-candidata do PT à Presidência, ministra Dilma Rousseff, ante a estagnação de seu provável adversário, o governador de São Paulo José Serra (PSDB) tem impressionado os diretores dos quatro principais institutos de pesquisa do País. Márcia Cavallari, do Ibope, João Francisco Meira, do Vox Populi, Mauro Paulino, do Datafolha e Ricardo Guedes, do Sensus, estiveram reunidos em São Paulo na tarde desta segunda-feira, 22, para debater o cenário eleitoral, em evento da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas. O professor Marcus Figueiredo, do Iuperj também esteve no debate, mediado mediado pela jornalista Cristiana Lôbo.</p>
<p style="text-align: justify;">Meira deu o palpite mais ousado da tarde: “não é impossível imaginar que a Dilma ganhe a eleição já no primeiro turno”, afirmou. Segundo ele, quando há candidatos carismáticos, a disputa se concentra mais entre as personalidades desses candidatos. Mas, para ele, nem Dilma nem Serra são carismáticos. ‘Carisma não é o nome dessa eleição’, afirmou.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele listou alguns fatores que, na sua avaliação, devem decidir a disputa eleitoral. O primeiro seria a economia: se estiver ruim, a tendência é de mudança – mas a economia é o principal trunfo do governo Lula. Em segundo, o aspecto ideológico – nesse caso, diz ele, 56% das pessoas se definem como sendo de esquerda e 30% como eleitores do PT.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, ele lembra o tempo de TV como decisivo – e a construção das alianças deve garantir um tempo maior à candidata governista. Por último ele cita algum acidente, debate ou fato inesperado que possa alterar a opinião dos eleitores.</p>
<p style="text-align: justify;">Sua avaliação é parecida com a de Ricardo Guedes, do Sensus. Segundo ele, “Dilma tem produto para mostrar, a economia. O Serra não tem. Hoje a tendência é muito mais pró-Dilma”.</p>
<p style="text-align: justify;">Cautela</p>
<p style="text-align: justify;">Já Márcia Cavallari, do Ibope, e Mauro Paulino, do Datafolha, adotaram um pouco mais de cautela em suas exposições, embora tenham admitido cenário favorável à Dilma. Os dois usaram a mesma expressão para definir o caso: “pesquisa é diagnóstico, não prognóstico”.</p>
<p style="text-align: justify;">“O comportamento do eleitor não é matemático. A campanha ainda tem muita coisa para acontecer. O que a gente sabe é que o eleitor se sente muito confortável de ter votado no Lula e agora fazer essa avaliação de que acertou. Ele pensa: ‘Acertei, e o País está tendo avanços’. O eleitor considera que os avanços foram muito mais profundos no governo Lula. A comparação com o governo FHC é prejudicial para o Serra”, afirmou a diretora do Ibope.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com Márcia, um terço está com Serra, um terço está com Dilma e um terço que vai decidir a eleição. Reservadamente, porém, ela destacou que não só a Dilma está crescendo, como há tendência de queda de Serra, ainda que dentro da margem de erro.</p>
<p style="text-align: justify;">Já Paulino lembrou que na pesquisa Datafolha de dezembro de 2009, 15% dos eleitores não sabiam que a Dilma era a candidata do Lula, mas queriam votar na candidata do Lula. “E o que nós observamos em fevereiro, é que ainda há margem de crescimento para Dilma”, afirmou.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo ele, a dúvida é saber se Dilma vai transmitir ao eleitorado que tem a mesma capacidade de administração que o Lula tem.”O eleitor vai poder comparar Serra com Dilma, Dilma com Lula”.</p>
<p style="text-align: justify;">Paulino ainda defendeu que os institutos divulguem sempre sua base de dados, sua metodologia. “A pesquisa não faz prognóstico, mostra o que acontece naquele dia. Na pesquisa de véspera, [Paulo] Maluf ainda estava na frente da [Luíza] Erundina [na eleição para a prefeitura de São Paulo, em 1988, vencida por Erundina]. Deixar de iludir quem consome pesquisa: a gente faz diagnóstico”, afirmou.</p>
<p style="text-align: justify;">Já o professor Marcus Figueiredo, do Instituto Universitário do Rio de Janeiro (Iuperj), também presente ao debate, previu um repeteco de 2002, caso o deputado federal Ciro Gomes (PSB) continue na disputa, com o cearense brigando com Serra. Para Figueiredo, “Serra e Dilma são igualmente antipáticos e igualmente feios. Ideologicamente estão muito próximos. O projeto deverá ser exatamente o mesmo”.</p>
<p style="text-align: justify;">Erros em pesquisa</p>
<p style="text-align: justify;">Meira foi questionado também pelo fato de o Vox Populi ter apontado, em 2006, vitória de Paulo Souto (então PFL) no primeiro turno, contra o petista Jaques Wagner, que acabou vencendo as eleições em segundo turno. “Às vezes você erra. Só que você nunca ouve um médico dizendo qual a margem de erro de uma operação de apendicite. O pessoal respondia que queria Paulo Souto, mas já estava pensando em mudar de ideia. Mas eu não estava perguntando para ele se ele queria mudar de ideia”, justificou.</p>
<p style="text-align: justify;"><a target="_blank" href="http://saraiva13.blogspot.com/2010/03/meira-do-vox-populi-56-dos-eleitores.html?utm_source=twitterfeed&amp;utm_medium=twitter" >Publicado no Blog do Saraiva</a></p>
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		<title>Agora é Lula aqui e Dilma, lá</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 03:28:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Sérgio Nobre]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[Eleição Presidencial]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>

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		<description><![CDATA[Por: Sérgio Nobre Dirigente sindical defende candidatura da Ministra Dilma Rousseff Lula é um visionário e não costuma errar em suas escolhas. Quando ele começou a falar publicamente que Dilma Rousseff era o melhor nome para sucedê-lo na Presidência da República muitos duvidaram, outros até torceram o nariz. A oito meses das eleições, as pesquisas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/Lula-Assembleia-no-ABC.jpg" ><img class="aligncenter size-medium wp-image-2012" title="Lula  Assembleia no ABC" src="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/Lula-Assembleia-no-ABC-300x210.jpg" alt="Lula  Assembleia no ABC" width="300" height="210" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Por: Sérgio Nobre</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> <em>Dirigente sindical defende candidatura da Ministra Dilma Rousseff </em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Lula é um visionário e não costuma errar em suas escolhas. Quando ele começou a falar publicamente que Dilma Rousseff era o melhor nome para sucedê-lo na Presidência da República muitos duvidaram, outros até torceram o nariz. A oito meses das eleições, as pesquisas provam que ele tinha razão. Dilma já ameaça a liderança do candidato tucano que se segurou até agora por conta do recall de seguidas disputas eleitorais. Como as intenções de voto em Dilma tendem a crescer, já nas próximas pesquisas a petista deve ultrapassar um encurralado Serra, que nem sequer assumiu a candidatura.</p>
<p style="text-align: justify;">O presidente acertou: Dilma Rousseff é, sim, o melhor nome para assumir o cargo hoje ocupado por esse ex-metalúrgico que se tornou uma das lideranças mais populares e influentes do mundo na atualidade. Além da confiança e apoio incondicionais de Lula, a ministra está credenciada a comandar o Brasil a partir de 2011 porque competência e trabalho marcaram toda a sua trajetória, em especial, no governo federal, onde se tornou (por mérito) o braço direito de Lula.</p>
<p style="text-align: justify;">Está mais que na hora de uma mulher comandar este País, ainda mais quando ela tem, além de muita capacidade, um passado de luta pela democracia e um presente de respeito à classe trabalhadora.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem mais e melhor poderá garantir a continuidade e consolidação de todas as realizações cravadas pelo governo Lula desde 2003? A resposta é Dilma, porque Lula a conhece bem e acredita que ela tem capacidade para consolidar programas como o Bolsa Família, que atende 13 milhões de lares, além de ações certeiras que tiraram 20 milhões de brasileiros da pobreza e garantiram empregos com carteira assinada a 12 milhões de trabalhadores. E ainda tem o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que está nas (boas) mãos dela.</p>
<p style="text-align: justify;">Competente e democrata, Dilma, assim como Lula, sabe que apenas a distribuição de renda, o respeito e o compromisso com a classe trabalhadora garantirão um Brasil melhor e mais justo socialmente.</p>
<p style="text-align: justify;">Dilma tem o apoio de quem produz e pode, pela primeira vez em uma eleição, unir as seis centrais sindicais brasileiras em torno da sua candidatura. A ministra ouve e respeita a classe trabalhadora. Provou isso quando atendeu o chamado do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e veio à Região participar do seminário “O ABC do Diálogo e do Desenvolvimento”, que foi determinante para o enfrentamento da crise e do desemprego, por conta das diretrizes aqui construídas.</p>
<p style="text-align: justify;">Até a fama de durona e mandona reforçam as competências de Dilma. Corajosa, ela não se abate com ataques machistas da oposição e da mídia que, sem críticas reais a fazer, remexem seu passado sem qualquer respeito à luta que ela travou para que essa mesma oposição e mídia tivessem liberdade de expressão. Tentam macular as virtudes de uma mulher que foi torturada nos porões da ditadura na luta que garantiu a muitos brasileiros, inclusive da oposição, o direito de voltar de seus auto-exílios.</p>
<p style="text-align: justify;">Está em nossas mãos transformar em realidade o desejo já amplamente expresso por Lula de fazer da ministra a sua sucessora na Presidência da República.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao fim do seu segundo governo, Lula, como sempre disse, voltará para São Bernardo. Aqui será aclamado pelos trabalhadores, pelo PT, pelo movimento sindical e pelo município hoje administrado por Luiz Marinho, ex-sindicalista que governa a cidade sob os mesmos princípios de justiça social. O presidente regressará certo de que fez um excelente trabalho e com a aprovação de quase 90% da população. Um índice recorde que só ratifica o que ele costuma dizer: “Quem sabe produzir também sabe governar”.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o presidente voltará ao ABCD mais tranqüilo se em seu lugar no Palácio do Planalto ficar alguém que garanta o prosseguimento e a consolidação das conquistas do seu governo. E essa pessoa é Dilma Rousseff. Ela é a sucessora dos sonhos de Lula e dos nossos também. Cabe a nós ajudar Lula a eleger Dilma.</p>
<p>*    <strong>Sérgio Nobre</strong>, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC</p>
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		<title>Inquietação nas oposições</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 10:41:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Eleição Presidencial]]></category>
		<category><![CDATA[Governo Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Oposição]]></category>

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		<description><![CDATA[* Marcos Coimbra Estamos vivendo, neste começo de ano, um período de inquietação dentro das oposições. Seja em seus representantes políticos e nas lideranças da sociedade civil que se alinham com elas, seja na parcela da opinião pública que não gosta do governo, é nítida a perplexidade. As coisas não estão acontecendo  como esperavam. Ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>* Marcos Coimbra</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Estamos vivendo, neste começo de ano, um período de inquietação dentro das oposições. Seja em seus representantes políticos e nas lideranças da sociedade civil que se alinham com elas, seja na parcela da opinião pública que não gosta do governo, é nítida a perplexidade. As coisas não estão acontecendo  como esperavam. Ao lado daqueles que nunca o aceitaram, Lula passou a ter, nos últimos anos, uma aprovação quase que a contragosto, característica da classe média com alguma informação. Na maior parte das vezes, vinda de pessoas que jamais votaram nele, sequer no segundo turno de 2006, mas que se viam como que constrangidas a concordar que seu governo tem lá alguns méritos. Talvez se sentissem fora de lugar, quando eram informados dos recordes de popularidade que Lula batia a cada pesquisa. Talvez colocassem em dúvida suas próprias antipatias, ao saber que nunca antes, na história deste país, um presidente brasileiro fez tanto sucesso mundo afora. Daí a aceitar que ele fosse capaz da proeza de eleger alguém como Dilma, no entanto, a distância é grande. Uma coisa é reconhecer, ainda que com várias ressalvas, suas qualidades. Outra é se conformar com a  possibilidade de ele continuar a ser o que é por mais alguns anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, enquanto perdurou, entre essas pessoas, a sensação de que o fim do lulismo estava próximo, o cenário podia ser complicado, mas era suportável. Tudo de que desgostavam ainda existia, mas tinha data marcada para acabar. A larga vantagem de Serra nas pesquisas funcionou como uma espécie de seguro de que a hegemonia de Lula na política brasileira, com tudo que dela decorre, não continuaria. Lendo-as apressadamente, muita gente ficou com a impressão de que Dilma estava fadada a perder a eleição. Alguns foram ao ponto de assegurar que isso já estava definido, o que soou como música para os desafetos do governo, mas não era verdade Nenhuma pesquisa nunca disse isso. Ao contrário, todas sempre apontaram o largo potencial de crescimento da ministra, que permanecia atrás nas intenções de voto apenas por ser menos conhecida que alguns dos outros candidatos e ainda pouco associada a Lula e à ideia de continuidade. Enquanto Dilma estava “empacada”, distante de Serra, superada por Ciro, perdendo para Heloísa Helena e Aécio, as oposições não viram motivos para se inquietar. Cada pesquisa nova era recebida com alegria, como se decretasse que a “transferência de Lula para Dilma” era balela, um cálculo político mal feito, fruto da onipotência presidencial. Agora, no entanto, depois da divulgação das primeiras pesquisas feitas em 2010, o panorama mudou. Nos meios políticos, a discussão deixou de ser a respeito de se Lula vai ou não precisar de um plano B e passou a ser sobre quando Dilma assumirá a dianteira. Essa mudança de cenário provoca reações compreensíveis dentro das oposições, nelas incluída a mídia simpática às suas lideranças e propostas. Como tudo na eleição de 2010, também o recrudescimento do debate, típico do clima de reta final de campanha, está sendo antecipado. Os ataques continuados e não justificados ao Bolsa-Família são um exemplo. Talvez tenha sido Lula quem puxou a fila da incivilidade na campanha, mas, muito provavelmente, fez isso de caso pensado. Ao polemizar em tom agressivo com as oposições, ele torna mais difícil para elas poupá-lo de suas críticas e concentrar o fogo em Dilma. Fazendo o oposto do que fazem alguns governantes, que se orgulham de posar como magistrados e preferem se colocar “acima” da disputa eleitoral, Lula sobe no palanque (quem não o faria, sabendo que é aprovado por mais de 80% da população?). Assim, reitera que a oposição tem que alvejá-lo, coisa que ela preferiria não ser obrigada a fazer. Enquanto Lula dá mostras de estar a cada dia mais tranquilo, as inquietações da oposição fazem com que ela se confunda e emita sinais errados para a opinião pública. Existe exemplo maior que Aécio ser apresentado como vice de Serra a toda hora? Apenas para que ele o desminta? Apenas para que Serra se fragilize, seja percebido como alguém que só tem chance se Aécio for seu vice?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>* Sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi</strong></p>
<p><strong>Fonte: Correio Braziliense</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><br />
</strong></p>
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		<title>As emoções de 2010</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 09:29:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião do Leitor]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
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		<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
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		<description><![CDATA[Raimundo Junior(*) O ano de 2010 reserva um bom roteiro de emoções aos brasileiros de todos os cantos do país. Os de Brasília terão de conviver com uma emoção em particular. O período carnavalesco inicia-se e a grande festa popular brasileira não será marcada apenas pela presença expressiva de confetes, serpentinas e de lindas mulheres [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: right;"><strong>Raimundo Junior(*)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O ano de 2010 reserva um bom roteiro de emoções aos brasileiros de todos os cantos do país. Os de Brasília terão de conviver com uma emoção em  particular. O período carnavalesco inicia-se e a grande festa popular brasileira não será marcada apenas pela presença expressiva de confetes, serpentinas e de lindas mulheres com trajes mínimos. Uma ansiedade palpitante cerca os nascidos ou radicados na capital federal. Trata-se do desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. Uma tradicional agremiação fluminense terá como enredo os 50 anos da criação da cidade.  Símbolo da interiorização do Brasil e materialização do esforço e do sacrifico de milhares de trabalhadores, a criação de JK aguarda aflita qual será a recepção do público ao enredo de homenagem patrocinado pela escola de samba  Beija-Flor. A aflição decorre de dois aspectos: um conjuntural e outro histórico.</p>
<p style="text-align: justify;">Como se sabe a capital federal vive assombrada  por sucessivos escândalos na esfera política. O mais recente flagrou autoridades públicas locais e o próprio governador do DF com a “boca na botija”. São vídeos, depoimentos, confissões  e suborno formando um enredo triste e repulsivo para qualquer cidadão. Ao desfilar na Sapucaí será inevitável o brasiliense indagar qual será a reação dos cariocas. A indagação é válida por conta que a cidade maravilhosa ostentou o título de capital do Brasil e de certa forma responsabiliza Brasília por mazelas sociais ou outros problemas tão comuns aos grandes centros.</p>
<p style="text-align: justify;">A mágoa histórica do Rio contra Brasília pode encontrar no desfile da Beija-Flor  um terreno fértil para o cultivo desses ressentimentos guardados. Esperamos que o espírito solidário e brincalhão do carioca saiba ironizar e espinafrar os políticos de Brasília ao mesmo tempo em que exalta e reconheça o papel desempenhado pela nova capital no desenvolvimento do Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Findo o carnaval a emoção da vez será o futebol. O técnico Dunga deve divulgar a lista definitiva da seleção brasileira para a disputa da copa do mundo na África do Sul. A ansiedade em torno dos “já escolhidos” e dos “ainda com chances” promoverá belas discussões regadas a boa cerveja gelada. Haverá o reconhecimento e uma oportunidade para craques como NIlmar? Predileção por jogadores como Luís Fabiano, Robinho, Kaká e Adriano? Novas chances para “emergentes”: Ronaldinho Gaucho, Fred e Wagner Love serão efetivadas?  A seleção de Dunga e a disputa pelo hexacampeonato mundial será uma dessas emoções saborosas que adoraremos apreciar no transcurso do ano de 2010.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos já sabemos que ano de copa é também de eleição! É presidente, é governador, senador e deputados. Mais emoção, discussão, alguns xingamentos por que ninguém é de ferro e decisão na urna. O Brasil viverá a expectativa do sucessor de Lula e das suas realizações. O momento satisfatório por que passa a nação brasileira será julgado pelo humor do eleitor e os votos de confiança nas alternativas eleitorais proporcionarão fortes emoções aos brasileiros.</p>
<p style="text-align: justify;">Carnaval, futebol e política! Todos são assuntos palpitantes que conviverão conosco ao longo desse ano ao lado das nossas aflições diárias por receber salário baixo, pagar aluguel alto, suportar trânsito carregado e suportar gente chata que decreta sempre que carnaval, futebol e política são assuntos proibidos no bate papo do boteco.  Não é não! É emoção!</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">(*) morador de Brasília.</p>
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		<title>Pesquisa CNT/Sensus: Lula tem avaliação ainda mais alta e Dilma em empate técnico com José Serra</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 14:33:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CNT/Sensus]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[Eleição Presidencial]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>

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		<description><![CDATA[Brasília, 1º/02/2010 AVALIAÇÃO DO GOVERNO A avaliação positiva do Governo Luiz Inácio Lula da Silva situa-se em 71,4% e a negativa, em 5,8%. Em novembro de 2009, a positiva situava-se em 70,0% e a negativa, em 6,2%. A aprovação do desempenho pessoal de Lula situa-se em 81,7% e a desaprovação em 13,9%. Em novembro de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=":u6">
<div>
<p style="text-align: justify;">Brasília, 1º/02/2010</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>AVALIAÇÃO DO GOVERNO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A avaliação positiva do Governo Luiz Inácio Lula da Silva situa-se em 71,4% e a negativa, em 5,8%. Em novembro de 2009, a positiva situava-se em 70,0% e a negativa, em 6,2%.<br />
A aprovação do desempenho pessoal de Lula situa-se em 81,7% e a desaprovação em 13,9%. Em novembro de 2009, a aprovação do desempenho pessoal de Lula situava-se em 78,9% e a desaprovação, em 14,6%.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
ELEIÇÕES 2010 – 1º TURNO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Pesquisa CNT Sensus quis saber em quem o eleitor brasileiro votaria (em votação espontânea) para Presidente da República em 2010: Lula, 18,7%; Dilma Rousseff, 9,5%; José Serra, 9,3%; Aécio Neves, 2,1%; Marina Silva, 1,6%; Ciro Gomes, 1,2%; outros, 1,9%; branco e nulo, 2,6%.</p>
<p style="text-align: justify;">Propusemos, também, duas listas (pesquisa estimulada), cujos resultados foram os seguintes:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #ff0000;">Primeira lista:</span></strong> José Serra, 33,2%; Dilma Rousseff, 27,8%; Ciro Gomes, 11,9%; Marina Silva, 6,8%; sem candidato, 20,4%. Em novembro de 2009, os índices eram, respectivamente, 31,8%, 21,7%, 17,5%, 5,9% e 23,2%</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><br />
<strong>Segunda lista:</strong></span> José Serra, 40,7%; Dilma Rousseff, 28,5%; Marina Silva, 9,5%; sem candidato, 21,4%. Os números em novembro de 2009 eram, respectivamente, 40,5%, 23,5%, 8,1% e 28,0%.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ELEIÇÕES 2010 – 2º TURNO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Pesquisa CNT Sensus fez simulação, também, para um eventual segundo turno para a Presidência da República:<br />
Primeira opção: José Serra, 44,0%; Dilma Rousseff; 37,1%; sem candidato, 19,0%. Em novembro de 2009 os números eram: 46,8%, 28,2% e 25,1%, respectivamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Segunda opção: José Serra, 47,6%; Ciro Gomes, 26,7%; sem candidato, 25,8%. Os números em novembro de 2009 eram: 44,1%, 27,2% e 28,7%, respectivamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Terceira opção: Dilma Rousseff, 43,3%; Ciro Gomes, 31,0%; sem candidato, 25,8%. Os números em novembro de 2009 eram: 31,5%, 35,1% e 33,5%, respectivamente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>LIMITE DE VOTO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Pesquisa CNT Sensus mediu, ainda, o limite de voto dos potenciais candidatos à Presidência da República:<br />
Para 17,9%, Dilma Rousseff é a única candidata em quem votariam; já para 38,5%, Dilma é uma candidata em quem poderiam votar; 28,4% disseram que não votariam de jeito nenhum e 9,4% não conhecem/não sabem quem é.<br />
Para 15,4% dos entrevistados, José Serra é o único candidato em quem votariam; para 45,4%, um candidato em quem poderiam votar; 29,7% não votariam de jeito nenhum e 4,1% não conhecem/não sabem quem é.<br />
Para 8,2%, Ciro Gomes é o único candidato em quem votariam; para 47,3%, um candidato em quem poderiam votar; 30,3% disseram que não votariam de jeito nenhum e 7,8% não conhecem/não sabem quem é.<br />
Para 6,9%, Marina Silva é a única candidata em quem votariam; para 23,4%, uma candidata em quem poderiam votar; 36,6% não votariam de jeito nenhum e 27,2% não conhecem/não sabem quem é.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
NÍVEL DE INFORMAÇÃO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Pesquisa CNT/Sensus quis saber como o brasileiro vê o seu próprio nível de informação: 55,6% se consideram mais ou menos informados; 24,7% pouco informado e 19,2% muito informado. Em março de 1998, os índices eram, respectivamente, 56,0%, 30,0% e 13,0%.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SATISFAÇÃO COM O PAÍS</strong></p>
<p style="text-align: justify;">48,0% dos entrevistados disseram que o seu nível de satisfação com o país, nos últimos seis meses, está aumentando; para 37,4%, continua igual e para 13,9%, está diminuindo. Em março de 1998, esses índices eram, respectivamente, 15,0%, 47,0% e 36,0%.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ORGULHO DE SER BRASILEIRO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O orgulho por ser brasileiro tem aumentado, nos último seis meses, para 52,8% dos entrevistados; para 38,5%, continua igual e para 7,8%, tem diminuído. Em setembro de 1998, os índices eram 26,0%, 59,0% e 12,0%, respectivamente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ANO ELEITORAL</strong></p>
<p style="text-align: justify;">42,1% dos entrevistados pela Pesquisa CNT/Sensus disseram ter um interesse médio pelas eleições presidenciais deste ano; 31,3% disseram não ter interesse algum e 25,5%, que têm muito interesse. Em março de 2002, esses índices eram, respectivamente, 35,9%, 45,5% e 17,9%.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ESCOLHA DO PRESIDENTE</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Pesquisa CNT Sensus quis saber o que o eleitor leva mais em conta na hora de votar para presidente da República: 55,5% disseram que a própria opinião; 14,2%, a opinião de amigos e parentes; 13,8%, o que veem na televisão; 6,3%, a propaganda eleitoral gratuita; 3,9%, o que sai nos jornais; 2,5%, o que ouvem no rádio e 2,2%, a opinião do seu líder religioso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>AVALIAÇÕES SETORIAIS</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Foi pedido ao entrevistado que avaliasse, por meio de notas (de zero a dez), cinco setores de atuação do governo federal, com o seguinte resultado (média): escola pública, 6,5; transporte, 5,8; rede pública de saúde, 5,1; estradas, 5,1 e segurança pública, 4,9.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CONFIANÇA NAS INSTITUIÇÕES</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quisemos saber ainda qual é o grau de confiança do brasileiro nas instituições: 69,8% disserem confiar sempre ou na maior parte das vezes nas Forças Armadas; 49,8%, na imprensa; 40,1%, no governo; 37,8%, na Justiça; 37,5, na Polícia; 36,0%, no Serviço Público; e no Congresso Nacional, 9,3%.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PENA DE MORTE</strong></p>
<p style="text-align: justify;">55,2% dos entrevistados disseram se contra a pena de morte e 41,2%, a favor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>LEGALIZAÇÃO DO ABORTO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">73,5% são contra a legalização do aborto e 22,7%, a favor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CIGARRO E BEBIDA ALCOOLICA</strong></p>
<p style="text-align: justify;">74,1% são contrários ao uso do cigarro ou de qualquer outro tipo de fumo e 67,4%, ao uso de bebidas alcoólicas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PROBLEMAS DO PAÍS</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A violência e a criminalidade são o que mais incomodam 22,9% dos brasileiros, seguidos das drogas (21,2%), do desemprego (19,0%), da falta de oportunidades de trabalho (8,0%) e do sistema de saúde (6,7%).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ECONOMIA/TRABALHO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">48,9% dos entrevistados pela Pesquisa CNT Sensus já pensaram em trabalhar por conta própria e 27,9% já trabalham dessa maneira. Dos que trabalham, 52,2% estão satisfeitos.<br />
Uma boa formação profissional é, para 50,0%, o mais importante para se conseguir um emprego; para 26,9%, o mais importante é ter estudo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IMPOSTOS E SERVIÇOS</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os impostos, no Brasil são altos, para 86,8% e os serviços públicos prestados, se comparados com a carga tributária brasileira, para 81,3%, são ruins/regulares.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VIOLÊNCIA E CRIMINALIDADE </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para 40,6% dos entrevistados, a cidade onde moram é pouco ou nada violenta; enquanto 33,0% a consideram violenta.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CORRUPÇÃO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">69,4% entendem que a corrupção está aumentando no Brasil; para 21,8%, a corrupção continua como sempre esteve. Em setembro de 1998, esses índices eram, respectivamente, 56,0% e 32,0%.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>UNIFICAÇÃO DAS POLÍCIAS</strong></p>
<p style="text-align: justify;">68,5% dos entrevistados são favoráveis à unificação das polícias militar e civil.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>LAZER</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Assistir TV é para 27,5% a principal fonte de lazer; para 12,2%, é viajar; para 7,9%, jogar futebol; para 7,1%, ouvir música; para 6,9%, ir à praia, e para 6,4%, dançar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ASSOCIATIVISMO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Pesquisa CNT Sensus quis saber se o brasileiro é ligado a algum tipo de associação (sindicato, partido político, ONG etc.): 82,5% responderam que não.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>INTERNET</strong><br />
24,2% dos entrevistados têm computador e fazem uso da internet em casa e 14,3% em casa e no trabalho.<br />
28,6% responderam, também, que pretendem adquirir um computador nos próximos 12 meses.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Com relação às intenções de voto para as eleições presidenciais, a ministra Dilma Roussef apresenta crescimento em todos os cenários, aparecendo em primeiro lugar pela primeira vez na pesquisa espontânea.</p>
<p style="text-align: justify;">Na primeira lista estimulada para o primeiro turno a pré-candidata do PT cresce 6,1% em relação à pesquisa de novembro de 2009; e 5% na segunda lista.</p>
<p style="text-align: justify;">Os resultados demonstram que o nome de Dilma Roussef vem crescendo na disputa e consolida-se como candidata competitiva.</p>
<p style="text-align: justify;">A popularidade do presidente Lula e seu governo continua em alta, o que pode ser explicado, mais uma vez, como conseqüência dos bons números da economia, os resultados positivos das políticas sociais do governo e o alto índice de emprego.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Fonte: CNT\SENSUS </strong></em></p>
</div>
</div>
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		<item>
		<title>Duas boas interpretações do momento chileno</title>
		<link>http://delubio.com.br/blog/2010/01/duas-boas-interpretacoes-do-momento-chileno/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 13:02:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Chile]]></category>
		<category><![CDATA[Eleição Presidencial]]></category>
		<category><![CDATA[Sebastián Piñera]]></category>

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		<description><![CDATA[Serra e Piñera: tudo a ver ou só o que convém aos tucanos? Por Luis Favre http://blogdofavre.ig.com.br/ “Vizinhança. Tucanos de diferentes plumagens não esconderam a empolgação com a vitória do empresário Sebastián Piñera, da coalizão de centro-direita no Chile, contra o candidato apoiado pela socialista Michele Bachelet. Ângulos. O discurso que correu ontem entre tucanos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div>
<p style="text-align: justify;">Serra e Piñera: tudo a ver ou só o que convém aos tucanos?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por Luis Favre</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/"  target="_blank">http://blogdofavre.ig.com.br/</a></p>
<p style="text-align: justify;">“Vizinhança. Tucanos de diferentes plumagens não esconderam a empolgação com a vitória do empresário Sebastián Piñera, da coalizão de centro-direita no Chile, contra o candidato apoiado pela socialista Michele Bachelet.</p>
<p style="text-align: justify;">Ângulos. O discurso que correu ontem entre tucanos é que, assim como Bachelet, Lula encerrará o governo com alto índice de popularidade. A chilena, dizem, não conseguiu transferir votos porque seu candidato, o senador Eduardo Frei, tinha perfil distinto do dela. E a tese é que isso se aplicaria a Dilma Rousseff.</p>
<p style="text-align: justify;">Bula. Já petistas usaram a divergência entre apoiadores de Bachelet, que terminou com a candidatura “independente” de Marco Enríquez-Ominami (terceiro colocado) para alfinetar Ciro Gomes (PSB): “É um exemplo que não deve ser seguido no Brasil. Ciro não deve ser candidato, embora Bachelet apoiar Frei equivale a Lula apoiar FHC”, diz André Vargas (PR).”</p>
<p style="text-align: justify;">Painel da FOLHA SP</p>
<p style="text-align: justify;">Contrariamente às recentes eleições no Uruguai, onde o presidente “bem avaliado” ajudou a eleger o candidato da sua Frente Ampla, às eleições no Chile motivaram inúmeros paralelos com o pleito brasileiro de 2010. Paralelos com Chile e não com Uruguai são evidentemente politicamente interesseiros.</p>
<p style="text-align: justify;">Os dois exemplos vizinhos, porém, deixariam a mesma lição para o que é o foco desse debate: Presidente bem avaliado pode fazer seu sucessor (Uruguai), mas não garante vitória do candidato do seu próprio campo (Chile). Profundo pensamento analítico!</p>
<p style="text-align: justify;">E daí?</p>
<p style="text-align: justify;">A verdadeira questão é outra. Para ganhar no Chile a direita teve que esconder seu programa de direita, calar seus ataques à presidenta “bem avaliada” e se travestir em opção política semelhante, contra um candidato -ex-presidente desgastado- de partido distinto de Bachelet. Uma verdadeira negação da democracia que sonega aos eleitores a realidade da escolha, provocando desilusão no sistema democrático e debilitando suas instituições.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois bem, esse é o caminho que José Serra e seus apoiadores pretendem percorrer para tentar ganhar às eleições: ludibriar os eleitores, procurando que eles esqueçam a feroz oposição feita a Lula, ao seu governo, a seus programas e a suas propostas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas para ter êxito na operação de enganar a “patuléia”, não basta articulistas influentes, marqueteiros criativos e dinheiro aos montes. O pré-requisito é que seja plausível.</p>
<p style="text-align: justify;">É o ponto de partida necessário…</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso a insistência de alguns no passado de esquerda de Serra, na sua divergência com Malan de FHC (os mesmos que atribuem o êxito de Lula ao seu suposto afastamento da esquerda e ter continuado a política de Malan). Eis porque Serra nada diz sobre os rumos do país, sobre os programas sociais, sobre o PAC etc.</p>
<p style="text-align: justify;">… porem, insuficiente.</p>
<p style="text-align: justify;">O candidato do PSDB não é uma novidade e sua trajetória conhecida é a de ministro de FHC durante 8 anos e seu candidato contra Lula em 2002. Claramente identificado com seu partido e o eixo DEM-PSDB, virulento opositor ao governo Lula e marcado pelas privatizações, a sumição ao FMI, o endividamento do Brasil, o aumento da carga tributária e o desemprego. Tudo muito recente para ser facilmente esquecido pela mágica do espaço eleitoral gratuito, mais ainda que seu adversária disporá dele mais amplamente.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">PS. Para saber se Lula transfere sua popularidade para Dilma basta observar às pesquisas. Às mesmas que indicam o favoritismo hoje de José Serra, mostram que Dilma passou de 3% para 20%. Alguém dúvida que seu crescimento guarde relação com a boa avaliação que a população faz do Lula e do seu governo e do fato que Dilma é… a candidata do Lula e do PT</p>
</div>
</div>
<p style="text-align: justify;">
<p>CHILE X BRASIL</p>
<p>Por Luis Favre</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/"  target="_blank">http://blogdofavre.ig.com.br/</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A vitória do candidato da direita no Chile vai seguramente alimentar um debate na mídia brasileira sobre a capacidade de transferência de votos, por parte de presidentes bem avaliados. Ignorando a experiência recente do Uruguai, por exemplo, onde o presidente bem avaliado da Frente Amplia ajudou à vitória do ex-guerrilheiro tupamaro, a mídia martelará sobre o fracasso desta transferência de popularidade no caso chileno. Uma forma de exorcizar o pânico que à submerge quando evoca está possibilidade no Brasil e que a popularidade de Lula sirva de alavanca para a vitória da Dilma.</p>
<p style="text-align: justify;">Em certa medida esse debate vem em complemento de outro, também apoiado na experiência das eleições chilenas, sobre o eixo eleitoral do candidato da oposição. Piñera, no Chile, fez uma campanha de centro e sem confronto com a presidenta Bachelet. Uma espécie de “pós-Bachelet”, sem ataques à Presidenta, detentora de uma popularidade de 81% segundo as pesquisas.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes mesmo do desfecho do pleito chileno, o candidato do PSDB, José Serra, já incursionou no caminho trilhado pelo seu homólogo opositor chileno, declarando que sua campanha à presidente será “falando do futuro” e que a oposição a Lula ficará exclusivamente nas mãos do PSDB, se liberando do rotulo de opositor para -segundo ele- evitar um debate sobre o balanço do governo petista.</p>
<p style="text-align: justify;">A idéia subjacente é que a escolha fuja da disputa polarizada entre projetos e candidatos claramente identificados com a situação e a oposição, em favor de um debate sobre “biografias” e indivíduos mais aptos a dar continuidade à obra -aprovada pela população- do presidente Lula.</p>
<p style="text-align: justify;">Convém observar que o candidato Piñera, no Chile, teve êxito precisamente procedendo assim, mas o conteúdo da sua vitória não deixa dúvidas, destacadas nos jornais do mundo inteiro e do Brasil: é a direita que ganhou as eleições no Chile.</p>
<p style="text-align: justify;">O procedimento de José Serra, semelhante ao posicionamento de Piñera, constitui evidentemente uma forma de estelionato eleitoral e uma negação do direito democrático dos cidadãos a uma escolha clara dos rumos para o país.</p>
<p style="text-align: justify;">No seu editorial de hoje, a Folha de SP se insurge contra este procedimento e proclama corretamente: “Sociedade perde quando candidatos, por mera conveniência eleitoral, silenciam sobre temas de interesse nacional.” (“Esconde-esconde”; editorial Folha SP 18/1/2010). O centro da inquietação abordada pelo jornal fica clara e mais que explicitada, a seguir:</p>
<p style="text-align: justify;">“‘IREMOS MEXER na taxa de juros, no câmbio e nas metas de inflação. Essas variáveis continuarão a reger nossa economia, mas terão pesos diferentes. Nós não estamos de acordo com a taxa de juros que está aí, com o câmbio que está aí. Estamos criando empregos no exterior. Os últimos resultados da balança comercial são negativos. (…) Será necessário fazer um rigoroso ajuste das contas públicas. Hoje o governo gasta muito -e mal.’</p>
<p style="text-align: justify;">São palavras do presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), em recente entrevista à revista “Veja”. É implausível que as críticas à condução da economia não tenham sido discutidas antes com o provável candidato tucano à sucessão presidencial, José Serra. Até porque o governador é um crítico assíduo dessa política econômica.</p>
<p style="text-align: justify;">A entrevista, porém, deflagrou um mal-estar no tucanato, sobretudo naquele núcleo mais próximo de Serra. Sérgio Guerra teria, na avaliação interna, errado na dosagem da crítica, abrindo espaço para que a candidatura tucana seja vista pelos agentes econômicos como um risco à estabilidade. Numa inversão anedótica dos papéis desempenhados na campanha de 2002, Serra, e não mais Lula, seria agora o mensageiro da desordem.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, se existe algum problema de fundo nesse episódio, ele não deriva das posições externadas pelo presidente do PSDB, mas da falta de clareza e da pouca disposição do virtual candidato quando se trata de submeter suas ideias a escrutínio público.” (“Esconde-esconde”; editorial Folha SP 18/1/2010).</p>
<p style="text-align: justify;">Evidentemente o jornal não convencerá o candidato tucano a mudar sua estratégia, e a experiência chilena confortará a ilusão que o procedimento produzirá aqui o mesmo resultado que no país transandino.</p>
<p style="text-align: justify;">Falo em ilusão, não por considerar que esta possibilidade esteja fadada a fracassar inexoravelmente no Brasil em 2010, mas porque a sua implementação no Chile foi possível graças a alguns fatores, que no Brasil não são semelhantes. A começar por Eduardo Frei, empresário e ex-presidente medíocre -candidato escolhido lá pela Concertação-, um representante da “direita” da coligação situacionista de centro-esquerda, o que facilitou, em muito, a “semelhança” com o candidato da direita. O Globo as vésperas do escrutino tinha como manchete, com razão, “Chile: eleição acirrada, candidatos parecidos”.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo que os jornais tenham se esforçado, em consonância com a estratégia serrista, em  apresentar Dilma e Serra como semelhantes, é difícil desvincular a imagem do candidato tucano do governo FHC, do qual -além de ministro- foi candidato contra Lula. Difícil de afastar sua imagem da oposição virulenta exercida pelo PSDB ao Lula e difícil, em fim, de evitar um confronto entre projetos que se sucederam no poder federal e que acentuaram sua polarização e confronto durante todos estes anos recentes. Serra não é uma figura nova, foi e é governo e será obrigado a assumir o ônus e o bônus disto. Até porque o PT não deixará de fora do debate eleitoral a questão do crescimento econômico e do papel do Estado, da desoneração tributária e da queda da desigualdade, do peso dos programas sociais e do ônus do passado de endividamento, estagnação, privatizações e desemprego.<br />
Ilusão também sobre a questão da transferência da popularidade de Lula em votos em favor de sua candidata. As comparações ignoram, também neste quesito, o fato de Dilma ser do PT; além de candidata da aliança com o PMDB,PCdoB, PDT e possivelmente também PSB, PP e PTB.</p>
<p style="text-align: justify;">A cantilena de “Lula tudo bem, mas o PT não” que tão bem serve e serviu o PSDB no Estado de São Paulo, onde a tradição e configuração política do eleitorado quase sempre favoreceu o conservadorismo; já se mostrou inadequada quando projetada nacionalmente pelo Alckmin, na campanha à presidente em 2006. Erro alimentado pelos jornais paulistas que confundem opinião publicada com opinião pública, multiplicada pela idéia que São Paulo é o Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">De sorte que, paradoxalmente, o perfil dos candidatos escolhidos aqui -diferente do Chile- esta longe de facilitar a manobra estelionatária do candidato tucano. A cara de Serra, diferente do Aécio por exemplo, é claramente do adversário e opositor a Lula e representante do passado de FHC. O candidato da direita, com o qual ela pretende voltar a governar o país.</p>
<p style="text-align: justify;">O perfil da Dilma é o da continuidade e do aprofundamento do compromisso social de Lula e do PT.</p>
<p style="text-align: justify;">A escolha tem tudo para ser plebiscitária e dificilmente a polarização poderá ser escamoteada do debate e dos eleitores. Mas os tucanos tudo farão para evitar que seja assim durante o processo eleitoral.<br />
Camuflar sua natureza, enganado os eleitores, para tentar obter a vitória eleitoral é o que caracteriza o estelionato eleitoral pretendido pelos tucanos.<br />
É tripudiar da democracia e zombar dos eleitores. É tudo um programa, desprovido de qualquer principio!</p>
<p style="text-align: justify;">Para ocultar o vácuo da oposição e sua falta de projeto para o país.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bem vindo, 2010!</title>
		<link>http://delubio.com.br/blog/2009/12/bem-vindo-2010/</link>
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		<pubDate>Thu, 31 Dec 2009 09:40:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo Semanal]]></category>
		<category><![CDATA[Ano Novo]]></category>
		<category><![CDATA[Eleição Presidencial]]></category>

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		<description><![CDATA[“O último dia do ano não é o último dia do tempo. (&#8230;) O último dia do tempo não  é o último dia de tudo. Surge a manhã de um novo ano. (&#8230;) Recebe com simplicidade este  presente do acaso. Mereceste  viver mais um ano.” (Carlos Drummond de Andrade) Artigo publicado no Diário da Manhã [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right"><strong><br />
</strong></p>
<p align="right"><em>“O último dia do ano </em></p>
<p align="right"><em>não é o último dia do tempo.</em></p>
<p align="right"><em>(&#8230;)</em></p>
<p align="right"><em>O último dia do tempo </em></p>
<p align="right"><em>não  é o último dia de tudo.</em></p>
<p align="right"><em>Surge a manhã de um novo ano.</em></p>
<p align="right"><em>(&#8230;)</em></p>
<p align="right"><em>Recebe com simplicidade </em></p>
<p align="right"><em>este  presente do acaso.</em></p>
<p align="right"><em>Mereceste  viver mais um ano.”</em></p>
<p align="right">(<strong>Carlos Drummond de Andrade)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo publicado no Diário da Manhã &#8211; Go- em 31 de dezembro de 2009</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong> (*) Delúbio Soares</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em poucas horas estaremos começando uma nova etapa em nossas vidas, com a chegada de um novo ano, de uma nova década.</p>
<p style="text-align: justify;">A cada fim de ano temos o renovado milagre da esperança e a certeza de que nossas melhores expectativas irão se realizar, nossos ideais mais acalentados poderão se materializar, que as utopias generosas, as idéias mais audaciosas, os projetos mais revolucionários estarão ao alcance de nossas mãos, fazendo parte de nossas vidas, dando o ar de suas graças.</p>
<p style="text-align: justify;">E tudo isso não é apenas muito bom. Antes de tudo, é necessário para que continuemos lutando e prosseguindo na caminhada, acreditando em nossos sonhos. O que seria da raça humana, do planeta, da vida, se os sonhos não dessem a exata medida de cada homem e de sua capacidade de superação?</p>
<p style="text-align: justify;">Faz três décadas que um grupo de brasileiros sonhou um país melhor, mais fraterno, mais justo, mais humano. Vivíamos em plena ditadura militar e uns poucos sindicalistas, alguns intelectuais, operários, estudantes, mulheres, negros, resolveram fundar um partido e lutar pela realização do sonho impossível. Não foi fácil, mas em 2002 os brasileiros resolveram dar uma chance ao sonho e transformarem o seu país.</p>
<p style="text-align: justify;">Fico pensando com meus botões, matutando feliz ao ver as profundas transformações que o governo que nasceu de um sonho impossível realizou no Brasil, com muitas saudades e um suave sentimento de dever cumprido, admirando a incrível máquina do tempo e da vida. O quanto lutamos em três décadas e o que se fez em sete anos de governo Lula.</p>
<p style="text-align: justify;">Reflito a dimensão das mudanças e a importância histórica de um projeto de Nação que consolidou a democracia, que distribuiu renda, que diminuiu a pobreza e ascendeu socialmente dezenas de milhões de brasileiros, que encheu panelas, barrigas e vidas, que construiu casas, abriu universidades aos negros e aos pobres&#8230; Nem em nossos melhores sonhos poderíamos pensar que conseguiríamos chegar tão longe, fazer tanto, responder com competência o desafio de um país que ansiava ter uma chance.</p>
<p style="text-align: justify;">Não importa se pelos caminhos da luta o sofrimento nos marcou. Se alguns pagaram tanto a tão poucos pela ousadia de ter vencido a luta.  O que são as pessoas se olhadas individualmente? Nada. O que somos se olhados pela lente da história pela força de nossos sonhos e a tenacidade com que perseguimos sua concretização? Muito.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O que os brasileiros podem esperar de 2010? O que será de um ano marcado pelas paixões na luta política e nas lides eleitorais? Até onde o país sonhado corre o risco do retrocesso, do reencontro com o passado? São várias as indagações que se impõe e que merecem ser respondidas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Posso garantir que o Brasil não dará um passo atrás. Não permitirá que se volte um único milímetro na rota certa do desenvolvimento com justiça social, da democracia com plena liberdade, da inserção social de milhões de brasileiros que adquiriram sua cidadania com o governo que construímos após a vitória de 2002. Tenho andado por esse país e pelo interior de meu Goiás. Até eu mesmo, que nunca duvidei da força do povo, me surpreendo com a garra de nossa gente e a consciência de que é preciso avançar cada dia mais, não voltar atrás, não ceder nas conquistas e não abdicar do sonho que se tornou realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Não importa se alguns meios de comunicação insistem em retratar as coisas como elas não são. Não fará diferença a tentativa inglória de manipular a opinião de um país que mudou e de um povo que se tornou o agente principal de seu destino. Essa “gente miúda”, sem sobrenome importante, sem brasão e sem rosto conhecido, essa gente que parte da elite descomprometida ignora, é quem faz as revoluções e movimenta as indústrias, dinamiza o comércio e alavanca a agricultura. Esse “povinho”, que para os adversários do governo Lula não passa de um número nos gráficos do IBGE ou um dado a mais nas teses defendidas na USP ou na Unicamp, é quem faz a história, derrubou a Bastilha, rompeu os preconceitos, acabou com ditaduras e castigou ditadores, morre nas trincheiras das guerras em defesa da liberdade e vive trabalhando pela grandeza de seu país. Esses “Zés Ninguém” são os construtores do futuro e os nossos companheiros de luta. Permito-me contar um segredo que trago no peito: é deles que vem a nossa força.</p>
<p style="text-align: justify;">Há muito a ser feito. Muito mais do que já fizemos. Há usinas hidrelétricas e estradas. Há portos e aeroportos. Há uma agricultura pujante que se supera a olhos vistos. Há uma geração de empreendedores que buscando o lucro não excluíram o social. Há milhares de jovens estudantes que deixam os bancos das universidades e se tornam profissionais de altíssimo nível. Mas existe algo maior, ainda: há um país que se reencontrou com seu espírito altaneiro, fraternal, audacioso, avançado, livre. Hoje o Brasil é essencialmente um país vencedor. Não somos mais figurantes: somos protagonistas da história!</p>
<p style="text-align: justify;">Em 2010 vamos vencer os desafios como vencemos em 2009 a crise econômica internacional, como vencemos a incredulidade e passamos a ser um país respeitado e admirado em todo o mundo. Com a força que vem do trabalho realizado e a confiança do povo. Com a humildade que deve preceder a glória e o poder. Com a reta intenção de não trair jamais os compromissos que assumimos com o Brasil, com seu povo, com seu futuro.</p>
<p>(*) Delúbio Soares é professor</p>
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		<title>O Uruguai escolhe a continuidade democrática</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 12:15:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Companheiro Delbio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Eleição Presidencial]]></category>
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<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"><span style="font-size: medium;">A eleição do senador e ex-ministro José &#8220;Pepe&#8221; Mujica para a presidência do Uruguai é fato dos mais relevantes. Nossos irmãos uruguaios optaram pela continuidade</span> <span style="font-size: medium;">de um de seus melhores governos, senão o melhor, realizado com competência administrativa e perspectiva histórica pelo presidente Tabaré Vasquez.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;">Mais que a vitória de um candidato de esquerda, os uruguaios sinalizaram ao continente a necessidade de que a estabilidade democrática, econômica e os avanços sociais conseguidos nos últimos cinco anos precisam e devem ser preservados. Assim, o ex-guerrilheiro, ex-prisioneiro da ditadura militar por oito anos, homem simples e do povo, pequeno agricultor e lutador das causas sociais, &#8220;Pepe&#8221; Mujica chega ao poder.</span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;">O Uruguai sempre foi um exemplo de estabilidade democrática, de conscientização política e, no início dos anos 70, com o &#8220;alto-golpe&#8221; do então presidente Bordaberry, mergulhou em uma ditadura militar que desfigurou a longa tradição legalista e constitucional do nosso parceiro no Mercosul. Milhares de desaparecidos políticos, quase um milhão de cidadãos saíram do país, a economia desabou. Temos tristes que o Uruguai não que mais vivenciar.</span></span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;">Agora, depois de um governo vitorioso, quando Tabaré Vasquez atinge mais de 80% de aprovação popular, os uruguaios entregam a José Mujica a tarefa de continuar o trabalho que recuperou a dignidade nacional, avançou nas questões sociais, trouxe a estabilidade econômica e o desenvolvimento.</span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;">Do Brasil, um forte abraço ao companheiro &#8220;Pepe&#8221;, homem simples, direto, idealista e despreendido, a quem nossos irmãos do Uruguai confiaram os próximos cinco anos da vida nacional.</span></span></span></span></span></p>
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