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	<title>Delubio Soares &#187; Dilma Rousseff</title>
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		<title>Fim da pré-campanha e vexame midiático</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 13:52:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Índio da Costa]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Temer]]></category>
		<category><![CDATA[Serra]]></category>

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		<description><![CDATA[Goste-se ou não de Michel Temer, nem seus inimigos negam que tem experiência e qualificações para, se imperativo, substituir Dilma. E Índio da Costa?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Artigo de Marcos Coimbra, presidente do Instituto Vox Populi,<br />
publicado no Correio Braziliense, em 04 de julho de 2010</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quem tinha razão era Magalhães Pinto, velha raposa política e ex-governador de Minas Gerais. A política é mesmo como nuvem. Uma hora, você olha e vê uma coisa. Olha de novo e ela já mudou.</p>
<p style="text-align: justify;">Se estivesse vivo, seria o que ele diria sobre o período da campanha presidencial que agora se encerra. Do início de abril, quando se desincompatibilizaram os principais candidatos, ao fim de junho, quando começa a reta final da sucessão, tudo ficou diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">A entrada em campo de Serra era aguardada há meses. É verdade que ele teve que disputar, até dezembro, o posto de candidato com Aécio, ainda que não se preocupasse muito com as aspirações do mineiro. Estava convencido de que o PSDB terminaria por lhe entregar a vaga.</p>
<p style="text-align: justify;">De qualquer maneira, o fato é que, desde quando Aécio saiu do páreo, nada mais restava em seu caminho. Com a candidatura assegurada, teve amplo tempo para se preparar, montar sua estratégia, organizar sua equipe. Ainda que continuasse, de janeiro a março, com suas obrigações de governo, pôde pensar com calma no que faria quando saísse do Palácio dos Bandeirantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Com algum retardo (que ajudou a manter o suspense sobre sua decisão até a véspera do prazo fatal), ele finalmente renunciou ao cargo de governador e virou candidato. Juntou-se a Dilma que, dias antes, havia deixado o ministério.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre o começo de abril e meados de maio, Serra viveu seus melhores 45 dias desde quando iniciou sua jornada em busca da Presidência. Quem tiver alguma memória se lembrará do que andaram dizendo seus correligionários e publicaram aqueles que por ele torcem na imprensa carioca e paulista.</p>
<p style="text-align: justify;">Era como se estivesse ali começando para valer a sucessão, com um goleador nato, em momento inspirado, mostrando seu melhor futebol. Para eles, Serra fazia um gol atrás do outro, com postura serena, palavras sempre bem escolhidas, hábeis manobras.</p>
<p style="text-align: justify;">Pelo que se lia nesses jornais, enquanto Serra conquistava novos apoios, Dilma perdia os dela. Era apenas questão de tempo até que as pesquisas assinalassem seu crescimento. Enquanto não vinham, as colunas estavam cheias de especulações sobre &#8220;pesquisas internas&#8221;, que já o mostrariam bem à frente da adversária.</p>
<p style="text-align: justify;">Se era esse o tom da cobertura a respeito do candidato tucano, via-se o inverso no que era publicado sobre a petista. Parecia que uma desastrada havia entrado em campo, cometendo um erro depois do outro. Precipitação, amadorismo, inabilidade, incompetência, era isso que se falava dela e de sua campanha. Chegaram a dizer que Lula andava nervoso, agitado, irritadiço.</p>
<p style="text-align: justify;">As nuvens, no entanto, mudaram. Se o sol parecia brilhar para Serra até o meio de maio, a chuva desabou de lá para cá. Viu-se que a falta de traquejo eleitoral não prejudicava Dilma. Ela cresceu nas pesquisas, suas alianças se confirmaram, outras surgiram. Gorou a esperança de que a propaganda partidária de PSDB, DEM, PPS e PTB, somadas, mudassem o panorama. Na maioria dos estados, alegrias para o governo, decepções para a oposição. Lula já não franzia mais a testa. Quando junho chegou ao fim, ele era só sorrisos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ficou, no entanto, para o apagar das luzes da &#8220;pré-campanha&#8221;, o pior momento. O episódio da escolha do companheiro de chapa de Serra tem tudo para entrar para a história.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde a quarta-feira, quando Índio da Costa foi confirmado, já se falou tanto que é até cruel insistir no assunto. Qualquer argumento em favor de seu nome chega a ser risível, desde o potencial de seus 40 anos atraírem a juventude e provocarem a reversão do voto no Sudeste, à densidade de sua biografia de &#8220;ficha limpa&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas resta uma pergunta: por mais que as pessoas se julguem imortais, um candidato a presidente não tem a obrigação de raciocinar com a hipótese de vir a faltar, por qualquer motivo? Não foi, talvez, pensando assim que Collor escolheu Itamar, que Fernando Henrique convidou Marco Maciel, que Lula optou por José Alencar?</p>
<p style="text-align: justify;">Goste-se ou não de Michel Temer, nem seus inimigos negam que tem experiência e qualificações para, se imperativo, substituir Dilma. E Índio da Costa?</p>
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		<title>“Temos de continuar ajudando os mais pobres”, diz Dilma para a Veja</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jun 2010 15:14:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Veja]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Temos de continuar ajudando os mais pobres” Em entrevista à revista VEJA desta semana, Dilma conta como o governo Lula conseguiu estabilizar a economia que estava descontralada em 2002 e defende a importância dos programas sociais como o Bolsa Família. A senhora tem uma vantagem clara sobre o candidato Lula na eleição de 2002. Ninguém [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/Dilma-Veja.jpg" ><img class="aligncenter size-full wp-image-2855" title="Dilma Veja" src="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/Dilma-Veja.jpg" alt="" width="200" height="145" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;Temos de continuar ajudando os mais pobres”</strong></p>
<p>Em entrevista à revista VEJA desta semana, Dilma conta como o governo Lula conseguiu estabilizar a economia que estava descontralada em 2002 e defende a importância dos programas sociais como o Bolsa Família.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A senhora tem uma vantagem clara sobre o candidato Lula na eleição de 2002. Ninguém fala agora de um &#8220;Risco Dilma&#8221;. Por quê?</strong><br />
Primeiro, porque não existe Risco Brasil. Nós nos destacamos no cenário mundial como uma nação que tem um rumo, e esse rumo é o correto, com crescimento econômico, estabilidade, instituições sólidas e democracia. O mundo vê isso e sente que não será uma eleição presidencial que vai colocar essas conquistas a perder. Não tem &#8220;Risco Dilma&#8221; e não tem &#8220;Risco Guerra&#8221; (referência ao senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB, que em entrevista a VEJA em janeiro disse que se seu partido vencer as eleições vai &#8220;mexer na taxa de juros, no câmbio e nas metas de inflação&#8221;). Ele falou tudo aquilo e o mercado nem se tocou. Não aconteceu nadinha de nada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Estamos de acordo que os alicerces dessa robustez foram lançados durante os oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso?</strong><br />
Discordo. Hoje nós temos estabilidade macroeconômica. Nós recebemos um governo sem estabilidade, com apenas 36 bilhões de dólares de reservas. O endividamento do Brasil crescendo, a inflação ameaçando sair de controle, uma fragilidade externa monumental que a gente não podia nem mexer, o dólar a 4 reais. Qual é o alicerce?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A autonomia operacional do Banco Central, as metas de inflação, o câmbio flutuante, a responsabilidade fiscal&#8230;</strong><br />
Não tem risco hoje porque nós do governo Lula construímos um país robusto. O que vocês chamavam de &#8220;Risco Lula&#8221; em 2002 se devia menos ao candidato do que às condições do país naquele momento. Nós recebemos do governo anterior um Brasil frágil. Tínhamos reservas de pouco mais de 36 bilhões de dólares. Hoje temos 250 bilhões de dólares em reservas. O presidente disse que a crise financeira mundial de 2008 era uma marola. Se você comparar com o tsunami que houve nos Estados Unidos e com as ondas que ainda atingem a Europa, nós não tivemos mesmo mais que uma marola. Tanto que a discussão agora é outra. É discutir os 9% de crescimento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>É ritmo de crescimento para chinês nenhum botar defeito. Mas é sustentável?</strong><br />
O prudente para o Brasil nas condições atuais é ter um crescimento de até 6% ao ano. Portanto, esses 9% tendem a baixar. O ritmo de crescimento tende a desacelerar-se progressivamente rumo ao patamar de 6%.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Esse valor de 6% de crescimento seria o tão falado quanto imponderável PIB potencial, acima do qual a inflação dispararia?</strong><br />
Não me sinto confortável com essa noção de PIB potencial, mas está mais do que provado que não podemos abrir mão do controle da inflação se quisermos crescimento com distribuição de renda. Temos de ter uma meta inflacionária e persegui-la. Com inflação, a renda das pessoas, em especial a das mais pobres, escoa. Controlar a inflação é distribuir renda.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Qual seria a política de juros de um eventual governo Dilma?</strong><br />
A taxa de juros real, descontada a inflação, baixou muito no governo Lula. Na verdade, ela nunca foi tão baixa quanto agora. Já foi de 20%, 15% e agora está em 5% a 6%. É um tremendo avanço. Mas dá para melhorar. A maneira de fazer isso é a redução disciplinada e sistemática da relação da dívida líquida sobre o PIB. Nós saímos de 60,6% em 2002 para 40,7% em 2010. A meta é chegar a 2014 com esse valor em 28%. A consequência inexorável disso é a queda dramática da taxa de juros.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A senhora pretende manter o Bolsa Família nos moldes atuais?</strong><br />
Temos de continuar ajudando os mais pobres. Temos de garantir que os 190 milhões de brasileiros virem consumidores. Isso não é possível sem programas sociais. Agora, vocês me digam: tem maior porta de saída do que o crescimento do emprego nos níveis atuais? Tem porta de saída melhor do que o investimento em ensino profissionalizante? Essas são as melhores portas de saída. O Brasil tem escassez de mão de obra em muitos setores. Cortador de cana no Nordeste está virando soldador, operário qualificado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por isso mesmo, será que não é hora, para o bem dos próprios beneficiados, de deixar que caminhem com as próprias pernas, que se independam do governo?</strong><br />
Ainda tem muita gente no Brasil com renda de um quarto do salário mínimo. São quase 19 milhões de pessoas nessa situação. Por isso não podemos cortar os programas de distribuição de renda.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sob muitos pontos de vista, para um político é melhor suceder na Presidência a um antecessor fracassado do que a outro, como é o caso de Lula, que, além de bem-sucedido, é popular e carismático. Isso pesaria muito sobre seus ombros em caso de vitória nas eleições deste ano?</strong><br />
Acho ótima essa herança. O governo do presidente Lula pertence uma parte a mim. Eu não sou uma pessoa que está olhando para o governo com distanciamento. Eu não tenho distanciamento nenhum do governo do presidente Lula. Eu lutei para esse governo ser esse sucesso todo. Honra minha biografia ter participado desse governo e o Lula ter me honrado com a escolha como candidata. Tenho certeza de que o presidente Lula participará do sucesso do meu governo porque ele construiu as bases para eu concorrer. Ele deu condições para que eu faça uma coisa que é dificílima: superar a nós mesmos. O governo Dilma pode superar o governo Lula porque nós construímos um alicerce para isso acontecer. O meu projeto é o dele. E o dele é o meu.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Seu aliado, o PMDB, sempre impediu que a reforma política andasse. Por que com a senhora seria diferente?</strong><br />
Já foi diferente com o Lula, embora muita gente insista em negar essa realidade. O que caracteriza o governo Lula foi ter construído uma aliança em torno da governabilidade e de projetos. Os ministros do PMDB demonstraram a mesma dedicação aos projetos que os ministros do nosso partido.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Falando em aliados, como a senhora lidaria com Hugo Chávez, o venezuelano que ignora os princípios democráticos básicos?</strong><br />
Não é preciso concordar com as práticas dele, mas não podemos interferir diretamente no que ele está fazendo. O Brasil é um modelo de país que respeita a liberdade de imprensa, que respeita empresas, que respeita contratos, que defende e aprimora a democracia. Tenho certeza de que nosso modelo acabará influenciando positivamente nossos vizinhos e aliados. O Brasil pode dar o exemplo pelo diálogo e pelo respeito. O que não pode fazer é impor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como a senhora avalia o episódio recente do pedido de demissão do jornalista que, a serviço de seu partido, contratou arapongas para espionar adversários e até aliados?</strong><br />
É muito difícil essa conversa. É um assunto que girou em torno de documentos que ninguém viu nem sequer sabe se existem e de uma coisa que nunca chegou a se concretizar. Por isso prefiro concentrar minha resposta sobre a linha de conduta geral da campanha. Na minha campanha, não vou admitir nenhuma prática que não respeite o adversário, que não tenha princípios éticos claros e que não honre o fato de termos o governo com a maior aprovação da história recente deste país. A minha decisão é manter uma campanha de alto nível.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>De tanto cumprir cadeia política durante a ditadura Vargas, o grande escritor Graciliano Ramos, um tipo depressivo, saiu-se com essa: &#8220;É-me indiferente estar preso ou solto&#8221;. A senhora chegou a ter um sentimento parecido?</strong><br />
Não. Nos cárceres da ditadura militar, sempre ansiei pela liberdade. Mas entendo bem a que o Graciliano se refere. Existe a figura do preso velho, conhecedor dos caminhos dentro da cadeia. Isso dá uma certa sensação de controle que, ao final da minha pena de três anos, tornava a prisão menos insuportável. Eu tinha um esconderijo de livros e, com a ajuda do dentista da penitenciária, trocava bilhetes com meu marido, preso na ala masculina. Contávamos com algumas boas almas entre os carcereiros, e o capelão militar deu-me uma Bíblia, que, para passar pela fresta da porta da cela, teve sua capa arrancada. Um sargento detonou, sem querer, uma bomba de gás lacrimogêneo perto das celas e abriram um inquérito para apurar responsabilidades. Nós, as presas, sabíamos quem era o culpado, mas decidimos não identificá-lo. Com isso caímos nas graças dos sargentos. Enfim, o preso velho começa a acomodar seus ossos naquele ambiente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Em situações extremas as pessoas costumam ter reações inesperadas. Quem era forte revela-se um fraco. O frágil se transforma em valente. A senhora se viu na cadeia, sob tortura, tendo reações surpreendentes?</strong><br />
É um pouco mais complexo do que você imagina. Depende muito do seu momento. A mesma pessoa pode estar forte um dia e em outro desabar – ou estar entregue e, de repente, encontrar forças descomunais que não sabia possuir. É o momento que manda, e você não manda no seu momento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A sua opção pela luta armada na juventude vai ser um assunto da campanha eleitoral. As pessoas querem saber se a senhora deu tiros, explodiu bombas ou sequestrou.</strong><br />
Estou pronta para esse debate. Pertenci a organizações políticas que praticaram esses atos. Mas eu jamais me envolvi pessoalmente em alguma ação violenta. Minha função era de retaguarda. Os processos militares que resultaram em minha condenação mostram isso com clareza. Nunca fui processada por ações armadas. Tenho muito orgulho de ter combatido a ditadura do primeiro ao último dia. A ditadura foi muito ruim. Cassaram os partidos políticos, fecharam órgãos de imprensa, criaram mecanismos de censura, torturaram&#8230; Mas o pior de tudo é que tiraram a esperança da minha geração. Quem tinha 15 ou 16 anos de idade quando foi dado o golpe de 64 não enxergava o fim do túnel. De um jovem cheio de energia e sem esperança podem-se esperar reações radicais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>É fácil falar vendo o filme de trás para a frente, mas hoje parece indiscutível que o pessoal da luta armada não queria a volta da democracia, mas apenas trocar uma ditadura de direita por outra de esquerda. A senhora tinha consciência disso?</strong><br />
Olha aqui, no meio da luta essas coisas nunca ficavam claras. O objetivo prioritário era nos livrar da ditadura, e lutamos embalados por um sentimento de justiça, de querer melhorar a vida dos brasileiros. Foi um período histórico marcante em todo o mundo. Os jovens franceses estavam nas barricadas de maio de 68. Jovens americanos morriam baleados pela polícia nos câmpus universitários em protesto contra a Guerra do Vietnã, a mais impopular das guerras dos Estados Unidos, um conflito que aos nossos olhos tinha uma potência tecnomilitar agressora sendo derrotada por um país pequenino, mas valente. Nossa simpatia com o lado mais fraco era óbvia. Depois daquela fase eu continuei lutando pela democracia no antigo MDB e no PDT. Nesse processo, eu mudei com o Brasil, mas jamais mudei de lado.</p>
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		<title>&#8220;O que pensa Dilma&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 17:36:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Carta Capital]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>

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		<description><![CDATA[POR CYNARA MENEZES E SÉRGIO LÍRIO, EM CARTA CAPITAL DE 6 DE JUNHO DE 2010 Um enorme painel da candidata ao lado de seu mentor, o presidente Lula, punhos cerrados no ar, emoldura o cenário da entrevista. Dilma Rousseff posta-se bem à frente da própria imagem. Desconfortável no início com perguntas pessoais, ela se solta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p><strong>POR CYNARA MENEZES E SÉRGIO LÍRIO, EM CARTA CAPITAL DE 6 DE JUNHO DE 2010</strong></p>
<div style="text-align: justify;">Um enorme painel da candidata ao lado de seu mentor, o presidente Lula, punhos cerrados no ar, emoldura o cenário da entrevista. Dilma Rousseff posta-se bem à frente da própria imagem. Desconfortável no início com perguntas pessoais, ela se solta aos poucos, enquanto defende as realizações do atual governo e explica o que pretende fazer se eleita. Basicamente, aprofundar o processo de inclusão social que, afirma, não se esgota em um ou dois mandatos.<br />
Talvez por isso, ao se referir a uma eventual gestão sua, prefira a palavra &#8220;pe¬ríodo&#8221;. No centro desse &#8220;período&#8221;, promete, estará o compromisso de levar o País ao clube das nações desenvolvidas, com a erradicação da miséria, o foco na educação e na cultura. &#8220;Minha meta é levar nossa população à classe média, no mínimo.&#8221;</div>
<div style="text-align: justify;">Dilma não é Lula. E uma discípula, uma aluna. Mas uma aluna aplicada, vê-se. Como nunca disputou eleição, a ex-ministra da Casa Civil replica o &#8220;mestre&#8221; ao usar o recurso de contar historinhas nas respostas por vezes pouco concisas. Também se percebe na candidata o cuidado de evitar certas polêmicas durante a campanha, o que não inclui fugir às perguntas sobre seu envolvimento na luta armada durante a ditadura. &#8220;Tenho muito orgulho de ter resistido do primeiro ao último dia.&#8221;</div>
<div style="text-align: justify;">Alvo de seguidas denúncias, nunca comprovadas, desde que Lula anunciou ser ela a sua candidata ao governo, afirma não acreditar que a imprensa brasileira seguirá o exemplo da venezuelana e se tornar cada vez mais hostil diante da possibilidade crescente de permanência do PT no poder. Por ser contraproducente. &#8220;De que adianta? Mais do que somos criticados, e daí?&#8221; Na entrevista, a pré-candidata disse ser contra a descriminalização das drogas, defendeu a reconstrução do Estado e repeliu os estereótipos. &#8220;Nunca me senti uma pessoa infeliz. Não sou carente, sou alegre.&#8221;</div>
<div style="text-align: justify;"><a href="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/Entrevista-carta1.jpg" ><img class="aligncenter size-full wp-image-2820" title="Entrevista carta" src="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/Entrevista-carta1.jpg" alt="" width="500" height="340" /></a></div>
<div style="text-align: justify;"><strong>CartaCapital: Neste ano, o Brasil pode escolher a primeira mulher presidente. Faz diferença?</strong></div>
<div style="text-align: justify;">
<p><strong> </strong>Dilma Rousseff: Faz toda a diferença, porque tem uma história de poucos direitos para as mulheres. Até o direito de voto para as mulheres é muito recente no Brasil, menos de cem anos. E ainda têm grandes desigualdades, que vão desde &#8211; apesar de as mulheres terem maior nível de escolaridade &#8211; ganhar dois terços do salário dos homens até o fato de existir violência familiar contra a mulher. Outro dia aproximou-se de mim um casal jovem, o rapaz carregava um menino de uns 3 anos, e a mulher, uma moça loira, vinha com uma menina, de vestido com¬prido, bonitinha, cabelo encaracolado. Chamava Vitória. E a mãe falou assim: &#8220;Eu trouxe a Vitória para que você diga a ela que as mulheres podem, que mulher pode&#8221;. Eu olhei pra Vitória e perguntei: &#8216;mulher pode o quê?&#8217; E ela: &#8220;ser presidente&#8221;. Eu disse: &#8216;Vitória, mulher pode ser presidente. Porque isso faz parte do sonho que toda criança tem: quero ser pirata, toureiro. Mas também pode querer ser presidente e mulher nunca quis. Uma menina que quer é sinal dos tempos. E ela se chama Vitória, achei simbólico&#8217;.</p>
<p><strong>CC: Mas existe um modo feminino de governar?<br />
</strong>DR: Tem um modo feminino inegável na vida privada. Nós cuidamos, providenciamos e incentivamos. E interessante levar isso para a vida pública. Vou contar outra historinha. Foi uma senhora, de seus 50 anos, a um sindicato, muito incomodada com a oposição homem e mulher. E ela sintetizou o problema da seguinte forma: &#8220;Somos 52% da população, mas os outros 48% são nossos filhos. De maneira que, se formos presidentes, fica tudo em casa. Ou seja, damos conta de cuidar das mulheres e dos homens, até porque a nossa relação com os homens não é de oposição. O olhar feminino não é excludente&#8221;.</p>
<p><strong>CC: Já foi, nos primórdios do feminismo.<br />
</strong>DR: Talvez no começo, porque, sempre que se afirma alguma coisa, torna a diferença muito forte. A mulher, para ter consciência de que era discriminada, teve de fazer esse movimento. Mas não acredito que, hoje, esse seja um processo que crie diferenciação, desigualdade. Nenhuma política feminina é uma política anti-homem.</p>
<p><strong>CC: Curiosamente, a senhora tem avançado menos no eleitorado feminino. Por que acha que isso acontece?<br />
</strong>DR: Acho que tem razão o (cientista político) Marcos Coimbra. Ele fez uma avaliação correta: há o fato de a mulher não ter tanto acesso à informação quanto o homem. Muitas ainda não me conhecem. Quando se separa o universo das mulheres que me conhecem e as que conhecem o outro candidato, eu tenho mais aprovação do que ele.</p>
<p><strong>CC: A senhora falou da menina que queria ser presidente, mas costuma dizer que este nunca foi um sonho seu. Agora que é candidata, acalenta algum projeto?<br />
</strong>DR: Caminhar para que este seja um país desenvolvido. Foi o que o presidente Lula construiu e que a gente pode fazer.</p>
<p><strong>CC: Se formos resumir, a marca do governo Lula é a inclusão. Qual seria a marca de um governo Dilma?<br />
</strong>DR: Por que não pode ser a da inclusão também? Essa ânsia de novidade encobre uma questão seriíssima: este ainda é um país emergente, com um grau grande de desigualdade, e que pode, a partir de agora, porque acumulamos um conjunto de conquistas, trilhar o caminho do desenvolvimento. E isso não pode ser só com uma taxa de crescimento do PIB determinada, uma política de estabilidade macroeconômica. A minha meta é erradicar a miséria, levar nossa população, os mais pobres, à classe média, no mínimo. Isso é um projeto de desenvolvimento, mas eu também tenho um projeto de Nação. Este país não transitará para uma economia desenvolvida se não tivermos educação de qualidade, estando no centro da educação o professor, que tem de ter salário digno. Quem fala em educação de qualidade e não fala do professor está jogando pérolas aos porcos. Todo mundo diz que temos um bônus demográfico, que a nossa população em idade ativa é maior do que a população dependente, isto é, crianças, jovens e idosos. Outro dia fui brincar que o conceito de idoso estava mais flexível, porque tenho 62 anos e não sou idosa, e a imprensa toda deu que eu mexeria na idade da aposentadoria, que mudaria a previdência.</p>
<p><strong>CC: E não será necessário, em algum momento?<br />
</strong>DR: Não tem reforma da Previdência. Se você começar a fazer reforma da Previdência, acontece o seguinte: a primeira que fizemos deu uma corrida para a aposentadoria. Acaba criando um efeito contrário ao que se pretende. Mas, voltando, também vamos discutir a nossa cultura, a política cultural ocupará um espaço cada vez maior nesse processo. Não podemos permitir que não existam salas de cinema na periferia do Brasil, que o povo não tenha acesso a bibliotecas, à sua própria cultura.</p>
<p><strong>CC: Em suma, vai ampliar o que foi feito durante o governo Lula?<br />
</strong>DR: Não falo de só ampliar, não, falo de avançar. Se não avançar, não está continuando. O que o Lula construiu para o futuro? Um alicerce. Saímos de uma situação mais drástica, que foi a que nós recebemos do governo. Vamos relembrar bem: era uma situação de estagnação, desigualdade e desemprego. Podem falar o que quiser. Olhem estatísticas, meus filhos. E entramos numa era de prosperidade, que tem vários componentes: não é só inclusão, é mobilidade social, que significa que as pessoas podem subir na vida. É transformar as vantagens comparativas em competitivas, explorar as matrizes energéticas, o pré-sal, dar força à agricultura. Não somos aqueles países que têm petróleo e têm a maldição do petróleo, a pobreza no meio da abundância, o povo pobre e a riqueza do petróleo. Temos uma economia diversificada. Se a gente apostar na educação, vamos inovar também. Não se cria oportunidade no Brasil se não inovar. Se não formarmos engenheiros, físicos e matemáticos neste país, não vamos crescer adequadamente.</p>
<p><strong>CC: A senhora promete erradicar a miséria em seu mandato. Mas o IPEA fala que erradicar a pobreza extrema só é possível em 2016.<br />
</strong>DR: Miserável é quem tem renda de até um quarto do salário mínimo. Pobre é até meio salário mínimo. Em 2003, tínhamos um total de 77,8 milhões de pobres e passamos para 53 milhões no governo do presidente Lula. O contingente de miseráveis em 2003 era de 37,4 milhões e passou para 19,6 milhões. (Vira- se para o braço direito, Anderson Domeles: &#8211; Anderson, dá o meu papel. Já fiz essa conta. Prefiro o meu papel.) Então, a gente tem de buscar eliminar esses 19,6 milhões de miseráveis, mas acho que também temos de olhar os 24 milhões de pobres. Só não digo que será no meu período, nem estou dizendo que será em 2014. Mas, se você não colocar a meta clara e tornar isso um ponto político da pauta, passa batido. Erradicar a miséria está no centro da pauta do projeto de continuidade com avanço do governo Lula.</p>
<p><strong>CC: Mas qual vai ser o caminho? A ampliação dos programas sociais ou o crescimento?<br />
</strong>DR: As duas coisas. O aumento da renda em 70% se deve à formalização do trabalho. O fato de manter uma taxa de crescimento e torná-lo sistemático formaliza o trabalho. Mas quem ganha até um quarto de salário mínimo teve programas sociais de dois tipos: tem o de proteção da renda, que é o Bolsa Família, e tem programa social com uma certa perenidade. Exemplo, na área rural, onde se concentra um grande número de miseráveis, fizemos a política de agricultura familiar, multiplicamos por cinco o financiamento, criamos assistência técnica. E teve outro programa que beneficiou a pobreza rural no Brasil, o Luz Para Todos. Não se eleva socialmente ninguém se não olhar para as condições que se pode ter para fazer renda. E uma delas, imprescindível, é energia elétrica. A grande política do meu período é manter essa política rural e chegar a uma questão fundamental: as cidades. As cidades no Brasil são o local das desigualdades. Nas cidades se manifestou o que há de mais perverso no Brasil, a retirada do Estado &#8211; aí vale para município, estado e governo federal &#8211; das periferias. Uma grande conquista deste governo também foi indicar caminhos. Pega o que está sendo feito no Rio, em Manguinhos, no Alemão, Pavão- Pavãozinho. É a volta do Estado.</p>
<p><strong>CC: Ainda é preciso fazer uma reforma agrária de grande monta?<br />
</strong>DR: Tivemos um processo de reforma agrária muito significativo, foram 500 mil hectares. Não é trivial. Ainda tem gente para ser assentada, mas política de assentamento não é só comprar terra. A forma como se fazia assentamento antes era colocar o cara no meio do nada. A agricultura familiar no Brasil deu certo porque tem um suporte no programa de aquisição de alimentos. Tem seguro, garantia à safra, política de preço mínimo. Demos um tecido econômico social, de apoio, à pequena propriedade no Brasil, que responde por 40% da riqueza que se gera no campo.</p>
<p><strong>CC: Mas se uma grande parte da miséria, como a senhora falou, está na zona rural, tem algum</strong> problema aí. Talvez tenha faltado reforma agrária.<br />
DR: Vou repetir: não se resolve o problema do campo só dando terra. Tem de dar condições de produzir, sustentar a produção, apoio com assistência técnica, comprar a produção, garantir a comercialização, o acesso ao trator.</p>
<p><strong>CC: A senhora acha que, se o PT vencer as eleições, a mídia tende a se tornar hostil, como ocorre na Venezuela?<br />
</strong>DR: A Venezuela não é nem sequer parecida conosco. Lá é uma economia de dois setores, portanto, uma sociedade que tende a refletir dois setores. De um lado, tem o petróleo e, do outro, o resto. E só ver a participação que tem a renda do petróleo na Venezuela, ver a história da Venezuela. E dinheiro que eles não sabem o que fazer com ele, ainda é assim.</p>
<p><strong>CC: Mas a imprensa brasileira, como a de lá, não tende a se tornar hostil a ama permanência a longo prazo do PT no poder?<br />
</strong>DR: De que adianta? Qual a eficácia? Mais do que somos criticados, e daí? Qual a nossa aprovação? 76%&#8230;</p>
<p><strong>CC: Como a senhora recebe essa acusação, que deve se intensificar durante a campanha, de ter sido &#8220;terrorista&#8221;?<br />
</strong>DR: Tenho dúvidas de que vai se intensificar uma coisa dessas, porque é contraproducente. A discussão sobre a resistência à ditadura é contraproducente para quem não resistiu. Sinto muito orgulho de ter resistido do primeiro ao último dia, de ter ajudado o País a transitar para a democracia e de não ter mudado de lado. E muito interessante a forma como eles entenderam a metáfora que o presidente fez com o (Nelson) Mandela. O que ele falou foi o seguinte: o Mandela, talvez o maior pacifista dos últimos tempos, foi uma pessoa que recorreu à luta armada no país dele, porque não tinha outra solução. Parodiando Tolstoi, que disse que todas as famílias felizes são iguais e todas as famílias infelizes são infelizes cada uma à sua maneira, todas as ditaduras são iguais e todas as democracias são cada uma à sua maneira. As ditaduras têm uma mania muito peculiar que as caracteriza: excluir de forma violenta todos os que não pensam como eles. O que queríamos caracterizar naquele momento era a existência de uma violência de Estado que levou pessoas, nos mais variados locais, a tomar posições firmes diante da ditadura. Eu tomei.</p>
<p><strong>CC: Por que a senhora apoiou a decisão do STF de não rever a Lei da Anistia?<br />
</strong>DR: Eu sou a favor da legalidade. O Supremo decidiu e, até pelo que quero ser, não tenho a menor condição de ficar fazendo confronto com o Supremo.</p>
<p><strong>CC: Discordar não é confrontar.<br />
</strong>DR: Para o papel a que me proponho assumir, é sim.</p>
<p><strong>CC: O que pedimos é uma opinião pessoal.<br />
</strong>DR: Esta é a minha opinião pessoal. É ter consciência e maturidade para perceber que uma decisão do Supremo, num país como o Brasil, tem de ser respeitada. Como Presidente da República, que é o que quero ser, seria desrespeito. A partir do momento que se decidiu, está decidido. A não ser que se queira criar turbulência e instabilidade. Eu não quero.</p>
<p><strong>CC: Como a senhora pretende lidar com o toma-lá-dá-cá no Congresso?<br />
</strong>DR: Como lidei, uai! Eu lidei com esse toma-lá-dá-cá, ou não?</p>
<p><strong>CC: Mas, e diante de um episódio como o do mensalão? Todo mundo fala que. não fosse por sua habilidade, o presidente Lula não teria se mantido no cargo quando se chegou a falar até em impeachment&#8230;<br />
</strong>DR: A habilidade do presidente consistiu em ir para os movimentos sociais e deixar claro que impeachment não seria uma coisa adequada à democracia no Brasil. O presidente não fez nenhum toma-lá-dá-cá nessa questão.</p>
<p><strong>CC: Mas é preciso negociar com o Congresso o tempo inteiro.<br />
</strong>DR: Não concordo que a relação que tivemos ao longo desse tempo com o Congresso foi de toma-lá-dá-cá. Foi uma relação de negociar, porque tem oposição. O governo é a arte de negociar, não há nenhum mal em dialogar.</p>
<p><strong>CC: Há uma crítica recorrente de que o Estado brasileiro tem cargos comissionados demais e isso serve para comprar apoio político.<br />
</strong>DR: O Estado brasileiro ainda é um pouco desequilibrado. Herdamos um Estado que fazia corte linear, doa a quem doer. A manifestação maior desse modelo é o que encontrei nas Minas e Energia. Um engenheiro na ativa para 20 motoristas, em um ministério que cuidava de petróleo, de gás, biocombustível, energia elétrica&#8230; Não se pode ter uma visão simplificada do que se quer de um Estado. Eu quero um Estado meritocrático e profissional. Hoje, ele ainda está descompensado, começamos a remontar no governo Lula e vamos continuar. A questão das indicações políticas existe nos Estados Unidos, na França, na Alemanha, em todas as democracias. Essa conversa de aparelhamento do PT&#8230; Vamos lembrar o que houve em outros governos. Como se fosse só o PT a fazer nomeação política.</p>
<p><strong>CC: O PT faz porque todos fazem, é isso?<br />
</strong>DR: Não vou fazer tabula rasa disso. Pode ter, sim, nomeação política, o que não pode é não ter critérios técnicos. Posso receber uma nomeação política de um partido da minha base, ele vai me dar um nome, e nós vamos olhar.</p>
<p><strong>CC: Não é o contrário? Olha-se o que tem para encaixar o apadrinhado?<br />
</strong>DR: Não, normalmente indicam nomes com a ficha toda da pessoa. Essa conversa do aparelhamento do Estado é preconceito. Tentam estigmatizar, é uma coisa muito velha, lacerdista, de república de sindicalistas.</p>
<p><strong>CC: Para alguns desenvolvimentistas, o Brasil está num processo de desindustrialização, por causa do câmbio. A senhora concorda?<br />
</strong>DR: Não há nada que a gente não possa compensar com duas coisas: política industrial e financiamento. Mas acho importante que a taxa de juro real do País caia e convirja para as internacionais. Caminhamos celeremente para isso na próxima década. Se o Brasil mantiver uma taxa de crescimento de 5,5% ao ano, vamos ter uma redução do endividamento e aumento do PIB. E aí não há a menor possibilidade de não ter redução da taxa de juro real. O que não dá é achar que se faz isso por decreto.</p>
<p><strong>CC: O Banco Central no seu governo será uma Santa Sé, como comparou José Serra?<br />
</strong>DR: Acho inapropriada a comparação, é o tipo da problemática que não constrói nada. Não tenho o que falar a respeito.</p>
<p><strong>CC: A senhora tem falado do combate ao crack, mas as políticas antidrogas têm fracassado. Sob que ótica se daria esse combate?<br />
</strong>DR: O primeiro mecanismo é a prevenção. Não se combate droga sem repressão, tem de levantar a rota e combatê-la, mas só isso não adianta, está para lá de provado. Tem de fazer a prevenção e o apoio, e o apoio é complicado porque tem de apostar que tira o cara do crack depois que ele entrou. Há várias discussões a respeito, há casos que a pessoa saiu, mas não é fácil, não é igual às outras drogas. É altamente viciante e mata em seis meses. Não é algo, inclusive, que tenha tradição mundial, há dificuldade de fazer.</p>
<p><strong>CC: O que a senhora acha da descriminalização das drogas, de maneira geral?<br />
</strong>DR: Hoje não concordo. Não vou dizer que, numa crise de droga da proporção do crack no Brasil, caiba esse tipo de discussão agora. Não temos estrutura para isso e não temos como discriminar o que pode e o que não pode.</p>
<p><strong>CC: A senhora foi muitos anos do PDT. Seu grande ídolo político é Leonel Brizola? Existe alguma idéia brizolista que poderá ser aplicada em seu governo?<br />
</strong>DR: Admirei muito o Brizola. Tinha características muito importantes, uma grande noção de soberania. O compromisso com a educação conflui com o que a gente tem. A escola em tempo integral não basta mais, é pouco, o País mudou, mas a gente tem de reconhecer que ele deu uma grande contribuição. O Brizola pensou na educação em 1962, e o Miguel Arraes na eletrificação rural, na mesma época. Enxergaram problemas que no Brasil não se enxergava. Quando se olha para trás, a política de Arraes e de Brizola nos estados deles foi excepcional.</p>
<p><strong>CC: O Chico Buarque, outro dia, disse que votaria na senhora por causa do Lula, mas que não via grandes diferenças entre um governo seu e um de José Serra. O que a senhora diria para o Chico?<br />
</strong>DR: Talvez ele não me conheça (risos). Aliás, por culpa minha, eu é que tinha de procurá-lo. Até devo a ele um telefonema, não pude ir à casa dele no dia em que dona Maria Amélia, sua mãe, morreu. O presidente Lula foi e não pude acompanhá-lo. Mas pretendo procurar o Chico e agradecer pela opção.</p>
<p><strong>CC: A senhora não pareça ter sido muito vaidosa no passado e agora ganhou um upgrade no visual. Está gostando?<br />
</strong>DR: Ah, a gente sempre curte, sempre é bom. Mas é um cabelo mais simples, né? (Alisa o cabelo, mais curto, mais claro e sem um fio fora de lugar.) E mais fácil de arrumar do que o seu. Mas eu gosto, não acho ruim, não.</p>
<p><strong>CC: Acha que vão surgir muitos pretendentes&#8230; presidente e de visual novo?<br />
</strong>DR: É o tipo da coisa que não dá tempo nem de a gente pensar, nessa função. Agora, não sou contra, não, viu? As pessoas namorarem, coisas assim. Acho bom.</p>
<p><strong>CC: Se a senhora fosse se comparar a uma mulher governante, estaria mais para Michelle Bachelet ou para Margaret Thatcher?<br />
</strong>DR: Ah, Bachelet, sem dúvida, óbvio. Não tenho a posição conservadora da Thatcher.</p>
<p><strong>CC: Mas a pintam como dama-de-ferro, não?<br />
</strong>DR: É um estereótipo. Toda mulher é dama-de-ferro? Nunca vi um senhor-de-ferro, você já viu algum?</p>
<p><strong>CC: Qual é, hoje, o maior entrave para o Estado brasileiro conseguir ser eficaz nos investimentos?<br />
</strong>DR: Ainda tem muita burocracia herdada do período em que a ordem era não gastar. Houve um processo muito difícil de gestão da coisa pública e se criou uma série de entraves ao investimento. É fundamental reconstruir o planejamento, a capacidade de fazer projeto. O Estado pode demandar projetos.</p>
<p><strong>CC: A senhora acha que as entidades fiscalizadoras, como o Tribunal de Contas da União (TCU), agem com excesso de zelo?<br />
</strong>DR: Tive uma experiência muito boa com o TCU, que, inclusive, reconhece que o PAC tinha menos problemas do que qualquer outro programa do governo, pelo nível de acompanhamento direto nosso. Não acho que a questão de fundo seja essa. O que há é uma discrepância entre a qualidade da estrutura que fiscaliza, que se manteve ao longo dos anos intacta, que teve profissionalismo, que tem engenheiro ganhando a partir de 12 mil, e a estrutura que executa, onde o inicial é 4 mil ou 5 mil reais. Essa discrepância vai ter de ser alterada, tem de fazer plano de cargos e salários. Não pode ficar perdendo seus melhores quadros, senão não se consegue elaborar, olhar o futuro. E ninguém resolve isso no horizonte de um governo. Vamos ter de resolver a meritocracia no Estado brasileiro no horizonte de uma década. Levaram 20 anos desmontando, não se constrói de um dia para o outro.</p>
<p><strong>CC: Privatizar é um tema banido no PT ou ainda existe algo privatizável?<br />
</strong>DR: Privatizar patrimônio público, banco, estatal do nível da Petrobras e da Eletrobrás, é absolutamente absurdo e a vida nos deu razão. A crise mundial recente nos deu muita razão. Sem essas empresas não teríamos nos saído tão bem. A Caixa Econômica mudou, o Banco do Brasil mudou. O BNDES era uma central para fazer projetos para privatizar empresas brasileiras. Hoje faz projetos para expandir empresas brasileiras, é diferente.</p>
<p><strong>CC: A senhora parece aquele tipo de mulher que as durezas da vida fizeram revestir-se de uma armadura. E difícil ter de se livrar dela agora, em campanha, ficar. como se diz, mais soft?<br />
</strong>DR: Isso é um baita estereótipo. Quem não criou, depois de 60 anos de vida, vários mecanismos de defesa? Me mostre um bicho sem nenhuma carapaça que sobreviveu. Somos todos fundamentalmente muito parecidos. Nos defendemos, nos desmontamos, nos abrimos para as pessoas. Depende da circunstância. Não posso ficar chorando o dia inteiro sendo ministra-chefe da Casa Civil, me comovendo às lagrimas. Agora, se eu vir um filme comovente. choro. Como ministra, não podia ficar na emoção sistemática, porque ou eu segurava o touro a unha ou o touro picava a mula. O pessoal vende umas histórias esquisitíssimas. Talvez a suposição seja que sou um E.T. A verdade é que tive uma vida muito boa, tirando a prisão na época da ditadura. Casei, tive filho, vivi bem com meu marido, sou amiga do meu ex-marido, ele é que nem meu parente. Nunca me senti uma pessoa infeliz, não sou carente, sou alegre.  Gosto de viver.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">Entrevista copiada do Vermelho</div>
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		<title>Chico Buarque certo dia disse: &#8220;vai passar!&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 17:54:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Celso Jardim Como mostra o gráfico Dilma cresceu de setembro a junho 22% no instituto de pesquisa Ibope e Serra permanece na margem de erro da pesquisa há oito meses, 2%, variando de 35% em setembro para 37% agora em junho. Isso que dizer que está no mesmo patamar de 35%, Serra não cresceu enquanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><a href="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/IBOPE-BR-JUN-2010.jpg" ><img class="aligncenter size-full wp-image-2768" title="IBOPE BR JUN 2010" src="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/IBOPE-BR-JUN-2010.jpg" alt="" width="400" height="294" /></a></p>
<p><a href="http://dilma13.blogspot.com/2010/06/chico-buarque-certo-dia-disse-vai.html" target="_blank"><br />
</a>Celso Jardim</p>
<p style="text-align: justify;">Como mostra o gráfico Dilma cresceu de setembro a junho 22% no instituto de pesquisa Ibope e Serra permanece na margem de erro da pesquisa há oito meses, 2%, variando de 35% em setembro para 37% agora em junho.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso que dizer que está no mesmo patamar de 35%, Serra não cresceu enquanto estava exercendo o cargo de governador de São Paulo, não cresceu quando lançou sua candidatura, não cresceu em nenhum momento desde setembro.</p>
<p style="text-align: justify;">Dilma cresce em média 3% por mês, saiu de 15% em setembro e chega aos 37% neste mês de junho. Desde que saiu da Casa Civil a ex-ministra cresceu 8% só nos últimos sessenta dias.</p>
<p style="text-align: justify;">Serra continua sendo o candidato com maior índice de rejeição, tanto no Datafolha, como na pesquisa divulgada ontem. Serra quando o instituto apura quem é o candidato mais antipático, fica a frente de todos os outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de ajudar, campanha eleitoral não é concurso de simpatia, acredito que Serra está no quesito mais antipático, não só pelo visual, é porque não tem discurso e propostas novas.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos analistas declaram que a exposição em programas eleitorais pode favorecer um candidato durante a fase de levantamento das pesquisas, durante essa pesquisa do Ibope divulgada ontem Serra apareceu em todos os programas do DEM.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, ainda não podemos dizer porque não cresceu nas pesquisas segundo os analistas, se empacou mesmo ou se porque estava no programa dos demos, aparecer ao lado do DEM não ajuda ninguém.</p>
<p style="text-align: justify;">Dilma em todas as pesquisas realizadas nos últimos meses por todos os institutos, Sensus, Vox Populi, Datafolha e o Ibope está na frente na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde sem ser apresentado qualquer nome, &#8220;Se a eleição fosse hoje em quem você votaria?</p>
<p style="text-align: justify;">Sem a resposta estimulada a ex-ministra cresce também, o nome tá na ponta da língua.</p>
<p style="text-align: justify;">A questão é de tempo, Dilma continuando nesse consistente crescimento e como disse um dia Chico Buarque, vai passar.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Fonte</span></strong>: <strong><a href="http://dilma13.blogspot.com/"  target="_blank">http://dilma13.blogspot.com/</a></strong></p>
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		<title>PESQUISADOR CONSTATA: CRESCIMENTO DE DILMA É PERSISTENTE</title>
		<link>http://delubio.com.br/blog/2010/04/pesquisador-constata-crescimento-de-dilma-e-persistente/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 11:57:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Marcus Figueiredo]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>

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		<description><![CDATA[O pesquisador Marcus Figueiredo, um dos mais respeitados do país, tem acompanhado a evolução das pesquisas eleitorais e realizados exaustivos estudos comparativos ao longos dos últimos meses. Já publicamos trabalhos anteriores de sua lavra, amplamente confirmados pela evolução das pesquisas e dos fatos políticos. Agora, o professor Marcus Figueiredo, do DOXA/IUPERJ, constata o empata técnico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="font-family: verdana,sans-serif; text-align: justify;"><span style="font-size: x-small;">O pesquisador Marcus Figueiredo, um dos mais  respeitados do país, tem acompanhado a evolução das pesquisas eleitorais e  realizados exaustivos estudos comparativos ao longos dos últimos meses. Já  publicamos trabalhos anteriores de sua lavra, amplamente confirmados pela  evolução das pesquisas e dos fatos políticos.</span></div>
<div style="font-family: verdana,sans-serif; text-align: justify;"><span style="font-size: x-small;"><br />
</span></div>
<div style="font-family: verdana,sans-serif; text-align: justify;"><span style="font-size: x-small;"> </span></div>
<div style="font-family: verdana,sans-serif; text-align: justify;"><span style="font-size: x-small;">Agora, o professor Marcus Figueiredo, do  DOXA/IUPERJ, constata o empata técnico já configurado, a estgnação do candidato  tucano e a ascenção gradual, segura e persistente de Dilma Roussef.</span></div>
<div style="font-family: verdana,sans-serif; text-align: justify;"><span style="font-size: x-small;"><br />
</span></div>
<div style="font-family: verdana,sans-serif; text-align: justify;"><span style="font-size: x-small;"> </span></div>
<div style="font-family: verdana,sans-serif; text-align: justify;"><span style="font-size: x-small;">O gráfico reproduzido abaixo é, além de  ilustrativo, absolutamente irrespondível.</span></div>
<div style="font-family: verdana,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><br />
</span></div>
<div style="font-family: verdana,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"> </span></div>
<div style="font-family: verdana,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"> </span></div>
<div style="font-family: verdana,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"> </span></div>
<div style="font-family: verdana,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"> </span></div>
<div style="font-family: verdana,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"> </span></div>
<div style="font-family: verdana,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><a href="http://papopolitico.wordpress.com/2010/04/12/pesquisa-das-pesquisas-atualizada-serra-para-e-dilma-chega-a-empate-tecnico/"  target="_blank">http://papopolitico.wordpress.com/2010/04/12/pesquisa-das-pesquisas-atualizada-serra-para-e-dilma-chega-a-empate-tecnico/</a></span></div>
<div style="font-family: verdana,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><br />
</span></div>
<div style="font-family: verdana,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"> </span></div>
<div style="font-family: verdana,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"> </span></div>
<div style="font-family: verdana,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"> </span></div>
<div style="font-family: verdana,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"> </span></div>
<div style="font-family: verdana,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Fonte: <a href="http://papopolitico.wordpress.com/2010/04/12/pesquisa-das-pesquisas-atualizada-serra-para-e-dilma-chega-a-empate-tecnico/"  target="_blank">http://papopolitico.wordpress.com/2010/04/12/pesquisa-das-pesquisas-atualizada-serra-para-e-dilma-chega-a-empate-tecnico/</a></span></div>
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		<title>ENTREVISTA:  &#8221;O debate centrado na ética é muito bom para a gente&#8221;, afirma Dilma Rousseff</title>
		<link>http://delubio.com.br/blog/2010/04/entrevista-o-debate-centrado-na-etica-e-muito-bom-para-a-gente-afirma-dilma-rousseff/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Apr 2010 20:07:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Saiu na Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>

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		<description><![CDATA[Em sua primeira entrevista depois de sair do governo, a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou ao jornal O Estado de S.Paulo que o PT não se assusta com a discussão da questão ética &#8211; conforme proposto pelo José Serra, pré-candidato do PSDB, ao fazer um balanço de sua gestão em São Paulo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"> </span></p>
<div style="text-align: justify;"><em>Em sua primeira entrevista depois de        sair do governo, a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff,        afirmou ao jornal O Estado de S.Paulo que o PT não se assusta com a        discussão da questão ética &#8211; conforme proposto pelo José Serra,        pré-candidato do PSDB, ao fazer um balanço de sua gestão em São Paulo.        &#8220;Esse debate é muito bom para a gente&#8221;, afirmou, dando como exemplo &#8220;tudo        o que foi feito&#8221; nas operações da Controladoria-Geral da União com a        Polícia Federal. &#8220;Se teve um governo que levantou o tapete, foi o governo        Lula. Antes não apareciam denúncias, porque ninguém apurava.&#8221;</em></div>
<div style="text-align: justify;"><em> </em></div>
<div style="text-align: justify;"><em>Sem citar nomes, ela criticou a        atuação da Procuradoria-Geral da República durante o governo Fernando        Henrique. &#8220;Acabamos com a figura do engavetador-geral. Onde está o        engavetador? A União não engaveta mais nada&#8221;, disse ela. &#8220;Nos sentimos        muito à vontade em fazer essa discussão.&#8221;</em></div>
<div style="text-align: justify;"><em> </em></div>
<div style="text-align: justify;"><em>Dilma reconheceu as falhas no sistema        de saúde e propôs aumentar os investimentos em educação. Disse que os        rivais terão de mostrar propostas para o País não ficar estagnado: &#8220;O        Serra que me desculpe, mas ele não foi só ministro da Saúde. Foi ministro        do Planejamento. Planejou o quê, hein?&#8221;</em></div>
<div style="text-align: justify;"><em> </em></div>
<div style="text-align: justify;"><em>A petista concedeu a entrevista de        improviso, ao ar livre, ao final de uma caminhada pelo Parque da Península        dos Ministros, no Lago Sul, bairro onde mora. Ela foi para lá, dirigindo        seu carro, um Fiat Tipo, ano 1995, com placa de Porto Alegre. Só tinha a        companhia de Nego, seu labrador preto. Desde que deixou a Casa Civil, na        quarta-feira, Dilma caminhou todos os dias. A seguir, os principais        trechos da entrevista.</em></div>
<div style="text-align: justify;"><em><br />
</em></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>O presidente Lula disse que espera que seu sucessor faça mais pela educação. Qual sua meta para o setor?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong>Ele tem toda razão. Ele construiu um alicerce. Vamos ter que aumentar ainda mais os investimentos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Hoje, o investimento não chega a 5% do PIB. Educadores sonham com 7%. É possível investir 10%?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não vou dizer porcentual porque não sou doida, mas dá para aumentar progressivamente os investimentos. Não podemos esquecer que teremos recursos da exploração do pré-sal.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Mas a proposta de investir o dinheiro do Fundo Social do pré-sal em educação encontrou resistência no Congresso. Os partidos querem repassar os recursos para outros setores.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Aí não está certo, distorce o que pode ser o nosso passaporte para o futuro. Apostar na educação não é só uma questão de inclusão e dar suporte à inclusão social. Temos que investir em educação para sermos de fato um país de liderança mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>No debate sobre saúde, a senhora não teme enfrentar José Serra, que é um ex-ministro da área?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não tivemos na saúde, nos últimos 30 anos, um momento tão propício, como agora. Demos um grande salto quando estruturamos o SUS (Sistema Único de Saúde), ninguém pode negar. O SUS de um lado garantia a atenção básica e a partir de um certo momento, as unidades básicas de saúde, com saúde da família, que atendem a gestantes, crianças e aqueles que têm doenças como diabetes, hipertensão. E tinham os hospitais. Neste processo, entre as unidades e os hospitais não tinha nada, não tinha a média complexidade. Uma pessoa ficava em filas e filas. Isso não foi resolvido por ninguém. Acho que o grande passo foi dado com as UPAs, as Unidades de Pronto Atendimento, que garantem atenção 24 horas por dia e impedem que a fila se dê no hospital, transfere o atendimento de urgência e emergência para essas unidades. As UPAs, que estão programadas para uma população de 100 a 200 mil, chegando a 300 mil, têm níveis de cobertura diferenciada. Em vez de ir direto para o hospital, uma pessoa que teve um ataque cardíaco segue para uma UPA. A unidade faz a prevenção, dispensando a fila no hospital. Se o ferimento ou o problema não for grave pode ser tratado ali.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Mas a realidade ainda é outra&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Acho que vamos mudar esta realidade. O pessoal tem toda a razão quando se queixa. Não tinha fila no INSS? Nós não falamos que íamos acabar? Acabamos. Vamos mudar a situação da saúde.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>José Serra saiu do governo de São Paulo com um discurso focado na questão ética. Pode prevalecer esse debate no processo eleitoral?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Esse debate é muito bom para a gente. Pode olhar tudo o que foi feito. Nunca se esqueça que foi a CGU quem descobriu a máfia dos sanguessugas. Tudo foi feito pela CGU, combinado com a Polícia Federal. Se teve um governo que levantou o tapete, foi o governo Lula. Antes não apareciam denúncias, porque ficavam debaixo do tapete, ninguém apurava. Estava vendo, outro dia, um levantamento da CGU que mostra que as principais descobertas e investigações neste governo foram de casos que ocorreram em governos anteriores. A apuração das denúncias levantadas pela Operação Castelo de Areia é um caso. E acabamos com a figura do engavetador-geral. Onde está o engavetador? A União não engaveta mais nada. Nos sentimos muito à vontade em fazer essa discussão. Agora, se me perguntarem se isso rende frutos, acho que não rende. Eles pensaram que ia render em 2006. Acho que eles não podem ter só esse discurso. Vão ter que mostrar qual é a proposta para o Brasil não viver estagnado. O Serra que me desculpe, mas ele não foi só ministro da Saúde. Foi ministro do Planejamento. Planejou o quê, hein? Ali, se gestou sabe o quê? O apagão. O apagão que eu falo é o racionamento. Porque o pessoal usa um pelo outro. Racionamento é ficar oito meses sem energia.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>A senhora trabalha para estar no mesmo palanque de Ciro Gomes ainda no primeiro turno?<br />
</strong>Tenho uma relação muito forte com Ciro. Por conta do fato de termos sido ministros no primeiro mandato do presidente Lula. Foi uma época muito difícil, havia muita tensão, muitas acusações. O Ciro foi um companheiro inestimável. Ele pensa semelhante a todo o projeto do governo. Agora, o que ele vai fazer só ele pode dizer. Não tem como fazermos suposições sobre qual é o caminho político do Ciro.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>O País ficou 21 anos sob ditadura e, há 25 anos, não tem direito oficialmente à memória dos tempos do regime militar. A senhora já disse que não aceita o revanchismo. Há condições para abrir os arquivos militares?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não tem revanchismo em relação à memória. Fizemos todas as tratativas na Casa Civil, quando mandamos ofícios a todos os órgãos arquivistas existentes na República. Pedimos que entregassem os arquivos. Foi dito que tinham sido queimados. Então, que se apresentassem as provas. A Aeronáutica entregou a parte do arquivo. As demais Forças disseram que não existem arquivos. O que pudemos fazer, nós fizemos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Se a senhora for presidente, vai abrir o arquivo do CIEx, órgão de inteligência do Exército?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Brasil está bastante aberto. Depende do que vai ocorrer daqui para frente. O aperfeiçoamento da democracia não é uma coisa que se faz de uma vez por todas. Faz a cada dia. É um processo de consulta a pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Há clima favorável ao fechamento de um ciclo, à abertura do arquivo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Acho que esse ciclo está consolidado, bastante consolidado.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Qual a proposta da senhora para as Forças Armadas?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Plano de Defesa que fizemos foi uma das melhores coisas do governo Lula. Um país deste tamanho tem de aparelhar e valorizar as suas Forças Armadas, tem de ter uma estratégia de defesa. É preciso estar presente na nossa imensa costa, até porque temos a questão do pré-sal, e daí a importância dos submarinos.</p>
<div style="text-align: justify;"><strong>(Entrevista publicada pelo jornal        O Estado de S.Paulo na segunda-feira, 05 de    abril/ 2010)</strong></div>
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		</item>
		<item>
		<title>Meira, do Vox Populi: 56% dos eleitores brasileiros se dizem &#8220;de esquerda&#8221;</title>
		<link>http://delubio.com.br/blog/2010/03/meira-do-vox-populi-56-dos-eleitores-brasileiros-se-dizem-de-esquerda/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 18:25:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[Eleição Presidencial]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Vox Populi]]></category>

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		<description><![CDATA[‘Não é impossível imaginar que a Dilma ganhe no 1º turno’, diz diretor do Vox Populi Diretores dos quatro principais institutos de pesquisa do País veem cenário favorável à Dilma Jair Stangler, do estadão.com.br SÃO PAULO – O crescimento nas pesquisas eleitorais da pré-candidata do PT à Presidência, ministra Dilma Rousseff, ante a estagnação de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/FRANCISCO-MEIRA21.jpg" ><img class="aligncenter size-medium wp-image-2110" title="Francisco Meira, diretor do Instituto Vox Populi" src="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/FRANCISCO-MEIRA21-300x181.jpg" alt="Francisco Meira, diretor do Instituto Vox Populi" width="300" height="181" /></a></p>
<div>
<div>
<div>
<h3><a href="http://saraiva13.blogspot.com/2010/03/meira-do-vox-populi-56-dos-eleitores.html"><br />
</a></h3>
<div>
<p style="text-align: justify;"><strong>‘Não é impossível imaginar que a Dilma ganhe no 1º turno’, diz diretor do Vox  Populi</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Diretores dos quatro principais institutos de pesquisa do País veem cenário  favorável à Dilma</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Jair Stangler, do estadão.com.br</strong></p>
<p style="text-align: justify;">SÃO PAULO – O crescimento nas pesquisas eleitorais da pré-candidata do PT à Presidência, ministra Dilma Rousseff, ante a estagnação de seu provável adversário, o governador de São Paulo José Serra (PSDB) tem impressionado os diretores dos quatro principais institutos de pesquisa do País. Márcia Cavallari, do Ibope, João Francisco Meira, do Vox Populi, Mauro Paulino, do Datafolha e Ricardo Guedes, do Sensus, estiveram reunidos em São Paulo na tarde desta segunda-feira, 22, para debater o cenário eleitoral, em evento da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas. O professor Marcus Figueiredo, do Iuperj também esteve no debate, mediado mediado pela jornalista Cristiana Lôbo.</p>
<p style="text-align: justify;">Meira deu o palpite mais ousado da tarde: “não é impossível imaginar que a Dilma ganhe a eleição já no primeiro turno”, afirmou. Segundo ele, quando há candidatos carismáticos, a disputa se concentra mais entre as personalidades desses candidatos. Mas, para ele, nem Dilma nem Serra são carismáticos. ‘Carisma não é o nome dessa eleição’, afirmou.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele listou alguns fatores que, na sua avaliação, devem decidir a disputa eleitoral. O primeiro seria a economia: se estiver ruim, a tendência é de mudança – mas a economia é o principal trunfo do governo Lula. Em segundo, o aspecto ideológico – nesse caso, diz ele, 56% das pessoas se definem como sendo de esquerda e 30% como eleitores do PT.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, ele lembra o tempo de TV como decisivo – e a construção das alianças deve garantir um tempo maior à candidata governista. Por último ele cita algum acidente, debate ou fato inesperado que possa alterar a opinião dos eleitores.</p>
<p style="text-align: justify;">Sua avaliação é parecida com a de Ricardo Guedes, do Sensus. Segundo ele, “Dilma tem produto para mostrar, a economia. O Serra não tem. Hoje a tendência é muito mais pró-Dilma”.</p>
<p style="text-align: justify;">Cautela</p>
<p style="text-align: justify;">Já Márcia Cavallari, do Ibope, e Mauro Paulino, do Datafolha, adotaram um pouco mais de cautela em suas exposições, embora tenham admitido cenário favorável à Dilma. Os dois usaram a mesma expressão para definir o caso: “pesquisa é diagnóstico, não prognóstico”.</p>
<p style="text-align: justify;">“O comportamento do eleitor não é matemático. A campanha ainda tem muita coisa para acontecer. O que a gente sabe é que o eleitor se sente muito confortável de ter votado no Lula e agora fazer essa avaliação de que acertou. Ele pensa: ‘Acertei, e o País está tendo avanços’. O eleitor considera que os avanços foram muito mais profundos no governo Lula. A comparação com o governo FHC é prejudicial para o Serra”, afirmou a diretora do Ibope.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com Márcia, um terço está com Serra, um terço está com Dilma e um terço que vai decidir a eleição. Reservadamente, porém, ela destacou que não só a Dilma está crescendo, como há tendência de queda de Serra, ainda que dentro da margem de erro.</p>
<p style="text-align: justify;">Já Paulino lembrou que na pesquisa Datafolha de dezembro de 2009, 15% dos eleitores não sabiam que a Dilma era a candidata do Lula, mas queriam votar na candidata do Lula. “E o que nós observamos em fevereiro, é que ainda há margem de crescimento para Dilma”, afirmou.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo ele, a dúvida é saber se Dilma vai transmitir ao eleitorado que tem a mesma capacidade de administração que o Lula tem.”O eleitor vai poder comparar Serra com Dilma, Dilma com Lula”.</p>
<p style="text-align: justify;">Paulino ainda defendeu que os institutos divulguem sempre sua base de dados, sua metodologia. “A pesquisa não faz prognóstico, mostra o que acontece naquele dia. Na pesquisa de véspera, [Paulo] Maluf ainda estava na frente da [Luíza] Erundina [na eleição para a prefeitura de São Paulo, em 1988, vencida por Erundina]. Deixar de iludir quem consome pesquisa: a gente faz diagnóstico”, afirmou.</p>
<p style="text-align: justify;">Já o professor Marcus Figueiredo, do Instituto Universitário do Rio de Janeiro (Iuperj), também presente ao debate, previu um repeteco de 2002, caso o deputado federal Ciro Gomes (PSB) continue na disputa, com o cearense brigando com Serra. Para Figueiredo, “Serra e Dilma são igualmente antipáticos e igualmente feios. Ideologicamente estão muito próximos. O projeto deverá ser exatamente o mesmo”.</p>
<p style="text-align: justify;">Erros em pesquisa</p>
<p style="text-align: justify;">Meira foi questionado também pelo fato de o Vox Populi ter apontado, em 2006, vitória de Paulo Souto (então PFL) no primeiro turno, contra o petista Jaques Wagner, que acabou vencendo as eleições em segundo turno. “Às vezes você erra. Só que você nunca ouve um médico dizendo qual a margem de erro de uma operação de apendicite. O pessoal respondia que queria Paulo Souto, mas já estava pensando em mudar de ideia. Mas eu não estava perguntando para ele se ele queria mudar de ideia”, justificou.</p>
<p style="text-align: justify;"><a target="_blank" href="http://saraiva13.blogspot.com/2010/03/meira-do-vox-populi-56-dos-eleitores.html?utm_source=twitterfeed&amp;utm_medium=twitter" >Publicado no Blog do Saraiva</a></p>
</div>
</div>
</div>
</div>
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		<title>Agora é Lula aqui e Dilma, lá</title>
		<link>http://delubio.com.br/blog/2010/03/agora-e-lula-aqui-e-dilma-la/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 03:28:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Sérgio Nobre]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[Eleição Presidencial]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>

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		<description><![CDATA[Por: Sérgio Nobre Dirigente sindical defende candidatura da Ministra Dilma Rousseff Lula é um visionário e não costuma errar em suas escolhas. Quando ele começou a falar publicamente que Dilma Rousseff era o melhor nome para sucedê-lo na Presidência da República muitos duvidaram, outros até torceram o nariz. A oito meses das eleições, as pesquisas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/Lula-Assembleia-no-ABC.jpg" ><img class="aligncenter size-medium wp-image-2012" title="Lula  Assembleia no ABC" src="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/Lula-Assembleia-no-ABC-300x210.jpg" alt="Lula  Assembleia no ABC" width="300" height="210" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Por: Sérgio Nobre</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> <em>Dirigente sindical defende candidatura da Ministra Dilma Rousseff </em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Lula é um visionário e não costuma errar em suas escolhas. Quando ele começou a falar publicamente que Dilma Rousseff era o melhor nome para sucedê-lo na Presidência da República muitos duvidaram, outros até torceram o nariz. A oito meses das eleições, as pesquisas provam que ele tinha razão. Dilma já ameaça a liderança do candidato tucano que se segurou até agora por conta do recall de seguidas disputas eleitorais. Como as intenções de voto em Dilma tendem a crescer, já nas próximas pesquisas a petista deve ultrapassar um encurralado Serra, que nem sequer assumiu a candidatura.</p>
<p style="text-align: justify;">O presidente acertou: Dilma Rousseff é, sim, o melhor nome para assumir o cargo hoje ocupado por esse ex-metalúrgico que se tornou uma das lideranças mais populares e influentes do mundo na atualidade. Além da confiança e apoio incondicionais de Lula, a ministra está credenciada a comandar o Brasil a partir de 2011 porque competência e trabalho marcaram toda a sua trajetória, em especial, no governo federal, onde se tornou (por mérito) o braço direito de Lula.</p>
<p style="text-align: justify;">Está mais que na hora de uma mulher comandar este País, ainda mais quando ela tem, além de muita capacidade, um passado de luta pela democracia e um presente de respeito à classe trabalhadora.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem mais e melhor poderá garantir a continuidade e consolidação de todas as realizações cravadas pelo governo Lula desde 2003? A resposta é Dilma, porque Lula a conhece bem e acredita que ela tem capacidade para consolidar programas como o Bolsa Família, que atende 13 milhões de lares, além de ações certeiras que tiraram 20 milhões de brasileiros da pobreza e garantiram empregos com carteira assinada a 12 milhões de trabalhadores. E ainda tem o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que está nas (boas) mãos dela.</p>
<p style="text-align: justify;">Competente e democrata, Dilma, assim como Lula, sabe que apenas a distribuição de renda, o respeito e o compromisso com a classe trabalhadora garantirão um Brasil melhor e mais justo socialmente.</p>
<p style="text-align: justify;">Dilma tem o apoio de quem produz e pode, pela primeira vez em uma eleição, unir as seis centrais sindicais brasileiras em torno da sua candidatura. A ministra ouve e respeita a classe trabalhadora. Provou isso quando atendeu o chamado do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e veio à Região participar do seminário “O ABC do Diálogo e do Desenvolvimento”, que foi determinante para o enfrentamento da crise e do desemprego, por conta das diretrizes aqui construídas.</p>
<p style="text-align: justify;">Até a fama de durona e mandona reforçam as competências de Dilma. Corajosa, ela não se abate com ataques machistas da oposição e da mídia que, sem críticas reais a fazer, remexem seu passado sem qualquer respeito à luta que ela travou para que essa mesma oposição e mídia tivessem liberdade de expressão. Tentam macular as virtudes de uma mulher que foi torturada nos porões da ditadura na luta que garantiu a muitos brasileiros, inclusive da oposição, o direito de voltar de seus auto-exílios.</p>
<p style="text-align: justify;">Está em nossas mãos transformar em realidade o desejo já amplamente expresso por Lula de fazer da ministra a sua sucessora na Presidência da República.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao fim do seu segundo governo, Lula, como sempre disse, voltará para São Bernardo. Aqui será aclamado pelos trabalhadores, pelo PT, pelo movimento sindical e pelo município hoje administrado por Luiz Marinho, ex-sindicalista que governa a cidade sob os mesmos princípios de justiça social. O presidente regressará certo de que fez um excelente trabalho e com a aprovação de quase 90% da população. Um índice recorde que só ratifica o que ele costuma dizer: “Quem sabe produzir também sabe governar”.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o presidente voltará ao ABCD mais tranqüilo se em seu lugar no Palácio do Planalto ficar alguém que garanta o prosseguimento e a consolidação das conquistas do seu governo. E essa pessoa é Dilma Rousseff. Ela é a sucessora dos sonhos de Lula e dos nossos também. Cabe a nós ajudar Lula a eleger Dilma.</p>
<p>*    <strong>Sérgio Nobre</strong>, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC</p>
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		<title>Pesquisa CNT/Sensus: Lula tem avaliação ainda mais alta e Dilma em empate técnico com José Serra</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 14:33:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CNT/Sensus]]></category>
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		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>

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		<description><![CDATA[Brasília, 1º/02/2010 AVALIAÇÃO DO GOVERNO A avaliação positiva do Governo Luiz Inácio Lula da Silva situa-se em 71,4% e a negativa, em 5,8%. Em novembro de 2009, a positiva situava-se em 70,0% e a negativa, em 6,2%. A aprovação do desempenho pessoal de Lula situa-se em 81,7% e a desaprovação em 13,9%. Em novembro de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=":u6">
<div>
<p style="text-align: justify;">Brasília, 1º/02/2010</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>AVALIAÇÃO DO GOVERNO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A avaliação positiva do Governo Luiz Inácio Lula da Silva situa-se em 71,4% e a negativa, em 5,8%. Em novembro de 2009, a positiva situava-se em 70,0% e a negativa, em 6,2%.<br />
A aprovação do desempenho pessoal de Lula situa-se em 81,7% e a desaprovação em 13,9%. Em novembro de 2009, a aprovação do desempenho pessoal de Lula situava-se em 78,9% e a desaprovação, em 14,6%.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
ELEIÇÕES 2010 – 1º TURNO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Pesquisa CNT Sensus quis saber em quem o eleitor brasileiro votaria (em votação espontânea) para Presidente da República em 2010: Lula, 18,7%; Dilma Rousseff, 9,5%; José Serra, 9,3%; Aécio Neves, 2,1%; Marina Silva, 1,6%; Ciro Gomes, 1,2%; outros, 1,9%; branco e nulo, 2,6%.</p>
<p style="text-align: justify;">Propusemos, também, duas listas (pesquisa estimulada), cujos resultados foram os seguintes:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #ff0000;">Primeira lista:</span></strong> José Serra, 33,2%; Dilma Rousseff, 27,8%; Ciro Gomes, 11,9%; Marina Silva, 6,8%; sem candidato, 20,4%. Em novembro de 2009, os índices eram, respectivamente, 31,8%, 21,7%, 17,5%, 5,9% e 23,2%</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><br />
<strong>Segunda lista:</strong></span> José Serra, 40,7%; Dilma Rousseff, 28,5%; Marina Silva, 9,5%; sem candidato, 21,4%. Os números em novembro de 2009 eram, respectivamente, 40,5%, 23,5%, 8,1% e 28,0%.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ELEIÇÕES 2010 – 2º TURNO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Pesquisa CNT Sensus fez simulação, também, para um eventual segundo turno para a Presidência da República:<br />
Primeira opção: José Serra, 44,0%; Dilma Rousseff; 37,1%; sem candidato, 19,0%. Em novembro de 2009 os números eram: 46,8%, 28,2% e 25,1%, respectivamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Segunda opção: José Serra, 47,6%; Ciro Gomes, 26,7%; sem candidato, 25,8%. Os números em novembro de 2009 eram: 44,1%, 27,2% e 28,7%, respectivamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Terceira opção: Dilma Rousseff, 43,3%; Ciro Gomes, 31,0%; sem candidato, 25,8%. Os números em novembro de 2009 eram: 31,5%, 35,1% e 33,5%, respectivamente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>LIMITE DE VOTO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Pesquisa CNT Sensus mediu, ainda, o limite de voto dos potenciais candidatos à Presidência da República:<br />
Para 17,9%, Dilma Rousseff é a única candidata em quem votariam; já para 38,5%, Dilma é uma candidata em quem poderiam votar; 28,4% disseram que não votariam de jeito nenhum e 9,4% não conhecem/não sabem quem é.<br />
Para 15,4% dos entrevistados, José Serra é o único candidato em quem votariam; para 45,4%, um candidato em quem poderiam votar; 29,7% não votariam de jeito nenhum e 4,1% não conhecem/não sabem quem é.<br />
Para 8,2%, Ciro Gomes é o único candidato em quem votariam; para 47,3%, um candidato em quem poderiam votar; 30,3% disseram que não votariam de jeito nenhum e 7,8% não conhecem/não sabem quem é.<br />
Para 6,9%, Marina Silva é a única candidata em quem votariam; para 23,4%, uma candidata em quem poderiam votar; 36,6% não votariam de jeito nenhum e 27,2% não conhecem/não sabem quem é.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
NÍVEL DE INFORMAÇÃO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Pesquisa CNT/Sensus quis saber como o brasileiro vê o seu próprio nível de informação: 55,6% se consideram mais ou menos informados; 24,7% pouco informado e 19,2% muito informado. Em março de 1998, os índices eram, respectivamente, 56,0%, 30,0% e 13,0%.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SATISFAÇÃO COM O PAÍS</strong></p>
<p style="text-align: justify;">48,0% dos entrevistados disseram que o seu nível de satisfação com o país, nos últimos seis meses, está aumentando; para 37,4%, continua igual e para 13,9%, está diminuindo. Em março de 1998, esses índices eram, respectivamente, 15,0%, 47,0% e 36,0%.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ORGULHO DE SER BRASILEIRO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O orgulho por ser brasileiro tem aumentado, nos último seis meses, para 52,8% dos entrevistados; para 38,5%, continua igual e para 7,8%, tem diminuído. Em setembro de 1998, os índices eram 26,0%, 59,0% e 12,0%, respectivamente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ANO ELEITORAL</strong></p>
<p style="text-align: justify;">42,1% dos entrevistados pela Pesquisa CNT/Sensus disseram ter um interesse médio pelas eleições presidenciais deste ano; 31,3% disseram não ter interesse algum e 25,5%, que têm muito interesse. Em março de 2002, esses índices eram, respectivamente, 35,9%, 45,5% e 17,9%.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ESCOLHA DO PRESIDENTE</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Pesquisa CNT Sensus quis saber o que o eleitor leva mais em conta na hora de votar para presidente da República: 55,5% disseram que a própria opinião; 14,2%, a opinião de amigos e parentes; 13,8%, o que veem na televisão; 6,3%, a propaganda eleitoral gratuita; 3,9%, o que sai nos jornais; 2,5%, o que ouvem no rádio e 2,2%, a opinião do seu líder religioso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>AVALIAÇÕES SETORIAIS</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Foi pedido ao entrevistado que avaliasse, por meio de notas (de zero a dez), cinco setores de atuação do governo federal, com o seguinte resultado (média): escola pública, 6,5; transporte, 5,8; rede pública de saúde, 5,1; estradas, 5,1 e segurança pública, 4,9.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CONFIANÇA NAS INSTITUIÇÕES</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quisemos saber ainda qual é o grau de confiança do brasileiro nas instituições: 69,8% disserem confiar sempre ou na maior parte das vezes nas Forças Armadas; 49,8%, na imprensa; 40,1%, no governo; 37,8%, na Justiça; 37,5, na Polícia; 36,0%, no Serviço Público; e no Congresso Nacional, 9,3%.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PENA DE MORTE</strong></p>
<p style="text-align: justify;">55,2% dos entrevistados disseram se contra a pena de morte e 41,2%, a favor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>LEGALIZAÇÃO DO ABORTO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">73,5% são contra a legalização do aborto e 22,7%, a favor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CIGARRO E BEBIDA ALCOOLICA</strong></p>
<p style="text-align: justify;">74,1% são contrários ao uso do cigarro ou de qualquer outro tipo de fumo e 67,4%, ao uso de bebidas alcoólicas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PROBLEMAS DO PAÍS</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A violência e a criminalidade são o que mais incomodam 22,9% dos brasileiros, seguidos das drogas (21,2%), do desemprego (19,0%), da falta de oportunidades de trabalho (8,0%) e do sistema de saúde (6,7%).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ECONOMIA/TRABALHO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">48,9% dos entrevistados pela Pesquisa CNT Sensus já pensaram em trabalhar por conta própria e 27,9% já trabalham dessa maneira. Dos que trabalham, 52,2% estão satisfeitos.<br />
Uma boa formação profissional é, para 50,0%, o mais importante para se conseguir um emprego; para 26,9%, o mais importante é ter estudo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IMPOSTOS E SERVIÇOS</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os impostos, no Brasil são altos, para 86,8% e os serviços públicos prestados, se comparados com a carga tributária brasileira, para 81,3%, são ruins/regulares.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VIOLÊNCIA E CRIMINALIDADE </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para 40,6% dos entrevistados, a cidade onde moram é pouco ou nada violenta; enquanto 33,0% a consideram violenta.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CORRUPÇÃO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">69,4% entendem que a corrupção está aumentando no Brasil; para 21,8%, a corrupção continua como sempre esteve. Em setembro de 1998, esses índices eram, respectivamente, 56,0% e 32,0%.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>UNIFICAÇÃO DAS POLÍCIAS</strong></p>
<p style="text-align: justify;">68,5% dos entrevistados são favoráveis à unificação das polícias militar e civil.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>LAZER</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Assistir TV é para 27,5% a principal fonte de lazer; para 12,2%, é viajar; para 7,9%, jogar futebol; para 7,1%, ouvir música; para 6,9%, ir à praia, e para 6,4%, dançar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ASSOCIATIVISMO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Pesquisa CNT Sensus quis saber se o brasileiro é ligado a algum tipo de associação (sindicato, partido político, ONG etc.): 82,5% responderam que não.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>INTERNET</strong><br />
24,2% dos entrevistados têm computador e fazem uso da internet em casa e 14,3% em casa e no trabalho.<br />
28,6% responderam, também, que pretendem adquirir um computador nos próximos 12 meses.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Com relação às intenções de voto para as eleições presidenciais, a ministra Dilma Roussef apresenta crescimento em todos os cenários, aparecendo em primeiro lugar pela primeira vez na pesquisa espontânea.</p>
<p style="text-align: justify;">Na primeira lista estimulada para o primeiro turno a pré-candidata do PT cresce 6,1% em relação à pesquisa de novembro de 2009; e 5% na segunda lista.</p>
<p style="text-align: justify;">Os resultados demonstram que o nome de Dilma Roussef vem crescendo na disputa e consolida-se como candidata competitiva.</p>
<p style="text-align: justify;">A popularidade do presidente Lula e seu governo continua em alta, o que pode ser explicado, mais uma vez, como conseqüência dos bons números da economia, os resultados positivos das políticas sociais do governo e o alto índice de emprego.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Fonte: CNT\SENSUS </strong></em></p>
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