Alan Borges

Sem contradições, sejamos coerentes


O PT como muitos anunciaram não ruiu. Não acabou. Tão pouco perdeu a sua força política no país. As afirmações de que “o PT está acabado”, insistentemente anunciadas não se materializaram.

Atualmente a sociedade brasileira depara-se com uma realidade saborosa, o operário que tanto criticavam vem conseguindo transformar a realidade de milhões de pessoas. Lembro-me bem dos discursos da oposição ao PT e ao governo contra a idoneidade de seus articuladores. Posto isso, ressalto: será que era realmente aquele o Brasil militar que queríamos, ou o Brasil dos planos cruzeiro/cruzado/cruzado novo, ou mesmo aquele do famoso incidente dos caras pintadas ou será que gostaríamos de rever o país gerido por aqueles que pautaram e aprovaram a emenda da reeleição presidencial e venderam o capital nacional em privatizações desonrosas?

Tenho a certeza que o Brasil que queremos ainda esta longe de materializar-se, entretanto, o governo que valoriza a diversidade dos povos, pauta a consolidação dos direitos humanos, o protagonismo da juventude, a diversidade de gênero, a distribuição de renda, as políticas do campo, a revolução da educação pública não pode ser igualado aos que o antecederam.

Eu não conheço pessoalmente o companheiro Delúbio Soares, contudo defendo seu retorno ao Partido dos Trabalhadores refutando toda e qualquer censura.

O nosso PT deve demonstrar maturidade política fidedigna da densidade que tem entendendo que cometemos um equívoco aonde somos responsáveis, portanto, a individualização da falha coopera com os intuitos alheios menos com os do Partido dos Trabalhadores.

Boa sorte e que o PT vote pela sua volta.

Alan Borges

Foi Vice-Presidente da UBES 2005-2007