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PED 2013: O PT E SUA MISSÃO HISTÓRICA

PED 2013:  O PT E SUA MISSÃO HISTÓRICA
Delúbio Soares (*)
O Partido dos Trabalhadores deu exemplo inquestionável de democracia interna ao levar seus filiados às urnas e promover a escolha direta de seus quadros dirigentes. No PED (Processo de Eleições Diretas) de 2013, milhares de companheiros de todas as regiões do Brasil compareceram às urnas para eleger seus representantes na direção partidária. Intenso e produtivo debate, promovido pelos candidatos em todos os níveis de representação, permeou a jornada.
O processo de escolha democrático e transparente, com a inclusão absoluta de todos os filiados, é uma prática exclusiva de nosso partido, que oxigena sua estrutura e promove uma intensa convivência entre as bases que o sustentam como a maior e mais popular força política do Brasil.
Tendo nascido como experiência pioneira e audaciosa de um partido que propunha mudar o Brasil, o PED foi se tornando um instrumento efetivo de maior democratização da nossa vida partidária e um chamamento ao debate político maduro e profundo, onde se discute o papel da legenda frente à sociedade e aos reclamos do país. Em verdade, o PED é a constatação da maturidade de um partido de lutas e sua inquestionável missão histórica, a da emancipação política, social e econômica do bravo povo brasileiro.
Nenhuma outra agremiação partidária, em tempo algum durante toda nossa história republicana, teve a coragem de tomar tal iniciativa, nivelando por cima os seus filiados, dando-lhes voz e respeitando-lhes o voto, tornando cada um deles, do Rio Grande do Sul até Roraima, nas pequenas cidades ou nas metrópoles, o ator principal dos destinos do partido. Assim, temos companheiros que professando idéias diferentes e defendendo as mais variadas teses, se unem em torno do ideal maior de mudar o Brasil, de consolidar as conquistas da classe trabalhadora e a democracia como nosso regime de governo, de forma sólida e duradoura.
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A reeleição do companheiro Rui Falcão – com expressivos 70% dos votos num total de mais de 420 mil votantes – assume importância singular pelas circunstâncias em que se dá: é a aprovação eloquente das bases petistas à firmeza da atual direção partidária e a sinalização de que devemos continuar percorrendo o mesmo caminho de lutas, sem retroceder e sem contemporizar com interesses menores na defesa do programa partidário.
Com Rui Falcão, que venceu com folga em quase todas as unidades da Federação, disputaram a presidência do Partido dos Trabalhadores outros valorosos companheiros, que já cerram fileiras em torno dos ideais maiores que defendemos e que tem no presidente Lula e na presidenta Dilma suas maiores expressões.
O companheiro presidente Rui Falcão, cuja amizade muito nos orgulha, foi claro – como é de seu estilo franco e direto – ao elencar as metas a serem atingidas nessa nova quadra da atividade partidária: “reeleger Dilma, melhorar comunicação, atrair jovens e movimentos sociais são prioridades do PT”, disse ele.
A grande afluência de petistas às urnas, revestindo de inequívoco sentido histórico a reeleição da atual presidência, é a prova maior da vitalidade de nossa militância, de seu comprometimento com a luta e da disposição de seguir adiante, avançando e defendendo as conquistas de nosso povo ao longo da última década. Somos o partido que se identifica com os trabalhadores, as mulheres, as crianças, as minorias, os negros, os estudantes, os empresários comprometidos com o social, os agricultores e produtores rurais, além de todos aqueles segmentos sociais que tem por objetivo um país melhor.
Os petistas sabem da importância do papel de nosso partido nesse período virtuoso, os dois mandatos de Lula e o de Dilma, quando ocorreram as mais profundas transformações em nossa estrutura social, com a inclusão de 40 milhões de brasileiros que deixaram a miséria e a pobreza e passaram a integrar uma nova e poderosa classe média, fazendo do velho Brasil, rico e injusto, um país mais fraterno e com uma sociedade mais justa e feliz.
A direção nacional do partido aprovou como sendo uma de suas prioridades o estreitamento de nossas relações com os movimentos sociais e populares: “neste sentido nada mais natural do que procurássemos os dirigentes da CUT e do MST para buscar essa aproximação, trocar pautas, ver agendas e reivindicações comuns. Foram encontros muito produtivos”, reafirmou o presidente Rui Falcão.
O PT reafirmou à CUT sua disposição de caminhar conjuntamente e também a solidariedade do partido com relação à histórica reivindicação da jornada de seis horas de trabalho sem redução dos salários, além de manifestar apoio irrestrito a outras pautas, como o fim do imposto sindical. Há uma pauta ampla da CUT que se confunde com as bandeiras de luta do PT.
E com os companheiros do MST e todos os trabalhadores rurais do país, reafirmou-se o compromisso do PT com a continuidade do processo de reforma agrária, com os programas de agricultura familiar e as justas reivindicações a respeito da anistia das dívidas dos pequenos agricultores.
Nas urnas, em exemplar acontecimento de cunho democrático, sobrepondo-se aos que praticam a velha política dos partidos fechados tanto à realidade do país quanto aos seus movimentos sociais, o PT mostrou sua grandiosa diferença, sua vitalidade espetacular, seu inquebrantável espírito de luta.
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Nada fará retroceder a legenda que em pouco mais de três décadas de existência sacudiu as estruturas de um Brasil destroçado pelas três sucessivas quebras no governo neoliberal de FHC, recuperando-lhe a perdida credibilidade internacional e a autoestima estraçalhada.
Nosso compromisso com os brasileiros é tamanho e nossa fé nos ideais que professamos é de tal forma grandiosa, que os imensos sacrifícios pessoais, os ódios que atraímos e as perseguições covardes das quais somos vítimas nada representam diante da responsabilidade que os brasileiros nos depositam, de forma crescente a cada eleição, fazendo do PT o mais querido, admirado e respeitado partido da história do Brasil.
Viva o PT! Viva o Brasil!
(*) Delúbio Soares é professor
 

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