Sônia Ferreira, com Agência Estado
Foi-se a época em que as mulheres achavam que “dinheiro é coisa de homem”. Elas estão cuidando mais de seu dinheiro, ou pelo menos caminham nessa direção. É o que indicam uma pesquisa exclusiva da Sophia Mind – empresa especializada em análises do comportamento feminino e braço do grupo de comunicação que criou o site Bolsa de Mulher – e testemunhos de profissionais de finanças.
O principal resultado da enquete – realizada pela internet no início do ano, com 1.437 entrevistadas, entre 25 e 50 anos, das cinco regiões do Brasil – é que menos da metade das mulheres (46%) possui algum tipo de investimento.
Segundo o levantamento da Sophia Mind, o principal objetivo das mulheres para fazer investimentos de longo prazo é a compra ou reforma de imóvel (41%), principalmente entre aquelas na faixa dos 25 a 30 anos (49%).
Poucas são as que se preocuparam com a aposentadoria (15%), item que está em segundo lugar no ranking da pesquisa e tem adesão maior entre mulheres acima de 40 anos (19%).
Por comodidade e/ou falta de informação, as mulheres deixam de apostar em opções mais atrativas, que poderiam engordar mais seus rendimentos. De acordo com a pesquisa da Sophia Mind, a poupança é a aplicação mais procurada entre elas (73%).
Os títulos de capitalização, que os especialistas em finanças nem consideram um investimento, são bem aceitos por uma fatia significativa (13%), só perdendo para previdência privada e imóveis. “Esse é um produto vendido pelo banco, que está atrelado a sorteios, mas que não rende quase nada”, alerta Andrea Assef, jornalista especializada em finanças pessoais.
Finalmente, porém, muitas estão se dando conta da importância de desbravarem o mundo do mercado de capitais, lançando seu dinheiro em outros investimentos mais rentáveis e também de maior risco.
É com esse pensamento que a empresária Sandra Mendez faz aplicações no mercado de capitais há seis anos. Ela conta que, no começo não queria se arriscar.
Mas depois estudou e passou a acompanhar bem o mercado de ações e percebeu que ele é muito rentável. “Agora sou uma consumidora esclarecida e nem me assusto com o sobe-e-desce do mercado. Apenas não coloco todas as minhas economias numa única cesta”, ensina. (Sônia Ferreira, com Agência Estado)





