Uma grande mulher com nome de estrela

 

Não por acaso, na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, Dalva Oliveira se foi de nós. Não passou simplesmente pela vida: deu amplo sentido à sua existência. Viveu cada momento lindamente, acreditando em seus ideais e empunhando com impressionante coragem a bandeira do partido de seu coração, o PT.

Advogada competente, militante dos direitos humanos, guerreira, amiga generosa e solidária, nos mais duros momentos, nas horas de provação e de dor, quando poucos estiveram nas trincheiras, a presença firme e discreta, a figura decidida e correta, a mulher corajosa e combativa que foi Dalva estava lá, ao lado de Delúbio, ao lado de tantos outros companheiros que sentiram o peso da injustiça, dos que travavam os mais duros embates e se recusavam a aceitar – como não aceitaram – a infâmia, a manipulação da verdade dos fatos, a mentira.

Nossa querida e já saudosa Dalva não tinha nome de estrela por mera coincidência… Agora brilha na memória e no coração de quem crê e de quem luta por um Brasil mais justo e um mundo melhor.

Não façamos um minuto de silêncio por Dalva. Com absoluta certeza, ela detestaria. Levemos a vida adiante por ela. É a melhor forma de homenagear a mulher que nunca pediu licença para ser PT. De corpo, alma e coração.

Para você, Dalvinha, o verso definitivo de “Memória”, do mestre Drummond:

Mas as coisas findas

Muito mais que lindas

Essas, ficarão”

4 comentários

  1. diva pasotti valente /

    Uma única vez vi Dalva e conversamos muitas horas seguidas, as quais me bastaram para fazer dela uma “amiga de infância” e admiradora. Foi uma estrela, um cometa que passou pela minha vida, deixando o rastro do seu brilho. Até um dia, Dalva!

  2. Dani Tristão /

    Linda homenagem Delúbio!!!

  3. Monica /

    Dalva, a estrela que me salvou da noite de 2005
    Hoje estou muito triste, por que a Dalva se foi……Não faz muito tempo que tive o privilégio de me tornar sua amiga, tem só 5 anos. Ela não me conhecia, mas eu, claro que eu a conhecia, era uma figura que eu via nas atividades da luta da anistia, depois nos primórdios do PT, depois na construção do partido, nas campanhas eleitorais, nos encontros e congressos….Uma mulher bonita, inteligente, militante, batalhadora, alegre….
    Uma noite em 2005, em um ato de desagravo ao Zé Dirceu, estava eu sentada no fundo do plenário da Câmara Municipal de São Paulo, ela chegou perto e me perguntou se eu era a Mônica, companheira de Delubio. Ao ouvir minha confirmação, me abraçou forte por um longo tempo e me disse palavras de solidariedade, de companheirismo, de compreensão do momento político e do compromisso leal de Delubio para com o PT e para com nosso projeto. Docemente, com aqueles profundos e sábios olhos azuis, pediu-me para transmitir essas mesmas palavras ao Delubio, pessoa que ela conhecia de longe, das reuniões, encontros e congressos do PT…. Posso dizer que aquilo foi uma benção, uma luz para mim: muito pouca gente , naquela altura, foi capaz de me dar uma alegria tão intensa, uma paz de espírito tão profunda, uma esperança tão forte de que um dia mais gente teria essa mesma compreensão política do que estava acontecendo, de fato. Aliás, naquela mesma noite, alguns poucos militantes fizeram o contrário…. se afastavam, olhavam torto….De soslaio, vi que algumas pessoas a criticaram por esse gesto. Ela, pelo que eu soube depois, deu de ombros. Tornamos-nos amigas, e então pude conviver um pouco mais com ela, por um curtíssimo período de tempo. O que são 5 anos?! Nada para uma amizade dessa qualidade!
    Posso dizer que Dalva , naquele dia, com aquele gesto, salvou minha alma, reacendeu minha esperança e minha fé na humanidade, para que eu pudesse vencer não só o medo, mas também o ódio e a desilusão. Não sei se algum dia eu contei isso a ela. Devo ter mencionado, é claro, mas hoje, que ela partiu, estou muito muito triste, por que penso que devia ter dito isso a ela com mais ênfase, mais vezes, mais dias e que devia ter agradecido a ela um milhão de vezes por ela existir e por aquele seu gesto. Nós, seus amigos, o PT, seu partido, devemos muito a ela. Eu devo muito a ela, ela me salvou naquela noite em 2005; ela me salvou da noite de 2005.

  4. sandra cabral /

    Delúbio, apesar de tudo ou por causa de tudo, cada vez eu me convenço mais de como vc é uma pessoa especial. Não fosse por toda a solidariedade e lealdade de seus amigos e pelo respeito até de adversários, a amizade e dedicação de Dalva a vc já me dariam essa certeza. Esta estrela brilhará pra sempre em nossos corações! DESCANSE EM PAZ QUERIDA, nos manteremos firmes aqui!

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