* Marcos Coimbra
Estamos vivendo, neste começo de ano, um período de inquietação dentro das oposições. Seja em seus representantes políticos e nas lideranças da sociedade civil que se alinham com elas, seja na parcela da opinião pública que não gosta do governo, é nítida a perplexidade. As coisas não estão acontecendo como esperavam. Ao lado daqueles que nunca o aceitaram, Lula passou a ter, nos últimos anos, uma aprovação quase que a contragosto, característica da classe média com alguma informação. Na maior parte das vezes, vinda de pessoas que jamais votaram nele, sequer no segundo turno de 2006, mas que se viam como que constrangidas a concordar que seu governo tem lá alguns méritos. Talvez se sentissem fora de lugar, quando eram informados dos recordes de popularidade que Lula batia a cada pesquisa. Talvez colocassem em dúvida suas próprias antipatias, ao saber que nunca antes, na história deste país, um presidente brasileiro fez tanto sucesso mundo afora. Daí a aceitar que ele fosse capaz da proeza de eleger alguém como Dilma, no entanto, a distância é grande. Uma coisa é reconhecer, ainda que com várias ressalvas, suas qualidades. Outra é se conformar com a possibilidade de ele continuar a ser o que é por mais alguns anos.
Ou seja, enquanto perdurou, entre essas pessoas, a sensação de que o fim do lulismo estava próximo, o cenário podia ser complicado, mas era suportável. Tudo de que desgostavam ainda existia, mas tinha data marcada para acabar. A larga vantagem de Serra nas pesquisas funcionou como uma espécie de seguro de que a hegemonia de Lula na política brasileira, com tudo que dela decorre, não continuaria. Lendo-as apressadamente, muita gente ficou com a impressão de que Dilma estava fadada a perder a eleição. Alguns foram ao ponto de assegurar que isso já estava definido, o que soou como música para os desafetos do governo, mas não era verdade Nenhuma pesquisa nunca disse isso. Ao contrário, todas sempre apontaram o largo potencial de crescimento da ministra, que permanecia atrás nas intenções de voto apenas por ser menos conhecida que alguns dos outros candidatos e ainda pouco associada a Lula e à ideia de continuidade. Enquanto Dilma estava “empacada”, distante de Serra, superada por Ciro, perdendo para Heloísa Helena e Aécio, as oposições não viram motivos para se inquietar. Cada pesquisa nova era recebida com alegria, como se decretasse que a “transferência de Lula para Dilma” era balela, um cálculo político mal feito, fruto da onipotência presidencial. Agora, no entanto, depois da divulgação das primeiras pesquisas feitas em 2010, o panorama mudou. Nos meios políticos, a discussão deixou de ser a respeito de se Lula vai ou não precisar de um plano B e passou a ser sobre quando Dilma assumirá a dianteira. Essa mudança de cenário provoca reações compreensíveis dentro das oposições, nelas incluída a mídia simpática às suas lideranças e propostas. Como tudo na eleição de 2010, também o recrudescimento do debate, típico do clima de reta final de campanha, está sendo antecipado. Os ataques continuados e não justificados ao Bolsa-Família são um exemplo. Talvez tenha sido Lula quem puxou a fila da incivilidade na campanha, mas, muito provavelmente, fez isso de caso pensado. Ao polemizar em tom agressivo com as oposições, ele torna mais difícil para elas poupá-lo de suas críticas e concentrar o fogo em Dilma. Fazendo o oposto do que fazem alguns governantes, que se orgulham de posar como magistrados e preferem se colocar “acima” da disputa eleitoral, Lula sobe no palanque (quem não o faria, sabendo que é aprovado por mais de 80% da população?). Assim, reitera que a oposição tem que alvejá-lo, coisa que ela preferiria não ser obrigada a fazer. Enquanto Lula dá mostras de estar a cada dia mais tranquilo, as inquietações da oposição fazem com que ela se confunda e emita sinais errados para a opinião pública. Existe exemplo maior que Aécio ser apresentado como vice de Serra a toda hora? Apenas para que ele o desminta? Apenas para que Serra se fragilize, seja percebido como alguém que só tem chance se Aécio for seu vice?
* Sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
Fonte: Correio Braziliense





Prezado Marcos Coimbra, boa tarde.
Difícil comentar sobre seu artigo, sobre o que foi escrito, expressado, pois também imagino toda essa situação da mesma forma. Conheci o prestígio e a sabedoria do nosso líder e Presidente Lula ainda nos tempos de estudante na querida São Bernardo do Campo. O futuro ´áquela época é este que hoje testemunhamos. O progresso, as boas oportunidades estão acessíveis, abertas ao homem do povo, ao cidadão brasileiro, seja de que raça ou credo ou classe social, onde me incluo, pois oriundo da roça, de um pequeno vilarejo, hoje me vejo situado na sociedade, reconhecido.
Saúde e Sucesso Sempre.
Alcimar L.d e Almeida
Gilberto Prado [mailto:gprado@interoil.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010 14:52
Para: delubio@uol.com.br
Assunto: RES: ARTIGO MARCOS COIMBRA
O artigo do Marcos Coimbra é objetivo e lúcido. como comentei em email anterior a você, quem não aceitava a alternância quer, agora, delimitar a duração da mesma.
abraço,
Gilberto
Delúbio
Sempre na luta. Parabéns. Obrigado pelo envio do artigo.
Um grande abraço,
Miro
li o artigo e gostei. Juruna.
Ótimo artigo, obrigado.
Saudações de Luta!
Beto Moschkovich
Eu, sempre tive comigo as analise politica, e concordo com marcos coibra, aquilo que eu la atras ja previa sobre o Dilma, o seu crescimento, de desde de muito antes de lula a lançar a sua candidatura a presidente, ela ja era a minha candidadta! Acontece que ela precisou de ir na comissão onde o agripino maia a consilidou a sua candidatura, e eu tenho certeza, que ela vencera o serra e na consilidação dos debate entre os dois, ele vencera com grande folga., temos e trabalhar a qualidade em cima dos indiotas que insiste em vela como guerrileira, transforma ela em guerrileira do bem, porque tinha ideas para sociedade, mais justa e humana. a mim so interessa a vitoria da dilma, que sera a vitoria de todos nos e caminhemos ao rumo de 60 anos de poder! Claudio mendes muito em breve estara novamente com um jornal de distribuiçao gratuita. Ate breve.
Pânico nas hostes inimígas!!!