O Uruguai escolhe a continuidade democrática

 

A eleição do senador e ex-ministro José “Pepe” Mujica para a presidência do Uruguai é fato dos mais relevantes. Nossos irmãos uruguaios optaram pela continuidade de um de seus melhores governos, senão o melhor, realizado com competência administrativa e perspectiva histórica pelo presidente Tabaré Vasquez.

Mais que a vitória de um candidato de esquerda, os uruguaios sinalizaram ao continente a necessidade de que a estabilidade democrática, econômica e os avanços sociais conseguidos nos últimos cinco anos precisam e devem ser preservados. Assim, o ex-guerrilheiro, ex-prisioneiro da ditadura militar por oito anos, homem simples e do povo, pequeno agricultor e lutador das causas sociais, “Pepe” Mujica chega ao poder.

O Uruguai sempre foi um exemplo de estabilidade democrática, de conscientização política e, no início dos anos 70, com o “alto-golpe” do então presidente Bordaberry, mergulhou em uma ditadura militar que desfigurou a longa tradição legalista e constitucional do nosso parceiro no Mercosul. Milhares de desaparecidos políticos, quase um milhão de cidadãos saíram do país, a economia desabou. Temos tristes que o Uruguai não que mais vivenciar.

Agora, depois de um governo vitorioso, quando Tabaré Vasquez atinge mais de 80% de aprovação popular, os uruguaios entregam a José Mujica a tarefa de continuar o trabalho que recuperou a dignidade nacional, avançou nas questões sociais, trouxe a estabilidade econômica e o desenvolvimento.

Do Brasil, um forte abraço ao companheiro “Pepe”, homem simples, direto, idealista e despreendido, a quem nossos irmãos do Uruguai confiaram os próximos cinco anos da vida nacional.

Deixe um comentário