* Nádia Pires
É Natal…cheiro de frutas e assados no ar, lugares enfeitados com o colorido típico da ocasião. A mágica das palavras ilustra com esplendor e diversidade ruas, casas, lojas, igrejas, escolas, shoppings, praças, avenidas, cidades, reportando encontros, festas, concepções, e também solidão.
Em todos os lugares há olhares, alguns cheios de vivacidade, alegria, brilhantes, outros singelos e serenos, muitos sugestivos e tantos outros introspectivos, ansiosos. Contudo, instala-se naturalmente neste tempo um chamamento que remete à reflexão sobre a vida, o mundo. Pensamentos pertinentes e instigantes nos levam a medir nossos passos e repensá-los. Acima de tudo é preciso acreditar no sentido da caminhada para um mundo mais justo, menos desigual e saber que:
-toda criança é alfabetizável;
-todo idoso deseja a longevidade sonhando com as sutilezas da ternura;
-índios, negros, ciganos são pessoas com deveres, mas também com direitos;
-toda pessoa se sente cidadã quando tratada como tal;
-todo adolescente busca um caminho;
-todo trabalhador necessita ser valorizado.
Tudo isto pode, verdadeiramente, ser quantitativo e qualitativo. Muitos foram os pacifistas e revolucionários idealistas e muitos ainda estão no meio de nós, contribuindo de forma peculiar para a transformação social.
Entretanto, nem sempre temos prontidão para a releitura de mundo, da vida, do ambiente, pois muitos são ainda os desamparados e sem rumo. O desafio de contribuir para um mundo mais justo é de todos que exercitam reviver o NATAL a cada dia, talvez assim, seja possível transformar e transfigurar significativamente.
Cora Coralina em seu poema SABER VIVER dizia:
“Não sei se a vida é curta
Ou longa demais para nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido se não tocamos o coração das pessoas.”
Acrescentando, precisamos avançar além dos sentidos convencionais, frente aos desafios constantes que envolvem o terrorismo de várias concepções e atuações, as reincidências de atos estúpidos contra as pessoas e o meio ambiente.
Enfim, precisamos cuidar da espiritualidade que existe dentro de cada um de nós.
Então, brindemos ao Natal
Nádia Pires é professora, escritora, mestranda em PLanejamento e Desenvolvimento Territorial Urbano na Universidade Católica de Goiânia.




