GOIÁS MOSTRA O SEU VALOR

 

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(*) Delúbio Soares

Artigo publicado no Diário da Manha de Goiânia – 12 novembro 2009

Jamais tive desconfiança, mas sempre a certeza absoluta de que todos aqueles que acreditassem em Goiás e no talento dos goianos, na potencialidade de nossos valores, na competência de nossos empresários e na força de trabalho de nossos conterrâneos, estariam apostando numa vitória certa e num futuro de riqueza e sucesso.

Com todos os percalços e dificuldades pelos quais nosso Estado já passou, ou por conta de nossas deficiências ou reflexo das crises econômicas que tanto já castigaram o Brasil, Goiás jamais deixou de avançar, mesmo que minimamente, rumo ao seu destino de grandeza. Seja através da iniciativa isolada de um pequeno empreendedor no mais distante Município do interior, seja na ousadia do empresário de sucesso em Goiânia, nossa terra cresce e se desenvolve, gerando valores e solidificando uma vocação desenvolvimentista que, com a graça de Deus, é típica de nossa gente desde o governo revolucionário de Pedro Ludovico.

O IBGE, dias atrás, com a frieza de seus números insofismáveis, frutos de rigorosos estudos, de sondagens, estatísticas, cruzamentos e pesquisas realizadas por alguns dos melhores técnicos de nosso serviço público, tornou públicos os dados que nos estimulam ainda mais: Goiás foi o Estado com maior crescimento da produção industrial no ano, com um aumento espetacular de 7,3%!

Goiás apresenta índices de incremento na produção industrial dignos de países da Comunidade Européia em anos de bonança econômica! Como ocorre com os povos que se firmam no contexto da modernidade econômica e do desenvolvimento social, não mais que de repente, somos pasmo e surpresa diante dos olhos de quem acreditava somente num Goiás rural, atrasado, tacanho ou tímido.  Goiás desabrocha onde menos esperavam: na indústria avançada, de ponta, competitiva, ampliando sua força no mercado brasileiro e ganhando mercados internacionais.

Silenciosamente, sem alarde e sem firulas, Goiás dá um salto qualitativo e quantitativo, gerando divisas, empregos e riqueza, consolidando um setor que se expande e se firma no Estado, com a implantação de novos pólos industriais, dos mais variados setores, que vão desde o automobilístico até o da informática, da mineração a agroindústria.

Já escrevi, aqui mesmo nesse espaço, sobre a necessidade premente de Goiás tornar-se um indutor econômico, assumindo um protagonismo forte nos mais diversos mercados, agregando valor e gerando riqueza para sua população.

Hoje, ao deparar-me com os números eloqüentes do IBGE, penso que minha preocupação era procedente e que estamos assumindo o papel destinado a Goiás.

Em setembro, somente o Espírito Santo – com seu impressionante conjunto de terminais portuários – apresentou crescimento industrial maior que o nosso, com +3,3%. Viemos logo em seguida com +2,4%, à frente do Ceará com +2,1%, região Nordeste com +1,8%, Santa Catarina apresentando +1,7%, Minas Gerais com 1,4% e o Amazonas com +1,2%.

Economias tradicionais como as do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul e Pernambuco, apresentaram números positivos, mas bastante inferiores ao da florescente economia goiana. Isso talvez se explique pelo simples fato de que estamos buscando com talento e garra uma identificação maior com o novo momento vivido pelo país sob o comando do presidente Lula e a boa inserção do Brasil no cenário internacional. Trocando em miúdos: os goianos não perderam a oportunidade e nem perderam o trem para o futuro.

Há número mais eloqüente ainda: O IBGE comparou os meses de setembro de 2008 e setembro de 2009. Enquanto alguns Estados apresentaram desníveis e quedas, Goiás foi a única unidade da Federação a apresentar um crescimento espetacular de +7,3%, com destaque para a impressionante expansão no setor de produtos químicos!

Não só não retrocedemos em nada, como apresentamos o maior crescimento industrial do país, muito acima do bom crescimento da economia nacional, especialmente quando todos sabem que o Brasil vive um de seus melhores momentos econômicos, com crescente projeção nos mercados internacionais e consolidação do mercado interno.

Goiás está fazendo bonito. Mas, muito mais que isso, Goiás está fazendo o que deve ser feito, o que seu povo sabe fazer e fazendo muito bem. E não estamos apenas alcançando números expressivos: estamos escrevendo uma nova página na história do desenvolvimento do Estado e solidificando as bases para o Goiás do Século XXI, mais justo, mais rico, mais competitivo, mais desenvolvido e mais feliz. Estamos chegando, de forma decidida e segura, ao centro da economia nacional, impulsionados por uma junção formidável de um grande povo, uma terra generosa, excesso de potencialidades naturais e competência gerencial de nosso empresariado, que só podiam mesmo redundar em vitórias e conquistas, que mudam pouco a pouco a face de um dos melhores e mais ricos Estados do Brasil.

Esse salto rumo ao pleno desenvolvimento se dará de forma sólida e definitiva, todavia, se conseguirmos garantir a todos os goianos uma educação ainda melhor, absoluta qualidade no atendimento da saúde pública, infra-estrutura viária e boas condições de escoamento da produção, com rodovias (exemplo da duplicação da rodovia Goiânia/ Brasília e Goiânia/Itumbiara) e ferrovias (conclusão da ferrovia norte/sul integrando o centro produtivo de Goiás aos portos brasileiros) modernizadas e a construção de um novo aeroporto de âmbito internacional em Goiânia, dentre outras exigências naturais de uma terra e um povo que estão surpreendendo positivamente o Brasil e o mundo.

Não creio que as dificuldades que enfrentamos por décadas sejam fruto de inação, pobreza ou mesmo do destino. Não só não acredito como contesto de forma veemente todos os que pensam que já fomos até longe demais. Negativo! Goiás tem pela frente um caminho de grandeza e de vitórias que irão nos levar ao primeiro escalão dos Estados brasileiros, talvez sendo um dos cinco ou seis mais ricos e produtivos em menos de duas décadas.

Ousadia para quem tem potencialidade não é nada mais do que obrigação. Se nós, goianos, ousarmos, iremos estarrecer os que nos vêm apenas como povo pacato, sertanejo, modesto. Somos mais que isso, bem mais. Somos a fronteira agroindustrial do milênio que faz pouco se iniciou. Somos a economia crescente e florescente, que une a indústria, o comércio e a agricultura, numa simbiose tão perfeita que nem os grandes da Federação podem fazê-lo.

Sou professor de matemática. Num teimei diante dos fatos, quem dirá dos números. E esses indicadores do IBGE me deixaram surpreso e confiante. Recordei-me de um velho samba do talentoso baiano Assis Valente, um dos grandes da MPB, exaltando o talento dos brasileiros, e peço licença para adaptá-lo à nossa nova realidade: “chegou a hora dessa gente goiana mostrar seu valor!”

(*) Delúbio Soares é professor

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3 comentários

  1. Baltazar Junior /

    obrigado,
    belo artigo, parabéns
    b jr

  2. Wagner Percussor Campos /

    COMPANHEIRO DELÚBIO,

    SUAS DEFESAS INCONTESTÁVEIS DOS INTERESSES DE GOIÁS ME DÃO MUITO ORGULHO, E SE DEUS QUISER SUAS PROFECIAS SERÃO CUMPRIDAS E MUITO EM BREVE NÓS VEREMOS NOSSO ESTADO NUM LUGAR DE DESTAQUE MUNDIAL.

    PARABÉNS PELA MATÉRIA.

  3. Lorrany Jasmire /

    Eu te amo meu Goiás !

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