Companheiras e companheiros do Partido dos Trabalhadores: eu conheci o companheiro Delúbio Soares de Castro no final dos anos 80, quando tive a honra de trabalhar ao seu lado na Escola de Formação da CUT (Instituto Cajamar no começo dos anos 90, época em que muitos trabalhadores freqüentavam sistematicamente o INCA e o taxavam de “a universidade do trabalhador”), sob a coordenação geral do meu grande e eterno inspirador político, o companheiro Gilberto Carvalho. Com muito orgulho acompanhei o Delúbio durante 11 anos quando eu era assessor e coordenador do Setor de Publicações da CUT Nacional e ele diretor tesoureiro. Aprendi muito com suas experiências pautadas na ética e na responsabilidade política.
Poder compartilhar da confiança do partido é um direito de qualquer filiado e do Delúbio também. Negá-lo sob o argumento da política real; de ser o momento inoportuno, como diz o companheiro Walter Pomar; de ser algo que servirá apenas aos interesses dos nossos detratores é tentar tergiversar sobre o mérito da causa. Delúbio foi acusado de envolvimento no escândalo do mensalão em 2005 com supostas operações ilícitas e agora pede reconsideração da decisão do partido que o expulsou sumariamente. Delúbio já cumpriu quase quatro anos de sua condição de expulso do partido.
Hoje, o momento agora é discutir se o seu retorno ao PT é possível ou não. A meu ver, sim! É possível. O companheiro Delúbio é detentor de todas as qualidades pessoais de um cidadão que pretende atuar através de um partido democrático, socialista e de massas. Aliás, permito-me fazer minhas, as palavras do companheiro deputado Carlos Abicalil: “A sociedade goiana julgará Delúbio Soares através das urnas no próximo ano”. Esse, sim, deve ser o verdadeiro veredicto.
*Cesário Silva – Filiado ao PT, ex-dirigente em Aracaju nos anos 80, ex-dirigente em Jundiaí/SP até fevereiro/2009, atualmente filiado em Aracaju e membro da Executiva Nacional do MEP – Movimento Evangélico Progressista.



