Caro Companheiro Delúbio Soares de Castro

 

O seu pedido de re-filiação formal ao Partido dos Trabalhadores é um ato fundamental para que todos e todas que acreditam em nosso destino socialista se reapresentem para o debate da reforma política e da nossa democracia interna em outros termos. Seja muito bem-vindo,Companheiro. Agora somos muito mais fortes.

Não custa nada lembrar que o ato infame da sua expulsão foi precedido de uma ofensiva da direita brasileira para aniquilar o PT e o Governo – devíamos sangrar até a morte, cuja data se previa para as eleições de 2002. Paralelamente, um conjunto de forças políticas internas do Partido, notadamente aquelas que se reuniram e se reúnem via comunicados, com a cobertura ideológica da esquerda pequeno-burguesa, fizeram o resto do trabalho. Alianças espúrias quiseram tomar de assalto o Partido. Não conseguiram. Fomos mais fortes.

O PT sempre se pautou por pautar o debate necessário. Com a sua expulsão, companheiro, o verdadeiro debate da política de finanças foi varrido para debaixo do tapete. Ele não se fez, a não ser por rostos conhecidos do nosso PT, constritos, alquebrados, via meios privados de comunicação de massa, fazendo mea culpa. Conseguiram. Fomos mais fracos.

A sua re-filiação é um caminho que aponta para outras marchas internas. O sentido é de baixo pra cima. Da esquerda pra direita. Pessoalmente, para mim, ela dá um novo significado para a palavra companheiro. E companheiro só se reconhece como igual no coletivo. E esse grande coletivo chamado PT só será mais completo com a sua presença plena de direitos militantes.

A tua resistência pelo silêncio nos encheu de orgulho. Agora temos mais palavras. Agora elas são necessárias aos teus e aos nossos atos políticos.

Um grande abraço

Ari de Castro

PT – Gama/DF

Militante de Base

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